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26 março, 2007

evidência

por valéria tarelho

é sempre ele
que ilumina o
outdoor da dor

ele que num piscar
[neon ou não]
faísca
afasta o fosco
ajusta o foco
filtra

ele
meu sol
meu pixel

ele bright
holofote
spot
flashlight

ele fosforescência

estrela que entra
sai de cena
deixa
todas as luzes

tesas


valéria tarelho

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25 março, 2007

convite

por valéria tarelho



A CAPITAL PAULISTA RECEBE “ESTILHAÇOS NO LAGO DE PÚRPURA”

WILMAR SILVA COM 20 ANOS DE POESIA LANÇA SEU LIVRO EM SÃO PAULO COM PARTICIPAÇÃO DE POETAS E ARTISTAS

O poeta, performer, editor, curador do projeto Terças Poéticas e artista Wilmar Silva comemora 20 anos de poesia e lança dia 28 de março de 2007, quarta-feira, a partir das 20h, na Casa das Rosas, Av. Paulista - 37, São Paulo, SP o livro Estilhaços no Lago de Púrpura (poesia, anomelivros, Belo Horizonte, MG, 88 páginas, 2006, R$ 25), com a leitura pública Vozes aos Estilhaços no Lago de Púrpura e contará com a participação dos compositores Reynaldo Bessa e Luhli, os poetas Carlos Savasini e Eduardo Lacerda, os jornalistas Toninho Spessoto e Fabian Chacur, entre outros 14 convidados.

Diferente dos lançamentos tradicionais este envolve participantes e público numa viagem poética e com performances especiais de Wilmar Silva.

Estilhaços no Lago de Púrpura é o 12º livro de poemas de Wilmar Silva, uma das vozes mais vivas, lúcidas e importantes da poesia brasileira contemporânea. Para Ronald Polito, que assina o posfácio do livro: “Nesse projeto ambicioso de, num só gesto, num único grande fôlego, a linguagem apropriar-se do ´eu´, as estratégias naturalmente teriam de ser múltiplas. É assim que as formalizações estróficas e métricas aludidas, com seu jogo sutil de estranhamentos, têm amplificado esse rendimento ao notarmos que o poema busca fundir campos bastante heterogêneos da experiência humana. O plano vocabular, bem como as seqüências sintagmáticas podem produzir no leitor choques contínuos ao aproximar o que é mantido distante, ao distanciar o próximo, ou ao revelar um possível ser oculto em qualquer coisa. Alguns verão nesses procedimentos traços do surrealismo, da geração beatnik e a pauta da contra-cultura, do hiper-realismo ou mesmo do que certos críticos entendem por neo-barroco. Não me parece o caso. Seria melhor pensarmos essas ultrapassagens do senso e dos sentidos comuns como uma tentativa de organização de uma para-realidade e que não se restringe a uma vivência do inconsciente porque pressupõe uma organicidade primeira, anterior ao ´eu´ e seus “objetos”, que talvez a poesia possa reencontrar reencantando o mundo e a si mesma.” Estilhaços no Lago de Púrpura, projeto gráfico, Ronald Polito e Luciana Inhan. Capa, Mauro Mendes Dornelas e Luciana Inhan. imagem da capa, Egon Schiele. Posfácio, Ronald Polito.

SERVIÇO:

Lançamento do Livro: “Estilhaços no Lago de Púrpura” do poeta Wilmar Silva
Local: Casa das Rosas - Av. Paulista, 37 - Paraíso - São Paulo- SP - Fone: (11) 3285-6986
Data: 28 de março de 2007 (quarta-feira)
Horário: 20 horas

Gratuito

Mais informações: Marília - 11 8106-6737
Contato Wilmar Silva: wilmarsilva@wilmarsilva.com.br -31 9975 6627

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21 março, 2007

simples assim

por valéria tarelho

nem todo blues
embala o pôr-do sol
nem todo jazz
traz juras
nem todo soul
soletra
o sonho em si
nem mesmo o rap
é assim
so happy

penetra o som
samba-canção
se sua voz


valéria tarelho

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07 março, 2007

poesia visual

por valéria tarelho em ,



na foto: neto ou neta de poeta

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