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20 junho, 2011

hiper-realismo

por valéria tarelho em ,

ilustração de Cibele Santos


para o homem
de morte
a mulher
de mente

para a mulher
de veneta
o homem
de vagar

em marte vênus
mesmo endereço
cama closet sofá

homens versus mulheres
:
so close
so far


valéria tarelho

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15 junho, 2011

pós-pago

por valéria tarelho em , ,

dia após dia
a - dura - vida
empresta um troco
presta um fôlego
dá um extra
credita bônus
na conta do tempo

chispa fagulha crepita
põe pilha
assopra a brasa
queima até
o devido [infalível]
enfim cinzas

a vida é dívida
a perder de vista
contraída com a morte certa

débito pré-datado
amortizado
em incertas parcelas


valéria tarelho

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13 junho, 2011

em itálico e negrito

por valéria tarelho em , , ,

imagem: Charles Schulz


o que as letras soltas - perdidas no branco do papel - não ousam, talvez a boca [na boca] cale por si.
deito e fito no teto um silêncio - possível - em que tudo pode ser dito: na língua do beijo, no diálogo do abraço. texto com tato e gosto. de grito.


valéria tarelho
*publicado no tweetsteria em 15.11.10
** um dos textos selecionados para o Livro da Tribo 2012

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11 junho, 2011

apimentado

por valéria tarelho em ,

imagem via Flickr


ao meu namorado
amor
nada amornado

amor
requentado
assim assado
sobra de outrem

não sirvo
em meu cardápio
ardido


valéria tarelho


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09 junho, 2011

música para aquecer

por valéria tarelho em , ,

"Facebookpeople" que me perdoe pelo vídeo repetido, mas é preciOso postá-lo aqui [e todo post do textura vai, automaticamente, para o Face], onde registro minhas amordaçadas linhas :)

O vídeo anterior da música "couvert", que postei em 2008 , estava bem ruinzinho, mas neste dá para ver e ouvir melhor [e fica aberta a campanha "Denise, lança logo um DVD!", seguida da campanha "alguma alma caridosa filme a Denise cantando Dangerous!"]

couvert [com introdução do meu poema "arte sã"]
música de Marcos de Assis [ao violão]
letra: Valéria Tarelho
interpretação: Denise Dalmacchio



Abraços calorosos a todos!

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01 junho, 2011

poema em desalinho

por valéria tarelho em , ,

ilustração de Gabriela Andrade com trecho do Poema em Linha Reta, de Álvaro de Campos


ser de torcer o nariz
sem temer a sorte
e sua foice

ser acinte
ser açoite

ser um demônio
o anjo em si
sem temor ao fogo
e sua fonte

ser afronta
ser o front

ser a faca da palavra
fincada à fala flácida
sem render-se ao jugo
e a farsa da jogada

ser o saque
ser o sangue

[soco que lambe]

em suma ser
alguma teima
que não tema

ser poema



valéria tarelho
*publ. no Poema Dia em 14.05.11

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