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25 julho, 2011

[particu]lar

por valéria tarelho em ,

Foto: Gabrielle Gawne-Kelnar

esconderijo
calabouço
abrigo

                        seu corpo
                      - exílio -
                        :
                       ninho-lugar
                       onde me
                        lar
                                  go



valéria tarelho

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24 julho, 2011

curta-metragem

por valéria tarelho em

curta-metragem: nada a |per|doar

*update - 25/07


people, estava viajando e postei via celular, daí o post curto [preguiça de digitar naquelas teclinhas ;)]. 
não sei se repararam, mas é um link para o blog "poema curta-metragem", onde publiquei no sábado um poema inédito. leiam e, querendo, comentem lá, ou aguardem aparecer aqui nos "achados e perdidos" .


beijos,

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22 julho, 2011

without a trace?

por valéria tarelho

para sempre


fácil
desfaz-se
meu texto
a lápis

do mesmo jeito
- símile -
desaparece
o pretenso  caso

[romance
impresso
em papel de fax

a base de látex
ou passar do tempo
o péssimo enredo
apaga-se



valéria tarelho

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20 julho, 2011

A quem chamo de amigo

por valéria tarelho em





Meu amigo tem o colorido da primavera: da alvura do jasmim, ao dourado do trigo, esse amigo é uma aquarela tingindo meu negrume. Tem, também, o perfume que ela encerra: cheiro de mato, de terra, flor se abrindo. Cheiro de chuva que, emane do alto da serra, ou do asfalto, sinto próximo, como viesse de dentro.


Meu amigo é incandescente. É chama, verão, sol a pino, avivando minha languidez de sol poente. E quando dos cirros de meus olhos, cristais de gelo se convertem em água - e vertem - ele me invade com a luz da amizade, arrancando de meu cerne um prismático sorriso, que o reflete: amigo é essa ponte iridescente no céu, que denomino: arco-de-deus.


Meu amigo, de janeiro a janeiro, é outonal: desprende-se de tudo que o sustenta e deposita-se  a meus pés para me servir de húmus, pelo prazer de ver-me, no futuro, verdejar. Farfalha seu bom humor ao vento, certo de meu riso. Mostra preocupação comigo, ao forrar, com a sensatez das folhas secas, o solo de meu âmago. Juntos comemoramos a época da colheita - mesmo que não seja farta. Um grão que vingue, é lucro.


Meu amigo é lareira, chocolate quente, fondue, meia de lã...é estância de inverno: paragem aconchegante onde me abrigo do frio que me corta o peito - e queima a pele.


É um conforto ter meu amigo por perto, abrandando as intempéries das minhas variações atmosféricas - as repentinas mudanças de ares que me acometem. Chova ou faça sol, ele segura minhas ondas. Manda para longe as tempestades. Nada contra a corrente, se preciso for. Ele tem, em mim, uma amiga devota. Amiga a toda prova, para o que der e vier. Amiga sempre presente, em suas quatro estações. Preenchendo as lacunas de seus quartos de lua.


Do cimo de minha pequenez poética, que eu ao menos consiga, com o afago destas letras, traduzir meu afeto e amor incontroverso pelo amigo de todas as horas. Aquele que ri e chora comigo. Que diz não, que não devo ou que não posso. Aponta meus erros, briga, enfrenta uma guerra por mim.


Para você, que é meu amigo, segue meu coração, embrulhado em um sachê.




*imagem via Google



valéria tarelho
2005



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19 julho, 2011

subjetivo

por valéria tarelho em ,



vale vasto
vago vácuo
onde verso
viro vivo

são josé
dos campos
que versejo
- invisível -

invisto
invento
invalido
o prefixo
:
visto
vento

vale [nave]
me leva
que eu voo


valéria tarelho

*imagem: Esquadrilha da Fumaça, na tarde do último domingo, no encerramento da Expo Aero Brasil, realizada em São José dos Campos no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Foto de Adenir Britto.


