24 Julho, 2011
curta-metragem: nada a |per|doar
*update - 25/07
people, estava viajando e postei via celular, daí o post curto [preguiça de digitar naquelas teclinhas ;)].
não sei se repararam, mas é um link para o blog "poema curta-metragem", onde publiquei no sábado um poema inédito. leiam e, querendo, comentem lá, ou aguardem aparecer aqui nos "achados e perdidos" .
beijos,
22 Julho, 2011
20 Julho, 2011
Meu amigo tem o colorido da primavera: da alvura do jasmim, ao dourado do trigo, esse amigo é uma aquarela tingindo meu negrume. Tem, também, o perfume que ela encerra: cheiro de mato, de terra, flor se abrindo. Cheiro de chuva que, emane do alto da serra, ou do asfalto, sinto próximo, como viesse de dentro.
Meu amigo é incandescente. É chama, verão, sol a pino, avivando minha languidez de sol poente. E quando dos cirros de meus olhos, cristais de gelo se convertem em água - e vertem - ele me invade com a luz da amizade, arrancando de meu cerne um prismático sorriso, que o reflete: amigo é essa ponte iridescente no céu, que denomino: arco-de-deus.
Meu amigo, de janeiro a janeiro, é outonal: desprende-se de tudo que o sustenta e deposita-se a meus pés para me servir de húmus, pelo prazer de ver-me, no futuro, verdejar. Farfalha seu bom humor ao vento, certo de meu riso. Mostra preocupação comigo, ao forrar, com a sensatez das folhas secas, o solo de meu âmago. Juntos comemoramos a época da colheita - mesmo que não seja farta. Um grão que vingue, é lucro.
Meu amigo é lareira, chocolate quente, fondue, meia de lã...é estância de inverno: paragem aconchegante onde me abrigo do frio que me corta o peito - e queima a pele.
É um conforto ter meu amigo por perto, abrandando as intempéries das minhas variações atmosféricas - as repentinas mudanças de ares que me acometem. Chova ou faça sol, ele segura minhas ondas. Manda para longe as tempestades. Nada contra a corrente, se preciso for. Ele tem, em mim, uma amiga devota. Amiga a toda prova, para o que der e vier. Amiga sempre presente, em suas quatro estações. Preenchendo as lacunas de seus quartos de lua.
Do cimo de minha pequenez poética, que eu ao menos consiga, com o afago destas letras, traduzir meu afeto e amor incontroverso pelo amigo de todas as horas. Aquele que ri e chora comigo. Que diz não, que não devo ou que não posso. Aponta meus erros, briga, enfrenta uma guerra por mim.
valéria tarelho
2005
19 Julho, 2011
vale vasto
vago vácuo
onde verso
viro vivo
são josé
dos campos
que versejo
- invisível -
invisto
invento
invalido
o prefixo
:
visto
vento
vale [nave]
me leva
que eu voo
valéria tarelho
*imagem: Esquadrilha da Fumaça, na tarde do último domingo, no encerramento da Expo Aero Brasil, realizada em São José dos Campos no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Foto de Adenir Britto.
** poema publicado no Vale em Versos, em 12.12.10
17 Julho, 2011
[para líria porto]
lê bulas rótulos
listas telefônicas
letras miúdas
tem gula
por leitura
de entrelinhas
tara pela
palavra
nua
se delicia
quando bolina
o dicionário
[sua bíblia]
dia a dia
transa
com a língua
goza
[gostosa]
poesia
valéria tarelho
* foto: líria porto, a mina[s] de ouro do tanto mar
15 Julho, 2011
Direto da fonte [Sandra Santos], um pouco mais sobre a exposição Código Coletivo, que inicia hoje às 19hs:
"A Exposição CODIGO COLETIVO reúne mais de cem poetas contemporâneos, cujos poemas foram codificados em QR, isto é, transformados em imagem, e projetados na parede. A proposta é de que que o leitor capture essas imagens através de um celular. O Projeto, numa primeira fase, envolve professores e alunos das escolas da comunidade. As escolas, ao visitar a exposição, recebem adesivos dos poemas para colar em seus murais e participam de sorteios de vários objetos (camisetas, canecas, imãs, cadernos) com os códigos coloridos dos poemas, para vestir e usar poesia, literalmente. O sucesso do projeto entre os jovens leitores pode ser conferido nestes flashes das visitas. Os poetas integraram a exposição, também em clima de mistério. Ninguém sabia dos demais participantes e nem mesmo que seus poemas seriam estudados e "colados" pela cidade. A única exceção era Laís Chaffe, do Cidade Poema, parceira e "expert" quando o assunto é colocar a poesia na rua e lhe dar asas. Para completar o clima de mistério, a visita à exposição também é uma oportunidade de conhecer todo o Castelo do Alto da Bronze, que só abre suas portas em momentos especiais, como este. O Castelinho do Alto da Bronze é uma lenda urbana de Porto Alegre. O lugar já até protagonizou livro: A prisioneira do castelinho do Alto da Bronze [romance-reportagem sobre o imaginário urbano porto-alegrense dos anos 1940 sob influência da literatura e do cinema], de Juremir Machado."
Confira AQUI os poetas que participam do projeto.
Convite e algumas fotos da mostra às escolas:
clique nas imagens para ampliá-las
alunos curtindo a exposição:
brindes para a garotada [TAMBÉM QUEROOOO!!]:
13 Julho, 2011
clique na imagem para aumentá-la
Convite para a exposição "Código Coletivo", projeção de poemas em QR CODE, no Castelinho do Alto da Bronze, Centro Histórico de Porto Alegre, de 15 a 25/07.
A exposição é composta de poemas curtos, codificados em realidade aumentada, um código que é decodificado quando se aponta o celular para a imagem [esses quadradinhos do convite são exemplos de poemas codificados] e se transforma em texto, no celular. As imagens serão projetadas na parede de pedra do Castelinho.
Instalação de Sandra Santos, parceria CIDADE POEMA, Laís Chaffe
Poetas participantes:
Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito - Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego - Andreia Laimer - Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz - Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti - Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl - Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Suzanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros - Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valéria Tarelho - Wasil Sacharuk - Wender Montenegro - Wilmar Silva
Código Coletivo, de 15 a 25/7
Castelinho do Alto do Bronze
Rua Vasco Alves, 432
Centro Histórico de porto Alegre - RS
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