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04 dezembro, 2015

passarinhos

por valéria tarelho em , , , , , , , , , ,

Liberdade, é a palavra desta sexta-feira. Ouse asas (sem pena) e faça sua escolha entre o voo e a gaiola (que pode ser de ouro, mas aprisiona, tolhe, bloqueia...aos poucos você morre no seu - inútil - conforto).

Permita-se, conheça o novo, reconheça-se no outro [e no espelho], comece, recomece, não passe a vida reiterando conceitos obsoletos só porque lhes dão segurança [ou ideia de], mas nada acrescentam à sua essência.

Dê uma chance àquele sonho que insiste em aparecer de surpresa, e você ignora. Receba-o bem. Ouça a sua proposta.

Voe, você tem asas. Experimente exercitá-las!


valéria tarelho



“O voo pode ser visto, mas não pode ser dito. O voo dos pássaros está além das palavras. Quando os poetas falam sobre o voo eles não estão dizendo o voo. O poema é o dedo do poeta apontando para o voo do pássaro que está além das suas palavras”.
— Rubem Alves, em “Dogmatismo & Tolerância”, pg.9





* um hip hop só para mudar a trilha do dia smile emoticon

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03 dezembro, 2015

os dispostos se atraem

por valéria tarelho em , , , ,




o meu amor
tem asas
o seu amar
tem âncora

eu ensaio loopings 
há céus
você não sai 
do seu lugar 
ao cais

no entanto
jamais ousamos
entregar
os pontos

você: meu pseudo-espaço 
eu : seu improvável porto


valéria tarelho
* imagem via "we heart it"

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em frente e sempre

por valéria tarelho em , , , ,


entre voltar
e seguir
opto
pelo voo
alto

logo ali
adiante
logo mais
além
há infinitos
céus
incontáveis
sonhos
e certas
incógnitas
sedutoras

[que de ontens
até agora
não consegui
'resolviver']


valéria tarelho

* tirinha: Armandinho, de Alexandre Beck

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#estereotipo

por valéria tarelho em , ,

meu amigo
secreto
é outro

escroto

[indigno 
de ser
exposto]


valéria tarelho

* me refiro a isto: #meuamigosecreto


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black friday

por valéria tarelho em , ,

dia em que
a sexta
dá um desconto
no look
que ostenta
:
veste
precinho
básico

e [as]salto
baixo

[entre na fila
e pague
para vê-la]


valéria tarelho

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ele vem chegando...

por valéria tarelho em , ,



A difícil arte de escolher alguns filhos, entre 550 :/ 
Em breve, meu - atéqueenfimfinalmentedemorou - primeiro livro. 
Ainda não foi batizado, estou na fase do "uni duni te", mas logo o entregarei aos cuidados dos queridos Tonho França e Wilson Gorj, da Editora Penalux.

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the beginning song

por valéria tarelho em , ,

aqui tem wi-fi, café quente, frio na barriga.

tem recarga gratuita. conexão rápida. campo seguro. caminhos conhecidos [em meu corpo, sua casa, suas campinas].

tem amor e arrepio garantidos. tem carinho a rodo. e tem meu olho no seu olho: diamantes.

tem uma rede [de verdades] estendida na varanda. para que você deite seus delitos e deleites.

por estas bandas habita a vida branda. com vida ativa. atrevida. sem pedras brutas pelas trilhas [estradas de pérolas].

tem o mais justo abraço. amplo espaço. teto aberto. peito favorável para o [re]pouso.

contém beijos. riso ingênuo. contentamento. canto de paz. conversa de pássaro.

tem o mais singelo céu. tem o meu sincero sim [sonhando o seu okay].

logo ao lado, tem um pasto verde-semáforo. um horto amar_elo. vasto. giram sóis a esmaecer de vista.

tem - também - um pomar que não divisa prosa de poesia [primas que florescem unidas].

tem rimas para comer com as mãos. textos para colher diretamente do pé. manias que o lápis permite que se apaguem. tem memórias frescas, feitas na hora.

tem a fé no futuro. tem uma mina de palavras de ouro. há minhas falas de pétala. algumas falhas pretéritas.

aqui existem livros extintos, folhas virgens, tecnologia de ponta. com sorte [ou falta de], tem até contato 'extraplaneta'.

[você] tem livre arbítrio para tecer seu faz de conta. sua odisseia. sua novela. sua tragédia shakespeariana. vê-la ou não vê-la?.

só aqui tem meu doce gesto-criança. tem meu gosto dedo-de-moça. o fruto maduro, de bônus, no combo.

aqui tens uma prenda. fiel. a espera. há [quim]eras.

aqui mantenho um fio de crença: o de que venhas, por uma noite [ou uma nota, apenas],

[me] curtir.
[te] compartilhar.


valéria tarelho



The Beginning Song, com Rita Redshoes

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open your eyes

por valéria tarelho em , , , , ,



"nos encontraremos novamente em outra vida, quando formos gatos"
Vanilla Sky

Sim, desafiei desertos, cruzei oceanos, enfrentei a fúria dos ventos, a rebeldia caudalosa - escandalosa - dos rios. A te buscar.

Sim, cometi lindos enganos. Incontáveis erros (inconfessos), que jurei que eram acertos. Ledos equívocos. Até saber-te. Saborear-te. Reconhecer, em ti, o paladar que - há tatos [e tropeços] - eu farejava.

Abri meus olhos no exato encanto em que te reencontrei. Te reavi. Vindo de um lugar que não visito há vidas. Chegando de um paraíso longínquo. Do elo perdido pelos caminhos de um tempo repleto de ecos.

Sim, meu bem, não desisti enquanto não te realizei. Segui os sinais, suei, sangrei, chorei. Só calei quando me achei. Em ti. Em nós. No que possuímos (sem poder). No amor que estamos edificando: forte, de frágil estrutura.

Acontece que todo sonho tem um fim. E o despertar desespera. É 'desespertador'.

A realidade é um calabouço. Solitária. É masmorra que aprisiona o tão sonhado amor. E deixa à solta os monstros que sugam qualquer chance de felicidade.

De nada adiantou cruzar - ofegante - a linha de chegada. Atrasada. Décadas depois que alguém - merecidamente - levou o troféu (que era meu).

Na próxima vida, quando formos gatos, cruzarei telhados miando alto. Todos os tetos serão testados. Todos os intentos, voltados para esse fim: encontrar você a tempo. Atento.

Abra todos os seus sentidos.

valéria tarelho

* imagem: street art em Dublin, com frase do filme Vanilla Sky





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mosaico

por valéria tarelho em , ,


caiu
do cume
do ciúme
o amor
que era
cego
e via coisas

pobre amor
cheio de posse
está um caco




valéria tarelho

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gente

por valéria tarelho em , , ,


no Livro da Tribo 2016

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