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Mostrando postagens com o rótulo medo

Um lugar para dois

Não. Não foi com medo de avião que segurei pela primeira vez a tua mão. Foi, talvez, com pavor dos pés no chão, que voei ao teu encontro. Foi, céus após tantos desencantos, que pousei no teu pier. Em paz. Peito contra peito. Antes taquicárdico, que tardio (disse-me o eco). A realidade é cruel, tem olhos panorâmicos, tentáculos de titânio, mantém nossas mãos no cárcere. Fora de   alcance.   Foi, sim, com medo de não entrelaçar nossos dedos, que dei asas ao querer-te no tempo presente. Indicativo. A tempo, contento e teto. Sujeitos a atos concretos. Verbos em conjunção. Destino é um​ pássaro selvagem que come nas minhas mãos.   Seguras de ti.   Valéria Tarelho

escolhas

A zona de conforto é um engodo. Quem você está enganando,mesmo, quando deixa de escalar seus sonhos, por medo?  De precipícios e abismos, de quedas, ruínas e tentativas de chegar ao topo é que são construídas as melhores conquistas.  A vista, aqui do cume, é indescritível! Venha! Valéria Tarelho *imagem via Instagram @sou_psicologo_comuitorgulho

barreiras

Contornar obstáculos, ou usar o fato adverso a favor dos ventos. Essa é a função do querer que tudo dê muito certo. E, pra começar, estou escalando aquela barreira entre meu mundo caótico e o teu universo, cênico.  Te encontro na curva do primeiro abraço, no centro de um beijo que aguarda a chegada de setembro para nascermos.  Valéria Tarelho *imagem via @quadrinhando

valium

acordo cedo: neuras indomadas medos mal dormidos bocejo um verso avesso cheio de dedos não-me-toques tiques mal espreguiço vendo a alma ao vício: acendo um café preto requento o cigarro [lembro que o poema que ora escrevo ainda nem foi ao banheiro] acordo cedo com o pé esquerdo pisando nos meus calos valéria tarelho o valium, acima, hoje ilustra o blog de meu amigo Ricardo Mainieri . Maini, uma das minhas manias.

so(m)bra

meu corpo projeta vultos do que fomos: projetos incultos, sobras obscuras, escombros, passado morto... quando te pressinto tão íntimo, que dentro; tão incontido, que transborda, me assombro. também sinto medo quando percebo sua sombra batendo à minha porta e a atendo. valéria tarelho

day after

"o sol levantou mais cedo e quis em nossa casa fechada entrar pra ficar" minha fuga do brilho nos olhos é pânico da penumbra que c(h)egará tomorrow "o sol levantou mais cedo e cegou o medo nos olhos de quem foi ver tanta luz" valéria tarelho * trechos da música "o medo de amar é o medo de ser livre" , letra de Beto Guedes e Fernando Brant