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18 setembro, 2015

tu

por valéria tarelho em , , , ,


Tu, só tu, me libertas. Tu és todas as janelas, portas e passagens secretas, escancaradas. Tu: as descobertas.  Tu, só tu, me guias. Indicas as vias [aéreas] para a minha fuga.  Meu bater de asas. Evasão,  mas não de ti, nunca de ti:  tu propicias as saídas e, ao mesmo tempo, me enlaças. Em ti. A ti. Me atas. Me atrais. És meu ímã, meu amor. Vida minha.

Em ti me encontro solta, pronta para sermos um lugarejo chamado eu e tu. Estância do "nós um". Nosso endereço é no espaço um do outro. Um o número do outro. Tamanho justo. Possuímos, por domicílio, este nosso sonho, que acomoda eu e tu ("nós únicos"), com muito aconchego. Mútuo.

Todos os caminhos eram ermos, escuros, até que tu - minha luz - vieste habitar meus ares. Se hoje respiro com alívio, sem auxílio de subterfúgios, é porque tu - minha brisa -  passaste a soprar carícias com esse teu jeito de vento bom. Suave. Necessário para dar movimento, afastar o tédio, renovar  - fora e dentro - todo o meu ser. Que agora voa, mora contigo no voil das horas,  vislumbra um amanhecer possível, arejado de "nós últimos". Para sempre, ainda que nunca.

Eu e tu, como um sopro. Voláteis. Do princípio ao (até que en)fim.

Eu e tu: a luz do túnel.


valéria tarelho

*update 18/09/15 - 19:51



"Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você"


 

"Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim"

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Um comentário:

Anônimo disse...

Yes, que dez... :)


vVv