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outubro sem apelos

Vou ali, caminhar e viver de brisa do mato. Na volta, banho e um vestidinho estampado de flor para amar à brisa do mar. 

Que o último sábado de outubro seja arejado, vaporoso, leve e, ainda assim, escorra sua tanta pétala e muita espuma, pela pele.

Beijinhos,

Val
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Querido crush

Ou você não quer conversa, ou é muito lento. Não ignora, que eu me apego.

valéria tarelho

20.10.16

Querido L

Agora que sei seu nome, não te chamo mais de crush. Você está lindo hoje, verde água lhe cai bem. Aquele aceno com a cabeça que te dei foi com vontade de mergulhar no seu abraço, mas você faz onda, finge que não me vê. A vida tem sido um amar de areia. Sigo a te querer nos olhos, como um cisco necessário. Te preciso assim, quase um incômodo. 

Espero você amanhã, a me amanhecer novas vontades. Como essas, de querer-te bem.

vt
p.s. : te escrevo da estrada, hoje você não irá me ignorar mais.

22.10.16

Querido crush

vê se você pira
e para de me olhar hoje estou toda
touch screen
e a fim
de te [a]pegar

valéria tarelho

Querido L

Vi você de relance, ou melhor, vi meio você, sentado dentro do carro. Acho que sua camisa é branca, mas você não facilita a vida destas minhas vistas cansadas. Custava sair do carro e posar para meus olhos?

Sorte nossa que sou do signo da teimosia e não desisto quando a vida me presenteia com surpresas de colorir meus dias. O desfile de camisas tem sido a maior e melhor expectativa e já tenho a escolhida: aquela vinho, cereja, beterraba, a cor do meu chá de hibisco, ou algo parecido. Bebível e comestível com o olhar.

vt

p.s.: estou aqui, você sabe onde e pensando em quem.

* imagem via Pinterest

23.10.16

Querido L

L, meu bem, será que você me lê? Não sei, mas você apareceu e confirmei a cor da camisa: branca, como as páginas da nossa fábula.
Não me conte nada, me encante, venha de vinho amanhã (por fora da calça, só para não deixar nenhuma dúvida).
vt
p.s.: Algo me diz que você é de câncer. Se for, temos chance de acontecermos do lado de dentro dos cílios.
23.10.16

Querido L

Queria falar com você. Sem plateia. Sem testemunhas do crime ( sim, deve ser contra alguma lei colocar a fala em prática). Preciso me apresentar direito e te conhecer melhor, não daquele jeito que deve ter deixado um impacto entre o cômico e o alucinado. Juro que não vivo abordando as pessoas na rua. Foi um impulso. E - temo - um estrago. 
Aguardo seu melhor tempo. Aquele, só comigo ao lado. Vamos bater recorde de silêncio. Deixo você calar primeiro.
valéria tarelho
p.s.: Me chame, assim que impossível . E dê o número do seu céu.