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30 abril, 2010

aos escritores de 'Sanjas'

por valéria tarelho em ,

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29 abril, 2010

era outra vez...

por valéria tarelho em , , ,



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Para minha felicidade [e espanto], outro poema infantil vai ser publicado em material didático, a exemplo da "Centopeia", que mencionei aqui .

Agora, a Fundação Padre Anchieta, em um projeto em parceria com a Secretaria Municipal de Educação [SP], irá publicar "Dona Joaninha e Dona Baratinha", possivelmente no segundo semestre, em livro de 4º ano, Língua Portuguesa.

São meus bichinhos, indo de encontro à criançada, após anos abandonados por aí. Esse interesse repentino foi uma injeção de ânimo, penso seriamente em voltar a escrever, também, para os pequenos. A princípio, criarei um blog [outro, dona Val?] para reunir os poemas infantís que estão espalhados pela Net, assim coloco ordem no "barraco" e facilito a vida das editoras interessadas em "novos" autores do estilo. As atualizações, ficarão a encargo da dona inspiração, torcendo para que eu seja novamente picada/mordida pelo bichinho da poesia infantil.

Assim que reunir o material e criar um espaço para os baixinhos, informo vocês, meus amados leitores grandinhos [aceito sugestões de nome para o "bloguinho"].

love,



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27 abril, 2010

amor com amor se [pro]paga

por valéria tarelho em , , , ,

O melhor de escrever, não é ser lido; é provocar no outro um alvoroço. No caso, o rebuliço resultou nesta maravilha, da amada flor-de-lis[ieux].
Amem!


TE AMO (com certeza!)
lisieux

Te amo súbito
em decúbito
dorsal
infinitesimal
partícula
universal
te amo maré
como onda,
de pé
ou gota de nada
que escoa
destoa
em seco rincão

te amo inundação
vendaval, tsunami
vulcão, terremoto...
te amo de moto
ou de lotação,
te amo metrô,
na pista, atleta,
ou de bicicleta,
lutando sumô...

Te amo velada
ou escancarada
sem porta, barraco
no alto do morro...
te amo cachorro
te amo revolta
e raiva escondida
te amo buraco
de bala perdida

Te amo sem prumo
e sem direção
te amo estação
parada de trem
te amo, bem sei
não tem jeito não
sem marco, sem rumo
sem meio, sem fim

te amo assim,
total destrambelhada
sem senso, sem nada
sem norte e sem lei
e nunca serei
responsável por mim
porque te entreguei
meu cérebro, entranhas
ideias estranhas
sentimentos vis
doçuras e manhas
desejos febris

te amo demente
inconstitucionalissimamente
de tras para frente
do lado do avesso
sem fim, nem começo
de dentro pra fora
sem dia, sem hora
deserto e jardim...
te
amo
e
fim.

* Inspirado em "Te amo (acho)", de Valéria Tarelho,
minha linda e inspirada amiga, de quem sou fã de carteirinha.





Te amo (acho)

eu te amo
torto
errado
do avesso
te amo acelerado
a mais de cem
na contramão
amo-te
porque és contravenção

eu te amo
do meu jeito imperfeito
: te amo sim
te amo não
te amo sei lá como
e por que não?

eu te amo
por vício
ócio
tédio
tentação
e te amo por preguiça
porque não tem remédio
e o perigo me atiça

eu te amo
por tabela
pelas beiras
nas quebradas
ribanceiras
juro que te amo
por puro ataque de bobeira
e por qualquer bagatela

eu te amo
anti-horário
em outro fuso
fora de orbe
te amo desnorteada
sem rumo
entregue à sorte
de amar-te fora do prumo
(devolve o Norte
da minha bússola!)

eu te amo
vassala
gueixa
escrava
te amo sem queixas
sem mágoas
sem receber minha paga
em amor
(quer saber? eu te amo mesmo
é prestando um favor!)

