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19 novembro, 2015

está para nascer

por valéria tarelho em , , ,


Ainda não inventaram a palavra que defina este encanto trançado nos cabelos do vento.

Nenhum idioma traduz o modelo de texto que estamos desenhando. Desconheço exemplo na literatura, com tais contornos. Com as nuances que o tempo foi aquarelando.

Somos feitos de pigmento e água. Liquefeitos. Escorrendo. Correndo riscos. Dois rios de longo curso. Praias do mesmo oceano. Sempre as águas. Que nos banham. Lavam a alma. Sempre a rima onde nos ilhamos. O abissal do olho.

Não sei quem assina a coautoria de nossa história. Sei que, no cafuné das horas, se desenrola nosso melhor enredo.


Nasce um poema no encanto - inefável - em que nos mesclamos.


valéria tarelho

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Um comentário:

Anônimo disse...

cafuné das horas.
em que nos mesclamos.

arrasou.



vVv