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23 janeiro, 2009

dos desatinos

por valéria tarelho

precioso é
tirar você
do sério

retirar do cenário
todo excesso de "como
seria se acaso"

reiterar ao máximo
todo escasso "faço
alguma ideia"

[mastigar essa
tênue certeza
e roê-la até
o osso exposto]

preciso
é por você
em idêntico
lugar ao sol
dos [no mínimo]
sem juízo

imprescindível
repor o verbo
[ser]
em seu devido
destempero

refazer seu im_
preciso
tempo

há mar
onde [na]mora
o perigo

amar maior
é um devaneio
a navegar-me
em sonho

pois sou
então és
ambos somos

sei que
tão logo
[oceano]
seremos

e insano
o céu
será


valéria tarelho



eu preciso te tirar do sério - frejat

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7 comentários:

valéria tarelho disse...

" Eu só confio nas pessoas loucas,
aquelas que são loucas pra viver,
loucas para falar, loucas para serem salvas,
desejosas de tudo ao mesmo tempo,
que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira,
mas queimam, queimam, queimam,
como fabulosas velas amarelas romanas
explodindo como aranhas através das estrelas."

Kerouac

Cafundó disse...

Belíssimo poema, sem tegiversar. Parabéns pelo blog!

Mari Vilani disse...

Maravilhoso como sempre!

E de acordo com seu comentário, acho que pode confiar em mim, rs!;)

Zilhões de beijos de quem te acompanha desde o livro da Tribo!

:D

Adriana disse...

Valéria, sempre,sempre poesia sincera.Gostaria que fosses ao meu blog, tem uma brincadeira literária pra ti lá.Pega a outra ponta do fio.
bj

Robson Ribeiro disse...

Sempre bom testemunhar sua íntima relação com as palavras.

Beijos!

Henrique disse...

Essa sua escrita moderna, sonora, leve e profunda ao mesmo tempo tira, realmente, o leitor do sério.

Valeu!

Guto Leite disse...

Isso é muito lindo, Val! Muito lindo! Venho de novo pra ler este poema mais algumas vezes ao longo da semana... poema de permanência.
Beijo