eu te amo
no outono, os ramos secos
no inverno, o gelo
na primavera, os espinhos
no verão...
ah! no verão não te amo não
: você é liquefato
e te amo pedra no meu sapato

eu te amo
másculo
rato
inseto
te amo só de longe
(que, de perto, sinto asco)
te amo, também, porque não presto

eu te amo
fração ordinária
te amo logaritmo
(só porque o nome é feio)
eu meio que te amo
porque inteiro, é excesso
e você escassa
por isso te amo a falta
o pouco
o naco de nada

eu te amo
por um ano a fio
(que a vida toda é um saco)
te amo parco
(que muito, é porre)
eu te amo como quem morre
de infarto

eu te amo
fora dos trilhos
dos eixos
de tudo que se encaixa
e se completa
e te amo aos solavancos
: soluços são estribilho
no meu poema manco

eu te amo
emralhabado
sopa de letras insossa
palavras cruzadas
sem banco de respostas
te amo assim
: destemperado
complicado e tosco

eu te amo
muito mal e sem igual
de um jeito diferente
: sem cor, ação, som
e te amo mais
quando você mente, coração

eu te amo
andarilho
maltrapilho
esfarrapado
(convenhamos, você é lindo engravatado
: fora do meu padrão)

eu te amo
como uma frase feita
um dilema
um estratagema
: digo que te amo
como quem não ama
e amando, não amando
vou à luta armada
deixando-te na dúvida

eu te amo
o modo inacabado
impaciente
debochado
amo quando calas o que sentes
amo, ainda, quando engulo
orgulho e grito

eu te amo
ou finjo
invento
inverto os fatos?
(há tanto tempo minto
que nem seino que acredito)

resumindo
: eu te amo
(se não me engano)
e duvido que outra tonta
te ame tanto


valéria tarelho
janeiro/04

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23 abril, 2010

a fome e a vontade

por valéria tarelho em , ,

poema recém-nascido da união de uma imagem e um 'comentarioema' :


homem ao cubo x mulher de lua


suas seis faces
cabem em meu lado
fêmea de fases

só não digam
pensem
falem

deixem o papo
quadrado

ralem e rolem
- em meus quartos -
os dados


valéria tarelho


potência
[AL-Chaer]


Homem ao Cubo
tu és fera

elevas

por
uma mulher à primeira


[extraído do comentário de Al-Chaer ao post "ao cubo", de Rubens Guilherme Pesenti - blog Poemastigando]


update : 23/04 - 9h18

~> postei mais um "diálogo" no poema curta-metragem. curtam!

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20 abril, 2010

a dona aranha subiu pela parede

por valéria tarelho em


Edward Monkton greetings card


do alto
do castelo
rapunzelia
joga sua teia
- urdida
em tesão
e tédio -

dá corda
para a bela
que acabara
de acordar

[graças à santa tereza
tiveram um acasalamento
de princesa]

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lançamento 2

por valéria tarelho em ,



update: 20/04 - 20h35 - release

Folias de Eros em tempos de repressão

“A literatura não é um passatempo nem uma evasão”, como disse Ernesto Sabato, mas “uma forma — talvez a mais complexa e profunda — de examinar a condição humana”. Nos 14 contos de Alguém para amar no fim de semana ([e] editorial), Luiz Roberto Guedes realiza esse exame através da lente do erotismo.

A pulsão erótica perpassa o corpo de histórias, a exemplo de Encontros no escuro, em que um escritor cego é obsedado por seus fantasmas sensuais, ou de Pessoas inexistentes, na qual um mendigo redige um ‘diário sexual’ alucinado, narrativa que o escritor Sérgio Sant’Anna qualificou, numa entrevista, de “um conto de primeira grandeza”. Ou ainda no affaire portenho de Tango com a Vênus perneta, cujo tema, que poderia tropeçar no grotesco, é tratado com delicadeza.

A celebração de Eros é definitivamente mais apaixonada na série de contos protagonizados por um jovem Josué Peregrino (talvez um alter ego), em peripécias e experiências que transcorrem nos anos 70 e 80 — com trilha sonora de música popular e o recurso à droga para fins recreacionais. A prosa precisa, afim à mirada de um Nelson Rodrigues ou de um João Antonio, é repassada por um toque comedido de humor.

Segundo o escritor Luiz Ruffato, que assina a apresentação, o livro embute em sua estrutura “uma quase novela fragmentária, de sabor pop, sobre os impasses da juventude nos anos negros da ditadura militar”. Em tempo amputado de utopias, o livro é um repositório mítico de fantasmas, fixações, demônios íntimos, canções, paixões e revoltas. Com seu título altamente irônico, Alguém para amar no fim de semana é o espólio afetivo de uma geração. Poeta e escritor, Luiz Roberto Guedes publicou, entre outros, Calendário lunático (Ciência do Acidente), O mamaluco voador (Travessa dos Editores) e Meu mestre de história sobrenatural (Nankin).

