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13 julho, 2015

Leite de pedra

por valéria tarelho em , , ,


Quinzinho não disse que viria. Mal tive tempo de lavar as partes que ele volta e meia visita. Não teve nem água de cheiro pro ranço do verso. O cabra parece que gosta de me ver esbaforida!

Servi-lhe assim mesmo, sem esmero: a rima curtida. Usada de sol a sol. Pensa que ele botou reparo? Chegou sem pedir licença, deitou-se e foi pra lida. Cada palavra farta foi manipulada por suas potentes patas (práticas que não ensaia, nem ensina). O que ele fez com as figuras da língua, virgem maria, essa eu nem te conto, que morro avexada!

Quinzinho é mestre em ordenhar poesia. Tô novamente de barriga, o poeminha nasce daí a uns dias.


valéria tarelho

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4 comentários:

Ricardo Mainieri disse...

Huumm, mais uma das personagens que te habitam. um ar assim, meio interiorano, das quebradas do Brasil, mas que fornece o leite da poesia com qualidade. Beijão. Ricardo Mainieri

Anônimo disse...

Vige Maria! lindeza de metalinguagem nessa narrativa poética.Vou torcer pra que seja uma gestação múltipla.
Xero,
H

valéria tarelho disse...

Maini, será que cabe mais uma nesta carcaça? Talvez, usando Rexona :)
Beijo, meu caro, e obrigada !!

valéria tarelho disse...

Henrique, deste bucho não vai sair muita cria, mas a cada nove luas pode ser :)

Xero ("olhaí" eu pegando cacoete)