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tela de seda
sidnei olivio
crisálida rompida
quente
úmida
enrugada
a borboleta - lagarta transformada
alisa-se
ao sol
ao vento
seca-se
apruma-se, plasticamente
para o vôo inicial
pintura terminada
morna
lisa
plenamente alada
lança-se no ar
feito um quadro voador -
pontilhismo de cores
vivas
engendrado
pelo pincel impressionista
de um Leonardo
celestial

ninfas de jardim
valéria tarelho
releitura do poema "tela de seda", de sidnei olivio
flores aladas
lepidópteras
bailarinas caleidoscópicas
- quem sabe fadas
em borboletas
disfarçadas -
metamorfoseadas
bailam delicadas
polinizando
"re-ciclando":
e de novo
o ovo
e do ovo
famélica larva
eclode eruciforme
com fome - muita fome
até crisalidar
da metálica pupa
rompida
ela estréia
entra em cena
totalmente adulta
magistralmente bela
sexualmente definida
borboleteia airosa
num adejar de asas
sedosas
pictóricas
imperceptivelmente escamosas
pintura esvoaçante
arquitetura divina
volitante
purpurina
obra surrealista
mistura de tintas
iridescentes
na paleta mágica
de um Dali
onipotente
* era noite de dezembro de 2002 quando cometi essa sandice, entre outras,
ins - pirada nos poemas do sidnei, s.ol. de setembro, seis
Comentários
Beijão Val!!
Sidão