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09 setembro, 2006

roupa velha

por valéria tarelho

como não sei tirar poema da cartola diariamente, segue um do fundo do baú e sua tradução para o espanhol.

perene

há um rosto - vago -
gravado na minha rotina
um gosto saudoso
na ponta de todo dia
gestos que - penso -
conheço
como a palma de meus percalços
e faço dessas lembranças
poesia sem tino
escrita nas linhas baças
do meu desatino diário

quisera um solene basta
ao pé do olvido

valéria tarelho


perenne

hay un rostro – vago –
grabado en mi rutina
un gusto nostálgico
en la punta de todos los días
gestos que – pienso –
conozco
como la palma de mis percances
y hago de esos recuerdos
poesía sin tino
escrita en líneas apagadas
de mi desatino diario

quisiera un solemne basta
al pie del olvido

[tradução de lorenzo pelegrin]

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4 comentários:

Pituco disse...

Poetisa,curioso,consigo sentir a sensação que revelas nesse poema...transmutar o cotidiano,mas vivendo a rotina...e tradução em español ganha uma dimensão de F.G.L....uau!parabéns...obrigado e namaste

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Obrigada a vc, Pituco!
Segue um autêntico F.G.L:

Paisaje
Frederico Garcia Lorca


El campo
de olivos
se abre y se cierra
como un abanico.
Sobre el olivar
hay un cielo hundido
y una lluvia oscura
de luceros fríos.
Tiembla junco y penumbra
a la orilla del río.
Se riza el aire gris.
Los olivos
están cargados
de gritos.
Una bandada
de pájaros cautivos,
que mueven sus larguísimas
colas en lo sombrío.

Pituco disse...

domoarigatogosaimashitá...namaste

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

どういたしまして