[Ronaldo Cagiano]

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lançamento 1

por valéria tarelho em , , ,

Neste sábado, dia 24, das 19h30h às 22h, acontece na Casa das Rosas o lançamento do livro Flores das Flores do mal de Baudelaire. Organizado pela Casa Guilherme de Almeida e pela Editora 34, o evento incluirá um recital de poemas do livro, que contará com Mário Laranjeira, Álvaro Faleiros, Roberto Zular, Carlos Fernando Coelho Nogueira, Claudio Daniel e Marcelo Tápia, entre outros.




Sobre o livro (texto de quarta-capa do volume):

Estas Flores das "Flores do mal" reúnem 21 poemas da obra máxima de Charles Baudelaire (1821-1867), colhidos a dedo e recriados com esmero em língua portuguesa, ao longo de oito anos, pelo poeta Guilherme de Almeida.

Reconhecido por Mário de Andrade e Manuel Bandeira por sua excelência na arte da versificação, Guilherme de Almeida (1890-1969) foi figura de destaque na vida cultural do país na primeira metade do século XX, e exerceu importante influência no movimento modernista brasileiro. Exímio poeta e pensador refinado, foi também um grande e apaixonado tradutor, tendo divulgado o haikai no Brasil e vertido para o português obras de Paul Verlaine, François Villon, Rabindranath Tagore, Oscar Wilde e Tennessee Williams, entre outros. Não foi à toa que, a propósito destas Flores das "Flores do mal", Bandeira afirmou, em texto reproduzido no presente volume, que Guilherme de Almeida sabia "traduzir até diamantes". Sucesso alcançado, explica o poeta-tradutor, porque "sempre soube [estes poemas] de cor e, à força de dizê-los, citá-los e recitá-los, acabei por me surpreender ouvindo-os de mim mesmo, na minha língua mesma".

Além da apresentação de Manuel Bandeira, esta edição bilíngue inclui as notas em que Guilherme comenta aspectos do trabalho de recriação de cada um dos poemas, um posfácio crítico de Marcelo Tápia e as belas ilustrações de Henri Matisse, concebidas para uma antologia das Flores do mal publicada na França em 1947.


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Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - Bela Vista
CEP.: 01311-902 - São Paulo - Brasil
(11) 3285.6986 / 3288.9447
contato: cr@poiesis.org.br
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16 abril, 2010

côncavo & convexo

por valéria tarelho



(para Leandro)

dos encaixes
perfeitos:
você dentro
do parêntese
que abro

(do abraço
ao sexo)



valéria tarelho







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14 abril, 2010

poema dia

por valéria tarelho em ,

hoje, 14, quarta-feira, de um abril quase ao meio, postei "geminado" no poema dia.

sigam as placas:


Google imagens

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09 abril, 2010

sem fantasia

por valéria tarelho em ,




vem menino
despindo alegorias
para que te vejas
nítido

e ainda assim
vestindo
transparências

me surpreenda


valéria tarelho

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08 abril, 2010

a leaf falls

por valéria tarelho em ,


loneliness - e e cummings
deviantart.com


outono
tão eu
: nos neut
ros tons, no
morn
o das mão
s nos timbres secos.
eu, outono: do desprendimento forçado, ao arrefecimento. lento.
outono sou eu, sorrindo amarelo-feno. eu, atônita, somando os entes que fluíram ao vento.
eu, april leaf, que, não demora, se queda. forra o chão onde pisam os de estação menos sépia: humanos? autômatos?
eu, 'outânatos'. âmbar à tona do olho. alma ômega.
alone. como um poema de cummings.


valéria tarelho

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01 abril, 2010

e por falar em mentira...

por valéria tarelho em ,

ferramenta

o poema
p[r]ega
a mentira
pela pe[r]na



imagem de Bruno Rodrigues


ora pílulas


se o poeta
finge dor
o poema
forja
uma fuga
da morfina

metáfora rima
& heterônimas
aspirinas

o poeta
- pessoa -
tanto mente
quanto sente


valéria tarelho

e.t.: parabéns bloguinho lindo da mamãe - 5 aninhos [já sabe até escrever o nome ;)]

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april first [over and over]

por valéria tarelho em , ,


Google imagens

ao menos hoje
diga que me ama
repetidas vezes

engane, please
a fome que sinto
de love story

só hoje, honey
me tire
desse miserê
servindo true lies
o dia inteiro

e lembre, baby:
hoje te odeio
mais e mais


valéria tarelho

*um [re]post lá do início do blog

**mentiras sinceras interessam???

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