02 Julho, 2009

convite para uma exposição

por valéria tarelho



de 03 a 26 de julho - Casa das Rosas

As artistas plásticas Cassia Aresta, Heloísa Ruiz Pereira, Vera Pamplona, Rosa Grizzo e Helenita Peruzzo, imersas nas palavras de Cecilia Meireles, usam a imagem da rosa como fio condutor de seus trabalhos, criando a exposição O Sexto Motivo da Rosa.

MONITORIA

de terça a sábado, das 10 às 18 horas

Com Fran Alencar, que contextualiza a vida e obra da poeta, enquanto apresenta a exposição.


* há um poema meu ilustrando a exposição.

Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 – SP
(próx. metrô Brigadeiro)

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29 Junho, 2009

sem título

por valéria tarelho em

nado de peito
num certo argumento
nado de costas
nas minhas apostas
nado livre
naquele inclusive
faço revezamento
de namorado

nado toda modalidade
nas raias da insanidade


valéria tarelho
no Livro da Tribo 2008

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12 Junho, 2009

nas bancas

por valéria tarelho



Revista Brasileiros, ed. 23



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03 Junho, 2009

SIMPOESIA

por valéria tarelho

logosimpoesia


II SIMPÓSIO DE POESIA CONTEMPORÂNEA - SIMPOESIA
Experiência literária de quatro dias, que reunirá entre 4 a 7 de junho de 2009, poetas e críticos literários do Brasil e exterior, além de uma feira de editoras independentes de poesia do Brasil e Argentina promovida pela revista Grumo.

Um encontro que envolve a troca de idéias, a exposição da diversidade intelectual e o intercâmbio artístico e cultural entre diversas expressões da poesia contemporânea.

Curadoria: Virna Teixeira
Realização: Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo
Produção: Casa das Rosas e Organização Social POIESIS de Cultura
Patrocínio: Instituto Cervantes, Consulado do México e Centro Cultural da Espanha em São Paulo

Programação completa no site Http://www.simpoesia.wordpress.com
Email para contato: simpoesia2009@yahoo.com.br

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25 Maio, 2009

entrave

por valéria tarelho

tudo ok
ou quase

naquela base
naquele impasse

como tudo
o que
não passa
emba[ra]ça a
passagem

como toda
sobra
que transborda
mas não vaza

permanece
e poda

sem posse
sem passe
para outro
que possa

partir
para o ataque


valéria tarelho


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22 Maio, 2009

das essências

por valéria tarelho

ver
- sem ver -
através
e além
[do ver
que melhor
[lhe]
convém]

ver
[ab_
sorver]
a vida
vindo

a vida
[ávida]
abrindo

a vida
[havida]
esvaindo

vez em quando
súbita

suave
vez em vez

vez ou outra
selvagem

[vi _]
ver além

do ver
que o verbo
contém


valéria tarelho


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curtas e boas

por valéria tarelho

post novo no "impura poesia" , com poema de Everton Behenck

começou ontem, 21, o Encontros de Interrogação, no Itaú Cultural - SP ~> programação aqui

sábado, 23, às 19:30: lançamento da antologia XXI Poetas de Hoje em Dia(ante) , no Bar do Batata, Rua Bela Cintra, 1333 – Jardins - SP

Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2009 ~> lista dos 50 finalistas


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20 Maio, 2009

Julio Cortázar

por valéria tarelho em ,




Te amo por sobrancelha, por cabelo, te debato em corredores branquíssimos
onde se jogam as fontes de luz,
Te discuto em cada nome, te arranco com delicadeza de cicatriz,
vou pondo em teu cabelo cinzas de relâmpago e fitas que dormiam na chuva.
Não quero que tenhas uma forma, que sejas precisamente o que vem atrás da tua mão,
porque a água, considera a água, e os leões quando se dissolvem no açúcar da fábula,
e os gestos, essa arquitetura do nada,
acendendo suas lâmpadas no meio do encontro.
Todo amanhã é o quadro onde te invento e te desenho,
disposto a te apagar, assim não és, muito menos com esse cabelo liso,
esse sorriso.
Busco tua soma, a borda da taça onde o vinho é também a lua e o espelho,
busco essa linha que faz o homem tremer
numa galeria de museu.

Além do mais te amo, e faz tempo e frio.

- tradução de Ari Roitman e Paulina Watch -


Te amo por cejas, por cabello, te dabato en corredores blanquísimos donde se juegan las fuentes de la luz,
Te discuto a cada nombre, te arranco con delicadeza de cicatriz,
voy poniéndote en el pelo cenizas de relámapago y cintas que dormían en la lluvia.
No quiero que tengas una forma, que seas precisamente lo que viene detrás de tu mano,
porque el agua, considera el agua, y los leones cuando se disuelven en el azúcar de la fébula,
y los gestos, esa arquitectura de la nada,
encendiendo sus lámparas a mitad del encuentro.
Todo mañana es la pizarra donde te invento y te dibujo.
pronto a borrarte, así no eres, ni tampoco con ese pelo lacio, esa sonrisa.
Busco tu suma, el borde de la copa donde le vino es también la luna y el espejo,
busco esa línea que hace temblar a un hombre en una
galería de museo.

Además te quiero, y hace tiempo y frío.


Julio Cortázar

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18 Maio, 2009

cliques

por valéria tarelho

alguns instantâneos de domingo, na Oca.

(local iluminado por velas e algumas luzes indiretas + fotógrafo amador = fotos "blerghs")




clique na foto para ampliar


nas fotos: eu; eu, Frederico Barbosa, Tatiana Fraga; encenação de Navalha na Liga, poemas de Alice Ruiz; eu e Fred; Titouan Lamazou, ?, Guilherme Korte (em pé), um Robert, Tati Fraga e eu; as meninas do elenco (não lembro os nomes agora :/); et moi.


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[v]idas secas

por valéria tarelho


imagem © flickr: _nocturama



maio
ao meio

mães
dão adeus
a seu
mês

[nas mãos
um aceno
com murchos
buquês ]


valéria tarelho

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