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13 junho, 2011

em itálico e negrito

por valéria tarelho em , , ,

imagem: Charles Schulz


o que as letras soltas - perdidas no branco do papel - não ousam, talvez a boca [na boca] cale por si.
deito e fito no teto um silêncio - possível - em que tudo pode ser dito: na língua do beijo, no diálogo do abraço. texto com tato e gosto. de grito.


valéria tarelho
*publicado no tweetsteria em 15.11.10
** um dos textos selecionados para o Livro da Tribo 2012

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4 comentários:

valeria soares disse...

Nossa!
Preciso aprender a gritar tão belamente!

Boa semana.

Rosangela disse...

Talvez a boca na boca, seja a ousadia das letras perdidas no papel branco. -Soltas-
Quando o intento das letras é o beijo e o abraço que não se compreende e não se alcança: O que fazer?
A mim só resta as letras soltas em qualquer pedaço de papel ou monitor lcd.

Bjs poéticos Valéria

valéria tarelho disse...

Beijo, meninas!!!! Ótima semana!


Ahhhhh, Rosangela, hoje eu li algo lindo seu:

Náumaco


Eu que sei
tuas dores.
Não me entrego ao adeus
desertora.


Por que sei:
Povoam e provam
sua fé,
os teus pavores.


Não me atrevo ir.
Corro o risco de voltar
marinheira
que sou... A cada porto


Não parto, nem afundo o navio.
Verei parir você
neste guerrear
- em sítio -
E que vença
mesmo que vencido!


Rosangela Ataíde

~> pois que as letras continuem soltas para o bem de quem a lê :)

Rosangela disse...

Obg Valéria!!

Então soltemos... ;)