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14 agosto, 2007

de campos e espaços

por valéria tarelho


imagem © elizabeth perry


onde você
se esconde
neste céu de
asteriscos
asteróides
lixo
?
cadê você
quando pisco
despisto o medo
enquanto mudo
o disco
discretamente me dispo
?
seu rastro passa
em que planeta
em qual galáxia brilha
sua última poesia
?
se há risco
de chocar-se
comigo [poeta]

cometa !


valéria tarelho

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6 comentários:

rogerio santos disse...

Prisma
Música: FLORIANO VILLAÇA
Letra: ROGERIO SANTOS

Quando o céu escurece
Trazendo o negro da noite
Azul de constelação
Ilumina a madrugada
Qual olhar da minha amada

Quando o azul que vem dos olhos
Jorra de dentro da alma
Feito prisma de arco-íris
Rastro de cor vira estrada
Qual olhar da minha amada

E se em plena madrugada
A distância dessa estrada
Guarda o brilho do desejo
Deixa trilha pontilhada
Feito cauda de cometa

Meu olhar segue esse rastro
Através da longa estrada
Visita estrela por estrela
E faz derradeira morada
No olhar da minha amada

;-)

Anônimo disse...

Beleza em todos seus poamas e veras.
Neste "sem título", à mostra (outra vez), a presença inconfundível de sua sensibilidade indisfarçável.
Insistente e repleta de brilhos camuflados em cada palavra carinhosamente colhida e pincelada por você (sentido, posição, traço, laço, luz e cor, costuradas com muito talento).
Palavras sussurradas da alma, dos pensamentos mais íntimos e verdadeiros, (aqueles sinceros, dos monólogos que povoam nossas privacidades)
Daquelas meditações-editadas, que vem da reflexão e dos cuidados de não se deixar enganar ou levar pelos escorregões do lugar comum.
Que levam todos que se atrevem a mergulhar neste seu mundo a perceber os sentimentos impregnados por aqui.
Outra jóia, mais uma.
Aplausos a ti (todos e duradouros).

Viral...

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Rogério essa música não consta daquele pacote ~> quero ouvir!!!
estamos mesmo sintonizados na mesma estação...é o cosmo conspirando em favor da poesia :)
beijo!

Viral: fiquei sem fala.
a modéstia só me permite dizer obrigada.

beijo!

rogerio santos disse...

Pois é...
Acabei atrevidamente vestindo a carapuça que você jogou...rs
Também, tinha o texto certo pronto oras...
Bobo seria perdesse a deixa...kkkk

Essa canção é recém nascida Val, por isso que não entrou naquela brincadeira...

Mas certamente outras virão...

Um beijo!
Rogerio

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Rogério, vc chama de brincadeira o que eu chamo de uma experiência bem sucedida ~> não vi, mas ouvi.
na próxima farei parte da turma do gargarejo (mas avisa com antecedência).

beijo!

Álvaro Andrade disse...

como sempre, os sons me encantam :)

poesia gostosa de ser lida.

abs!