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máxima, mínima, comum

o tempo ruge
a vida (r)uiva
a noite (rave)
vib(o)ra
em tons neons

na solitária do poema
uma loucura
(loura?)
nua de estilo
estrila cor alguma

em chamas
ri de si
- estrela insana -
reduzida
a cinzas

[ foro íntimo
queima
o que outrora
fora índigo ]

...e chove
aforismo
lá fora

valéria tarelho

Comentários

Paulo de Toledo disse…
oi, val.
vim conferir as novidades poéticas e deixar um bacio.
ciao!
Anônimo disse…
Realmente vc encontrou um estilo em que vc transita de forma mágica. Pitaqueiro de plantão (pitaco tudo o que é bão (rss)), achei um pouquinho hermético (óbvio que um poema não é para todos!!) e não entendi "na solitária" (prisão??). Enfim, como tudo o que vc escreve eu gosto, gostei desse tb. e invejei. Beijo querida.
Sidnei
Paulo, tenho seguido teus rastros por aí (se não me engano, até na Bula) mas faz tempo que não passo no blog. Me aguarde! Beijo!!

Sid "hermético" é A palavra da vez, você definiu bem. Tenho me visto espelhada na palavra "hermética", até já rascunhei um "auto-retrato" em que a menciono. Ando assim, fechada, e talvez isso se reflita em poemas herméticos, de "difícil compreensão".
E sim, a solitária do poema é uma espécie de prisão, mas uma clausura voluntária. É uma simbologia, uma metáfora que se contrapõe à vida que pulsa a liberdade "selvagem" da primeira estrofe. A solitária do poema seria algo como o tigre de Borges:

"(...)
Corre a tarde em minh'alma e conjecturo
que o tigre vocativo do meu verso
é um tigre de símbolos e sombras (...)
Jorge Luis Borges, "O outro tigre"


Beijoca, pitaqueiro - nem sempre - de plantão!
Pituco disse…
apesar dos labirintos mitológicos e dos símbolos e sombras de JLB,pra mim,tua tigresa está tornando-se,hermeticamente, eterna...namaste
Pituco, sem querer encontrei você nessas minhas andanças. Fui no blog Fiapo de Manga, vi um link para o Lingua de Trapo, fui xeretar e eis que surge Pituco. ô mundinho pequeno!!

Obrigadão!
Pituco disse…
pois sim,como define um colega,'esse mundão véio é uma quermesse'...namaste
Ricardo Mainieri disse…
Val :

Vc. continua em ótima forma poética.
Um poema que aproveita todas as sonoridades e outros atalhos sinestésicos...
Se puder visite-me em meu blog.
Ando escrevendo alguns contos agora.

http://www.mainieri.blogspot.com

E se tiver à mão o fone do Hotel Vinocap, em Bento, envie-me.

Beijão.

Ricardo Mainieri
Maini:, saudade de você por estas bandas. Vai ser bom te reencontrar, desta vez em Bento (já enviei o fone do hotel pelo Orkut)!

Ano passado a Edith Janete chegou em Bento na sexta e ficou até sábado, sendo que pernoitou na boa no quarto que eu e a Andréa dividíamos. Será que vc também não consegue um cantinho para uma noite sem ter que pagar diária? Em todo caso, antes de fazer reserva fale com o Bacca sobre desconto na hospedagem.

Obrigadão pelas palavras, não me considero em boa forma, mas já me conformei ;)

Beijocas, ainda hoje confiro teus contos.