15 Junho, 2011
dia após dia
a - dura - vida
empresta um troco
presta um fôlego
dá um extra
credita bônus
na conta do tempo
chispa fagulha crepita
põe pilha
assopra a brasa
queima até
o devido [infalível]
enfim cinzas
a vida é dívida
a perder de vista
contraída com a morte certa
débito pré-datado
amortizado
em incertas parcelas
valéria tarelho
13 Junho, 2011
o que as letras soltas - perdidas no branco do papel - não ousam, talvez a boca [na boca] cale por si.
deito e fito no teto um silêncio - possível - em que tudo pode ser dito: na língua do beijo, no diálogo do abraço. texto com tato e gosto. de grito.
valéria tarelho
*publicado no tweetsteria em 15.11.10
** um dos textos selecionados para o Livro da Tribo 2012
11 Junho, 2011
amor
nada amornado
requentado
sobra de outrem
não sirvo
em meu cardápio
ardido
valéria tarelho
09 Junho, 2011
"Facebookpeople" que me perdoe pelo vídeo repetido, mas é preciOso postá-lo aqui [e todo post do textura vai, automaticamente, para o Face], onde registro minhas amordaçadas linhas :)
O vídeo anterior da música "couvert", que postei em 2008 , estava bem ruinzinho, mas neste dá para ver e ouvir melhor [e fica aberta a campanha "Denise, lança logo um DVD!", seguida da campanha "alguma alma caridosa filme a Denise cantando Dangerous!"]
couvert [com introdução do meu poema "arte sã"]
música de Marcos de Assis [ao violão]
letra: Valéria Tarelho
interpretação: Denise Dalmacchio
Abraços calorosos a todos!
01 Junho, 2011
ser de torcer o nariz
sem temer a sorte
e sua foice
ser acinte
ser açoite
ser um demônio
o anjo em si
sem temor ao fogo
e sua fonte
ser afronta
ser o front
ser a faca da palavra
fincada à fala flácida
sem render-se ao jugo
e a farsa da jogada
ser o saque
ser o sangue
[soco que lambe]
em suma ser
alguma teima
que não tema
ser poema
valéria tarelho
*publ. no Poema Dia em 14.05.11




















indicado por Assis de Mello
indicado por Rosangela Ataíde


















blog: textura




