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16 setembro, 2005

origami

por valéria tarelho em ,

numa tarde qualquer
o amei
fui o papel espelho
que ele vincou

[virou para cá
volveu para lá
usou de mágicos dedos]

enquanto fui
só amor para dar
[e medo]
ele apenas brincou
de me dobrar


valéria tarelho

inverno - adriana calcanhoto <~ para ouvir

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6 comentários:

Fernando Palma disse...

O medo atrapalha. Amor não. Não devemos ter medo de mar. Gostei de seus poemas. Até mais.

Gildemar Pontes disse...

Sensasional esse amor origami. Bom quandoa gente dobra, marca, enrola, rola, cola e guarda no coração. Beijos

Anônimo disse...

Esse origami é outro poema lindo!? Ou é o mesmo e fui eu quem mudou, rss. Beijos Val. Você é uma poeta fantástica.
Sidnei

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Sid, este origami é aquele mesmo, de roupa nova (e pretendo mexer nele ainda..rss)

beijo,
Val ~> a eterna insatisfeita

Anônimo disse...

Val
Se você voltar a mexer com esse origami, vai-se quebrar de novo.
Aviso de amiga.

Geórgia disse...

Mas origami é pra isso mesmo, pra ser mexido e remexido. A cada vez uma nova forma, uma nova criação. Mas que tá lindão, tá..