** poema publicado no Vale em Versos, em 12.12.10

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17 julho, 2011

delírios

por valéria tarelho em


                      [para líria porto]

lê bulas rótulos
listas telefônicas
letras miúdas

tem gula
por leitura
de entrelinhas

tara pela
palavra
nua

se delicia
quando bolina
o dicionário
[sua bíblia]

                   dia a dia
                   transa
                   com a língua

                   goza
                   [gostosa]
                   poesia


valéria tarelho
* foto: líria porto, a mina[s] de ouro do tanto mar

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16 julho, 2011

encontros

por valéria tarelho em


foto de arquivo pessoal

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15 julho, 2011

QR Code - info e fotos

por valéria tarelho em

Direto da fonte [Sandra Santos], um pouco mais  sobre a exposição Código Coletivo, que inicia hoje às 19hs:


"A Exposição CODIGO COLETIVO reúne mais de cem poetas contemporâneos, cujos poemas foram codificados em QR, isto é, transformados em imagem, e projetados na parede. A proposta é de que que o leitor capture essas imagens através de um celular. O Projeto, numa primeira fase, envolve professores e alunos das escolas da comunidade. As escolas, ao visitar a exposição, recebem adesivos dos poemas para colar em seus murais e participam de sorteios de vários objetos (camisetas, canecas, imãs, cadernos) com os códigos coloridos dos poemas, para vestir e usar poesia, literalmente. O sucesso do projeto entre os jovens leitores pode ser conferido nestes flashes das visitas. Os poetas integraram a exposição, também em clima de mistério. Ninguém sabia dos demais participantes e nem mesmo que seus poemas seriam estudados e "colados" pela cidade. A única exceção era Laís Chaffe, do Cidade Poema, parceira e "expert" quando o assunto é colocar a poesia na rua e lhe dar asas. Para completar o clima de mistério, a visita à exposição também é uma oportunidade de conhecer todo o Castelo do Alto da Bronze, que só abre suas portas em momentos especiais, como este. O Castelinho do Alto da Bronze é uma lenda urbana de Porto Alegre. O lugar já até protagonizou livro: A prisioneira do castelinho do Alto da Bronze [romance-reportagem sobre o imaginário urbano porto-alegrense dos anos 1940 sob influência da literatura e do cinema], de Juremir Machado."


Confira AQUI os poetas que participam do projeto.


Convite e algumas fotos da mostra às escolas:


clique nas imagens para ampliá-las



alunos curtindo a exposição:


brindes para a garotada [TAMBÉM QUEROOOO!!]:

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temper_atura

por valéria tarelho em


     ilustração de Meg Park


que o sol 
saia mini
ou top
de linha
                   e descombine
                   do climinha
                   entre nós

[duas peças
de cachecóis]




uma "josta"

sexta_
feira pálida

cara
de pastel
de vento
seco

sexta-feira
fria
bem  xoxinha

sem chance
de coxinhas
à mostra



valéria tarelho



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14 julho, 2011

circulando

por valéria tarelho em , ,

hoje postei AQUI, AQUI e AQUI

[ e há seis meses estive em Santos ]

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13 julho, 2011

poesia no celular

por valéria tarelho em ,

clique na imagem para aumentá-la

Convite para a  exposição "Código Coletivo", projeção de poemas em QR CODE, no Castelinho do Alto da Bronze, Centro Histórico de Porto Alegre, de 15 a 25/07.

A exposição  é composta de poemas curtos,  codificados em realidade aumentada, um código que é decodificado quando se aponta o celular para a imagem [esses quadradinhos do convite são exemplos de poemas codificados] e se transforma em texto, no celular.  As imagens serão projetadas na parede de pedra do Castelinho.

Instalação de Sandra Santos, parceria CIDADE POEMA, Laís Chaffe 

Poetas participantes:

Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito - Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego - Andreia Laimer - Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz -  Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti - Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl - Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Suzanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros - Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valéria Tarelho - Wasil Sacharuk - Wender Montenegro - Wilmar Silva



Código Coletivo, de 15 a 25/7

Castelinho do Alto do Bronze
Rua Vasco Alves, 432
Centro Histórico de porto Alegre - RS

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12 julho, 2011

veloz[cidade]

por valéria tarelho

*imagem: "cidade, city, cité", de augusto de campos - transcriação computadorizada de erthos a. de souza



saudade tamanha
de  vê-lo em cena
a todo poema

nessa distância
                             -seu sampa
                              e minha simples rua-
resta sua
im_pressa [precisa]
lembrança

pessoa
que sempre me
passeia
  

valéria tarelho

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