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28 junho, 2007

"baila comigo...

por valéria tarelho

...como se baila na tribo"


LT 2005/06 ~> clique na imagem para ampliá-la

agora é oficial: tive sete poemas selecionados para o Livro da Tribo 2008-2009 (agenda), que a partir de outubro/07 poderá ser encontrado em livrarias e papelarias (clique aqui e saiba onde encontrá-lo, na sua cidade).

um BIG obrigada aos organizadores Décio de Mello e Regina Garbellini, aos ilustradores José Carlos Martinêz e Márcio Baraldi, ao poeta e revisor Cairo de Assis Trindade e a todos os envolvidos nesse apaixonante trabalho.

\(^.^)/

" Se Deus quiser um dia eu viro semente
E quando a chuva molhar o jardim, ah, eu fico contente
E na primavera vou brotar na terra
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol"

rita lee - baila comigo

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26 junho, 2007

boazinha é a vovózinha?

por valéria tarelho



em breve, um blog tetico.

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23 junho, 2007

mimese hollywoodiana

por valéria tarelho

julieta
aventureira
trocou romeu
por robin hood

e viveu
um lance
fast-food

["para sempre"
é (un)happy end
de filminho démodé]


valéria tarelho
em escritoras suicidas, ed. 14
março/2007

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22 junho, 2007

Inverno

por valéria tarelho



letra: Antonio Cícero
música: Adriana Calcanhoto

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novos elos da minha cor-rente

por valéria tarelho


imagem: "the chain poem" © peter ahlberg


são elas:

sandra regina - feita em versos

valéria freitas - vide bula


e ele:

rodrigo mebs - leite de pedra

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21 junho, 2007

mulheres de antenas

por valéria tarelho

dois poemas: um de lisieux, inspirado em um meu (um dos primeiros que escrevi), de mesmo título e que vem a seguir.

híbrida
(lisieux)

moram em mim mil mulheres:
meninas, jovens, senhoras,
também doces anciãs...
e elas são despudoradas,
são loucas, são desvairadas,
são inimigas e irmãs.

e nas brilhantes manhãs
são fadas, são feiticeiras,
são alegres, são faceiras,
brincalhonas, folgazãs...

de tarde são jovenzinhas
e nos seus vestidos leves,
correm, velozes e breves,
pelas campinas verdinhas
dos sonhos adolescentes...

de noite, viram bacantes,
são musas de seus poetas
são delicadas, ascetas,
são ardorosas amantes...

de madrugada, estrelas,
esquecem que são donzelas
viram loucas, infelizes...
e, competentes atrizes,
tecem na cama, matizes,
palco de suas novelas...

e antes que chegue o dia
se transformam em devotas,
que se perdem nas remotas
orações e romarias...
não têm mais essas manias,
de tresloucadas crianças,
que se balançam nas tranças
tantas e tantas Marias...

voltam a ser só mulheres
perdidas nos seus passados
cheios de vícios, pesados,
negros e amedrontadores...

mas, na verdade, só querem
curar os seus machucados...
e esquecer os seus pecados,
vivendo novos

amores...


híbrida
(valéria tarelho)

tenho em mim
muitas mulheres:
a menina, a Madona, a cadela,
a amante, a devota, a carente...

e convivo com todas elas
harmonicamente.

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19 junho, 2007

único

por valéria tarelho

é um homem do tipo
ame
ou
ameace

há quem o chame
há quem o rechace

não existe ser vivo
por quem passe
batido

acho um charme
o ar de deboche
daquele atrevido

é meu número
e usa disfarce
de exclusivo


valéria tarelho

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18 junho, 2007

noite de autógrafos

por valéria tarelho



"Quando nem Freud explica, tente a poesia!"
Coordenação e seleção: Ulisses Tavares

Data: quarta-feira, 20 de junho
Horário: a partir das 19h
Local: Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 - Paraíso - São Paulo - SP
Informações: (11) 3285-6986

Haverá também um recital de poesias com os poetas Álvaro Alves de Faria, Carla Bonfim Gobatto, Claudio Willer, Hamilton Faria, Luiz R. Guedes, Pedro Osmar, Renata Pallottini e Valéria Tarelho. Performance de Felipe Estevão como Sigmund Freud.

