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30 novembro, 2011

desabafo

por valéria tarelho em


sou essa a teus pés
pedinte

tapete de poemas
onde deitas
rolas

essa que te sustenta
com uns versos meia-boca
[os que comes
cospes fora]

sou essa a teus pés
disposta

vira-me do avesso
dilacera-me os pedaços
goza em meus restos
faz-me pasto

pisa-me [poesia]
que eu me arrasto


valéria tarelho
* poema publicado no extinto "impura poesia"

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4 comentários:

Ricardo Mainieri disse...

Val, vc. jamais faz versos meia-boca.
Gostei do poema e da sutil referência à Ana Cristina César e seu livro.

Beijão.

Ricardo Mainieri

Anônimo disse...

...que poxa.
Bela, como sempre.

Adriana Karnal disse...

rssrs, é um poema latino, por certeza, uma chama, uma flama e uma rosa entre os lábios. adorei,guria!

Lai disse...

Poesia em você está para além da pele - é visceral…