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Mostrando postagens com o rótulo venha

permita-se

permita-se. tão pouco peço a você que me permeia o verso. pernoite. se não possui o endereço, siga sua sombra impressa em cada sílaba. moro em uma frase mal construída, mas ofereço fibra no alimento. [desa]linho no leito. te dou meu teto. um interior aberto, para que você preencha. seja presença. mansa. imensa. caso o medo me impeça de abrir a porta, persista. saiba: não resisto a um argumento de fazer chover por dentro. tente outra vez. insista em gotas. e, quando dentro, deite sua voz ao pé do ouvido. venha [in]vento, precedendo as águas que irão moldar relevos. perceba, eu te reclamo há tempos. e te recebo há tanto nesses poemas piegas. isentos de segredos. valéria tarelho

Renda-se

Vem, meu bem, ler minha íris e decifrar o que dizem as entrelinhas oblíquas por onde Deus rabiscou minha sina. Não demore, amor, que minha língua anseia por lamber tua história (dentro e fora, em pausadas sílabas). A vida, baby, não espera que você decida qual dos seus tons de cinza combina com a cor da seda que a poesia ostenta: transparência explícita. Valéria Tarelho