Confesso que ainda tropeço nas novas regras, que torço o nariz para elas, que considero uma mudança que não vai alterar em nada o quadro atual da escrita, que vai piorar a leitura (pausa para a gagueira na hora de decifrar um para, polo, pela...) que já anda mal das pernas.
Confesso que amava o "microondas" a ponto de não viver mais sem ele, adorava dar meus "vôos" solos, soltos [e de chapéu] e sentir a atração que os "pêlos" exerciam sobre mim (ai, aquele "ê" tinha um quê de enlouquecer!).
Suprimir o acento da jiboia até entendo. A feiura, sem aquela cicatriz no u, parece menos feia. Mas a ideia de não ter mais nenhuma "idéia", meu VOLP do céu, é de chorar! Ou rir, fazendo uso do velho - e oficial - kkk.
==========
==========
E como tudo vira poesia, seguem dois poemas sobre o tema: um meu, outro do Tião Martins, um cara cheio de boas idéias ideias.
imagem © Piccolo Mondo

imagem © Piccolo Mondo
à luz de velas
a princípio
eram agudas
e abertas
minhas acentuadas
"idéias"
hoje a língua
(tua & minha)
não me dá
a mínima
participo
do conceito
[tísico]
de uma ideia oca
sem chance
de correr
o risco
aquela "idéia"
acesa na boca
tatuada no tímpano
é lâmpada
velha
[valéria tarelho ]
Nova ideia
nasce uma nova ideia
sem acento
talvez fosse
o que faltasse
ou o que sobrasse
para a perfeição
e o perfeito
entendimento.
Sebastião Martins
Comentários
Beijo
http://angfont.blogspot.com/2008/09/reforma-ortogrfica.html
um abraço!