leitores via feed assinar feed do blogassine textura por email

17 junho, 2005

so(m)bra

por valéria tarelho em ,

meu corpo
projeta vultos
do que fomos:

projetos incultos,
sobras obscuras,
escombros,
passado morto...

quando te pressinto
tão íntimo,
que dentro;
tão incontido,
que transborda,
me assombro.

também sinto medo
quando percebo sua sombra
batendo à minha porta
e a atendo.


valéria tarelho

Bookmark and Share

4 comentários:

Geórgia disse...

Nossinhora! Tem dias em que eu me sinto sobrando na sombra também. É chumbo. Beijo, Val.

Anônimo disse...

são solitárias
as sombras
que me assombram
a memória

são tão contidas
e me escurecem
tão fundo
que não batem
mais à minha porta
(batem na porta do mundo)


Nel Meirelles

k disse...

Descendentes de Caim
********************

Caim gerou Henoc, Henoc gerou Irad, e Irad gerou Maviael; Maviael gerou Matusael, e Matusael gerou Lamec; Lamec gerou Jubal, e Jubal gerou Dostoiévsk; Dostoiévsk gerou Kafka e Kafka gerou sua sombra.


Gênesis 4, 18-22

Sergio Di Fiore disse...

Valéria...
Arrepiou.... nada haver com minha presente situação, né? rs
Bacino