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02 julho, 2015

de lua

por valéria tarelho em ,


eu preciso
desaprender
a ser
sóbria

e ir
- sombria -
às raias
da loucura


valéria tarelho

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01 julho, 2015

particular

por valéria tarelho em , , ,




querido inverno
não me importam
os seus planos
secretos

possuo o verão
ilhado

no fundo
do olhar


valéria tarelho
*imagem via shoptiques.com - Eugenia Kim Toyo Hat

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bonjour

por valéria tarelho em ,



Bienvenue dans ma réalité


Mon amour, venha à francesa, acentuando sua chegada com delicadezas. E, por favor, pontues tua permanência com gentilezas. Por trinta e uma noites, me aqueça.
E se vieres "over", de joelhos, jurando amor, aceito, mas sem exagero. Acostumei a receber-te cheio de frieza no ar austero.

Entre, Julho, a lareira está acesa.
Je t' aime.


valéria tarelho
julho, primeiro,2015

* HandDrawn Mug French Mustache Cat Paris Bonjour by BraveMoonman - Etsy

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30 junho, 2015

poema para os poros do ocaso

por valéria tarelho em ,


eis
a segunda pele
que me envolve
em fim de sol
:
tua tez

película lúcida
que molda-se
à tônica
dessa minha
natureza

louca


valéria tarelho
29.06.15

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"LOucomotiVE-se"

por valéria tarelho em



tire
o coraçao
dos trilhos
meu bem

que o trem
da vida
é bala

seu tiro
enlouquecido
pode pegá-lo

dormindo


valéria tarelho
29.06.15

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esterco

por valéria tarelho em , ,



a poesia
me pegou
dejeto



valéria tarelho
28.06.15
*adubando a vida há mais de meio século

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bom dia

por valéria tarelho em ,

sábado, 27.06.15

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sem título

por valéria tarelho em


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gata

por valéria tarelho em , ,




quase toda
sexta-feira
a poesia se enfeita

usa meias
[palavras]
de seda

e salta da gaveta

travestida
de poema


valéria tarelho
26.06.15
*image from Vogue Italia, shot by Ellen Von Unwerth

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Pela fresta

por valéria tarelho em ,

Lá fora, o mesmo céu de outono. Idêntico ao de ontem, nas cores, nos intentos. Chovem cúmulos e cismas. Sangram feridas, fadigas suturam. Secam. Coçam por toda uma vida.
Um sol submisso curva-se, rendendo-se ao inverno novo em folha. Ensaia o vento sua nova trilha, que oscila: vaia e assobia (depende de quem rege a filarmônica do dia).
Dentro, um cão ressona. Baba, bêbado de sonho (e pança cheia). Uma chaleira desafina no fogão, contrastando com a ária da primeira passarada. Na casa inteira reina o aroma de broa. O pão caseiro sovado em companhia do primeiro vazio da estação (outros virão a calar).
Há uma véspera do que não convém. Existe uma estreia que não convence.
Mas o inverno, vestindo seu surrado suéter, comparece, acobertando a névoa das urgências. Que não se dispersa.

é o que há
para agora
:
pão fresco
poema vencido
e chá

de espera


valéria tarelho
inverno 2015

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