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12 setembro, 2006

máxima, mínima, comum

por valéria tarelho em ,

o tempo ruge
a vida (r)uiva
a noite (rave)
vib(o)ra
em tons neons

na solitária do poema
uma loucura
(loura?)
nua de estilo
estrila cor alguma

em chamas
ri de si
- estrela insana -
reduzida
a cinzas

[ foro íntimo
queima
o que outrora
fora índigo ]

...e chove
aforismo
lá fora

valéria tarelho

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8 comentários:

Paulo de Toledo disse...

oi, val.
vim conferir as novidades poéticas e deixar um bacio.
ciao!

Anônimo disse...

Realmente vc encontrou um estilo em que vc transita de forma mágica. Pitaqueiro de plantão (pitaco tudo o que é bão (rss)), achei um pouquinho hermético (óbvio que um poema não é para todos!!) e não entendi "na solitária" (prisão??). Enfim, como tudo o que vc escreve eu gosto, gostei desse tb. e invejei. Beijo querida.
Sidnei

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Paulo, tenho seguido teus rastros por aí (se não me engano, até na Bula) mas faz tempo que não passo no blog. Me aguarde! Beijo!!

Sid "hermético" é A palavra da vez, você definiu bem. Tenho me visto espelhada na palavra "hermética", até já rascunhei um "auto-retrato" em que a menciono. Ando assim, fechada, e talvez isso se reflita em poemas herméticos, de "difícil compreensão".
E sim, a solitária do poema é uma espécie de prisão, mas uma clausura voluntária. É uma simbologia, uma metáfora que se contrapõe à vida que pulsa a liberdade "selvagem" da primeira estrofe. A solitária do poema seria algo como o tigre de Borges:

"(...)
Corre a tarde em minh'alma e conjecturo
que o tigre vocativo do meu verso
é um tigre de símbolos e sombras (...)
Jorge Luis Borges, "O outro tigre"


Beijoca, pitaqueiro - nem sempre - de plantão!

Pituco disse...

apesar dos labirintos mitológicos e dos símbolos e sombras de JLB,pra mim,tua tigresa está tornando-se,hermeticamente, eterna...namaste

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Pituco, sem querer encontrei você nessas minhas andanças. Fui no blog Fiapo de Manga, vi um link para o Lingua de Trapo, fui xeretar e eis que surge Pituco. ô mundinho pequeno!!

Obrigadão!

Pituco disse...

pois sim,como define um colega,'esse mundão véio é uma quermesse'...namaste

Ricardo Mainieri disse...

Val :

Vc. continua em ótima forma poética.
Um poema que aproveita todas as sonoridades e outros atalhos sinestésicos...
Se puder visite-me em meu blog.
Ando escrevendo alguns contos agora.

http://www.mainieri.blogspot.com

E se tiver à mão o fone do Hotel Vinocap, em Bento, envie-me.

Beijão.

Ricardo Mainieri

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

Maini:, saudade de você por estas bandas. Vai ser bom te reencontrar, desta vez em Bento (já enviei o fone do hotel pelo Orkut)!

Ano passado a Edith Janete chegou em Bento na sexta e ficou até sábado, sendo que pernoitou na boa no quarto que eu e a Andréa dividíamos. Será que vc também não consegue um cantinho para uma noite sem ter que pagar diária? Em todo caso, antes de fazer reserva fale com o Bacca sobre desconto na hospedagem.

Obrigadão pelas palavras, não me considero em boa forma, mas já me conformei ;)

Beijocas, ainda hoje confiro teus contos.