
misturo línguas
confundo foda com romance
crio uma história
com fada família pets
[e o patético final clichê:
foram felizes para sempre
sorrindo no portrait]
se ele não liga não procura
some da galáxia evapora
transformo o fora em fúria
o poema empunha
- feito foice -
a bandeira das palavras
"que traduzem a ternura mais funda"
obtenho, por exemplo
'metamorfoda-se'
indicativo
meu amor
metalinguístico
valéria tarelho
crédito da foto: aozuas ~>detalhe da página 65 do livro Métodos, de Francis Ponge
Comentários
[ http://poemadia.blogspot.com ], junto com o 'neologismo I', que já deu o ar da graça aqui no textura ;)
[Manuel Bandeira]
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo
Teadoro, Teodora.
(meta amor foda)
Conte lá se você não é uma das sete que publicam aqui:
http://f-clandestina.blogspot.com/2010/06/fetiche.html
este poema parece um dos seus...
:)
hahahaha
Entrei no site ali de cima. Olha o que vi:
Orgasmo Literário
É de indescritível prazer escrever apenas livre. Sem julgamentos.
Felicidade Clandestina.
Escrever é mesmo essa coisa, essa felicidade que escondo... até de mim às vezes. Coisa que guardo pra comer sozinha, prazer egoísta, de lambuzar a alma, de escorrer pelo queixo.
Gozo com culpa, por isso gozo mais forte.
Idéia do oculto excitante?
Bota excitante nisso.
(será que é /gôzo/ ou /gózo/?)
Mas não acho que é da Val, não. Nem a outra... A Val tem um estilo só dela, que é diferente desse.
adorei!