leitores via feed assinar feed do blogassine textura por email

16 junho, 2005

atônita II

por valéria tarelho em

Há uns três anos, um poeta veio dar um pitaco num poema meu (origami). Na hora pensei: quem é esse camarada e quem ele pensa que é? Mas no fundo sabia que ele tinha razão e que as mudanças que ele propunha ao poema eram pertinentes.
O fato é que aquele intrometido se tornou um grande amigo, meu parceiro no antigo blog (mar & cia) e, como todo bom virginiano, continua com mania de botar ordem no meu barraco.
O poema de ontem, por exemplo: eu olhava para ele e o achava meio estranho, até comentei com outro amigo (Nel Meirelles) que não estava do meu agrado (e recebi nota 6, na escala Nel ;o)).
Eis que me vem o pitaqueiro de plantão, Sidnei Olívio, e apresenta uma versão que amei, achei perfeita e me apossei dela.

Segue o poema atônita, depois da faxina do Sid:

meio tonta tento
(um tanto) atônita
esquecer aquele caso
(quase) bomba atômica

[que (ainda ontens) detona:
"sem cor nem perfume
sem rosa sem nada*]


valéria tarelho
sidnei olívio
vinícius de morais


*nota: o post com a primeira versão do 'atônita' foi removido para evitar que o poema circule por aí fora  do novo formato.

Bookmark and Share

2 comentários:

Anônimo disse...

Val:

Você, além de todo o talento que possui, mostra neste post uma faceta tua que é louvável e invejável: a humildade. Nesse meio, em que todos olham para o próprio umbigo e o acham o mais belo do mundo, vc tem a sinceridade de citar a participação do teu amigo Sid, de aceitar as sugestões dele. Isso se chama retidão de caráter e eu me sinto honrado e feliz em ser teu amigo também. E teu fã de carteirinha. Meu beijo e minha admiração redobrada.

Nel

Geórgia disse...

É verdade o que o Nel disse Valéria. É bonito de se ver essa alma mansa, aberta para trocas. Principalmente nesse mundo de stars que brigam por brilhos. Êta Valéria que me dá gosto!