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30 agosto, 2005

por valéria tarelho em ,













não sei o que existe
entre nossas bocas
que quando sede
não cessa
e quando fome
não sacia

[por mais que eu o tome
por muito que ele me prove]

não sei o que hesita
entre nossas bocas
- aflitas -
que nos engole

e em seguida
regurgita


valéria tarelho

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4 comentários:

Linaldo disse...

belo como sempre. a primeira estrofe, então, perfeita...bjs

Anônimo disse...

É a primeira vez que visitei o seu site e nem preciso dizer que adorei.Galega:)

Guto Leite disse...

oi Val,
gostei menos desse poema do que dos outros. Acho que por ele ter menos relações de sentido, enquanto os outros cascateiam noções e tals. Mas de qualquer forma, ainad mantém seu traço distintivo, que é maravilhoso. Beijos!

Julliana disse...

Mainha, lembra de mim ;-) ?

Pus link praqui lá do meu flog, pq do blogspot eu não sei como fazer.

Mil beijos, que regurgitam acaso eu pense parar de vir aqui ;)