Ela vai crescer vendo poesia no umbigo da lua, enquanto ele amará os números embutidos nos anéis de saturno. Ela será a rima que se atira sem medida protetiva; ele calculará o próximo passo, o gesto, a isca, com a maior segurança .
Desde sempre ela é o excesso e, passem décadas, não medirá esforços em seu transbordamento. Ele, daqui a mais de trinta outonos, economizará palavras, exercendo seu direito de represa.
Ela sonhará com aquele amor criança e lhe dará uma chance, caso ele "enloucresça".
valéria tarelho
* imagem via Pinterest

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