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update

tradução para o italiano do poema "das iminências" [post anterior], especialmente para Francesca Biasetton, que, gentilmente, me concedeu o uso de sua arte. imagem:  "La poesia prêt-à.porter", de Francesca Biasetton l'imminenza essere velata sola da una fase di luna quasi fuori di sé sdraio debboli poemi in dubbi lenzuole semi-sobri                  [delle lettere - saggi -                  provanno l'equilibrio                  delle frasi                  come che traballante]   mentre la luna lascia la scena un po’ ubriaco (di sogno) valéria tarelho *tradução de Sergio Di Fiore

I love irony

This is just to say [william carlos williams] I have eaten the plums that were in the icebox and which you were probably saving for breakfast Forgive me they were delicious so sweet and so cold Matthew Macfadyen interpreta o poema 'This is just to say' ISTO É SÓ PARA DIZER Eu comi as ameixas que estavam na geladeira as quais você provavelmente guardou para o café Desculpe-me elas estavam deliciosas tão doces e tão frias [tradução de Virna Teixeira] William Carlos Williams , Poeta fundamental numa tradição de gigantes, a poesia norte-americana, em que cada autor parece estar observando o mundo pela primeira vez e inventando a linguagem poética (...). Dentro desta tradição, William Carlos Williams se destaca por sua capacidade de transformar todo assunto ou objeto em matéria poética. Daí sua atenção toda peculiar ao fugaz e ao diminuto, ao aparentemente desimportante, enfim. "A poesia surge do mais inesperado solo... Ele continua a arrebentar rochas e rachar p...

julio cortázar

Caricatura de Cortázar, de Gilmar Fraga PARA CRIS Agora escrevo pássaros. Não os vejo chegar, não escolho, de repente estão aí, um bando de palavras a pousar uma por uma nos arames da página, entre chilreios e bicadas, chuva de asas, e eu sem pão para dar, tão somente deixo-os vir. Talvez seja isto uma árvore, ou quem sabe, o amor. Tradução Sidnei Schneider, 2007 PARA CRIS Ahora escribo pájaros. No los veo venir, no los elijo, de golpe están ahí, son esto, una bandada de palabras posándose una a una en los alambres de la página, chirriando, picoteando, lluvia de alas y yo sin pan que darles, solamente dejándolos venir. Tal vez sea eso un árbol o tal vez el amor. Julio Cortázar, Cinco últimos poemas para Cris Salvo el crepúsculo, 1984.

crepúsculo

no envidio la boca de la noche sedienta de besos tampoco los ojos de la luna voyeuse del poniente                                    porque el sol – sin escrúpulos -                                   se acuesta toda la noche                                  en el horizonte de mi cuerpo                                  y se levanta temprano cada mañana                                 de mis entrañas valéria tarelho tradução de lorenzo pelegrin