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Mostrando postagens com o rótulo gestos

improváveis

Ela vai crescer vendo poesia no umbigo da lua, enquanto ele amará os números embutidos nos anéis de saturno. Ela será a rima que se atira sem medida protetiva; ele calculará o próximo passo, o gesto, a isca, com a maior segurança .  Desde sempre ela é o excesso e, passem décadas, não medirá esforços em seu transbordamento. Ele, daqui a mais de trinta outonos, economizará palavras, exercendo seu direito de represa.  Ela sonhará com aquele amor criança e lhe dará uma chance, caso ele "enloucresça". valéria tarelho  * imagem via Pinterest

gestos

Afeto, o primo-irmão do amor. Ou vizinho, já que dispensa parentesco. Afeto há desde o berço, acontece no tropeço entre desconhecidos. Afeto tem endereço certo. Habita amigos, mora nos amores, reside no olhar, dividindo intento com o inquilino carinho. Afeto é vínculo, não importa o começo. Afeto não se força e tem a força de um exército.  É o coração, em exercício. Do_ação. Não precisa ser recíproco. É gratuito. Gera gratidão. valéria tarelho *imagem via Instagram @carla.lilica