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senhor ninguém

diminuto como
minúsculo átomo
assombra-se ante
a macro madrugada

mínimo it - errático -
acua-se - atônito - perante
macabra mácula maiúscula
NOITE

soez em sua
pessoal insônia
sonha ser apto
:
capaz de vencer
quartos - quantum sufficit - de luas
delir o peso das dunas horas
em pose [líquida]
de lira

delira ser o sol
o cerne o sumo a sanha
do poema maior

calor que derrete
a rima do horror noturno
em ritmo [ab]soluto

sagez em sua
pessoal insânia
sente: é luz

e dilui a cúpula do breu
cuja cópula [cúmplice] com phobos
liquida a lírica
das virgens manhãs
valéria tarelho

Comentários

Jalves disse…
Cresçemos na nudez das rochas
Cresçemos e desmaiamos comforme as marés
Cresçemos com asas muito leves
Não somos barco de carregar velas
Somos mareantes do vento.

Um abraço deste ládo do mar.
vira-cans disse…
poetisa.
antes de ter a manhã desvirginada, me delicio em acompanhar no silêncio do quarto, o crescente desta noite.
nada, nem ninguém vai ouvir mais silêncio que os diminutos 9ínfimos) egos que sobraram na madrugada.
após centenas de latas reviradas, encontrei mais uma jóia sua, depositada delicadamente, nesta arca de tesouros que é seu blog.
Parabéns. você sempre se supera. É surpreendente.