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24 março, 2010

código genético

por valéria tarelho



remexendo no passado encontrei o teste de dna que comprova: herdei de minha filha o dom da poesia. dom, esse, dominante. hereditário.

em 1996 eu nem sonhava escrever poemas; sequer os lia. minha leitura se resumia a livros jurídicos de todos os tipos, tamanhos e pesos. sobretudo, peso. a escrita se restringia a nada poéticas petições, de natureza diversa.

mergulhada em processos, códigos, doutrinas, jurisprudências, problemas alheios, mal vi os filhos crescerem. assim, enquanto eu me perdia em papéis, protestos, prazos e advocacia a quatro, não notei que Nick, a caçula das meninas, era pura metáfora. precisava, apenas, ser polida. esculpida pelo tempo que viria.

infelizmente, o físico esguio, a morenice, a 'palhacice', o jeito zen, não herdei.
mas diz aí se não nasci com a pinta dela?






de Nicolle (aos 7 anos) para Nina, que fazia meu papel, enquanto eu, embrulhada em mil papéis, não tinha tempo para a poesia (que vi nascer anos depois. e era a cara da filha).




Nicolle, minha menina de circo, hoje tem 20 anos de poesia

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6 comentários:

valéria tarelho disse...

e não é que esse "meu bem" que vira e mexe aparece em meus poemas, está na família há gerações? :D

Lou Vilela disse...

não tenha dúvidas! você também é parte da poesia de Nicolle.

Abraços

Ricardo Mainieri disse...

A literatura apareceu em mim na adolescência.Primeiro algumas poesias escandalosamente rimadas, depois uns contos barra pesada, como eram os anos setenta neste país.
Aos 20 anos, desembestei a escrever poemas sem rimas e extremamente existenciais. Depois fui polindo, polindo e veio o minimalismo.
Lembro-me que minha mãe tinha cadernos de poesia oferecida a elas por pretendentes inspirados(ela era bonita)
Talvez ai esteja o meu gen...
A filha é bonita como a mãe. Na poesia e na estampa.

Beijão.

Ricardo Mainieri

pituco disse...

e o palhaço o que é?...ladrão de muié...rs

já essa palhacinha da foto faz a folia das palavras...a comprovar-se pelos versos publicados.

bacci mille

André Al disse...

Bem... comecei a ler literatura aos 33, quando entrei na faculdade. Minhas leituras se resumiam a revistas semanais, sobre negócios, vendas e música. Poesia começei a ler aos 34, e agora aos 35 vou lançar meu primeiro livro de poemas!

Uma história com final feliz

bj

André Al disse...

Bem... comecei a ler literatura aos 33, quando entrei na faculdade. Minhas leituras se resumiam a revistas semanais, sobre negócios, vendas e música. Poesia começei a ler aos 34, e agora aos 35 vou lançar meu primeiro livro de poemas!

Uma história com final feliz

bj