Sobre o livro:


Traz os principais valores humanos estudados pela psicanálise, como amor, beleza, fuga, inveja, solidão, justiça, tristeza, sexo, morte etc., explicados por mais de cem poetas em forma de verbetes. As poesias levantadas pelo organizador Ulisses Tavares, e que trazem ângulos inusitados das abordagens freudianas, são resultado de um extenso trabalho de pesquisa. Segundo ele, o livro consegue ser e não ser, ao mesmo tempo, de auto-ajuda, de psicologia, de filosofia, de poesias, sobre pensamentos de Freud e erudito. “É um livro sobre o único animal que vive e sente e pensa e vive pensando sobre o que sente e vive.”


A obra, prefaciada pelo psiquiatra Flavio Gikovate, reúne renomados poetas contemporâneos como Fabrí­cio Carpinejar, Ferreira Gullar, Ana Miranda, Arnaldo Antunes, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Domingos Pellegrini, Glauco Mattoso, Martha Medeiros, Afonso Romano de Sant'Anna, entre outros; e históricos como Gregório de Matos, Mao Tsé Tung, Gonçalves Dias, Garcia Lorca, Olavo Bilac, Cruz e Souza, Bocage, Patativa do Assaré, Castro Alves, Maiakovski, José de Anchieta, Camões, Florbela Espanca, Waly Salomão, entre tantos.

Ulisses Tavares é autor de 88 livros, dramaturgo, roteirista de cinema e televisão, especialista em marketing polí­tico e poeta há 50 anos, com mais de 8 milhões de livros de poesia vendidos nesse perí­odo.

Editora Francis
http://www.editorafrancis.com.br/
Número de páginas: 272
Preço: R$ 42,50

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15 junho, 2007

agende-se

por valéria tarelho

17/06, domingo, às 18hs - Entrada Franca

Rogério Santos apresenta seu trabalho como poeta e letrista, no Canto do Brasil - Rua Madalena, 32, Vila Madalena - SP.

Participação especial: Luiza Albuquerque
Piano: Andrea dos Guimarães
Violão: Floriano Villaça

20/06, quarta-feira, 19hs

Ulisses Tavares lança seu livro "Quando Nem Freud Explica, Tente a Poesia", Editora Francis.
Local: Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37 - SP

26/06, terça-feira, 19hs

Diana de Hollanda lança seu livro "Dois que não o amor", no sebo Baratos da Ribeiro - Rua Barata Ribeiro, 354, loja D, Copacabana - RJ

E vem aí a Flap 2007: http://flap2007.zip.net

em São Paulo:

29 de junho - Casa das Rosas (Av. Paulista, n° 37)
30 de junho e 1º de julho - Espaço dos Satyros I (Pça. Roosevelt, nº 214)

-> programação completa aqui

no Rio de Janeiro:

4 e 5 de agosto de 2007 (programação em breve)

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14 junho, 2007

cúmulo-nimbo

por valéria tarelho em


e.e. cummings (1894-1962)

e é com
cummings
que eu comungo

e é comum
cummings
[nu
vem]
nalgum lugar
comigo


valéria tarelho

Falecido aos 67 anos de idade, e. e. cummings pertence à estirpe dos inventores da poesia moderna, ao rol daqueles poucos que realmente transformaram a linguagem poética de nosso tempo, em sintonia com o prospecto de uma civilização cujos crescentes progressos científicos vão abolindo vertiginosamente as fronteira entre a realidade e a ficção.
Abominado por críticos e poetas conservadores, cummings mereceu, em contrapartida, a admiração de escritores do porte de Marianne Moore, William Carlos William, John dos Passos e Ezra Pound.

(comentários de Haroldo de Campos publicadono livro "poem(a)s" Editora Francisco Alves - 1998)

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

e.e.cummings

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado,eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre;só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas

( tradução: Augusto de Campos )

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11 junho, 2007

opostos

por valéria tarelho

sua coca light
destoa
de meu vinho tinto

seu terno de linho
desalinha
meu jeans surrado

seu cabelo grisalho
meus fios tingidos

seu olhar atrevido
o meu disfarçado

sua poesia de berço
afronta meu vício
recém-contraído

incrível
como na cama
seu universo limpo
e meu submundo ópio

rimam


valéria tarelho

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