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break-even-point

mesmo o que pulsa
um dia cansa
desanda descompassa
pausa & pára

o break
nem sempre causa dano
nem sempre a quebra
repulsa
simplesmente acaba
vira nada disso
finda sem lucro
ou prejuízo

muda o disco
como se nunca
um mísero


valéria tarelho


em tempo: algo do lau, nada ao léu,
instigado por um comentário meu

colho palavras
na semente do cânhamo
e do sexo dormente em
suas colinas

e o poema nasce como um
estranho vulto no meio
da página barroca

escrevo para macular o
silêncio e te dizer do
estranho medo que
às vezes sinto

escrevo este poemateu
como um prometeu ensimesmado
ácido e otário

nada que seja
qualquer coisa séria - valéria

lau siqueira - poesia sim

Comentários

Geórgia disse…
Sabe aquela história de estar com um olho no peixe, outro na frigideira? É assim. Olho um poema, olho o outro. Lindos, os dois. Poemas em dose dupla, ai que eu ainda morro disso. Beijoca