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23 agosto, 2006

pesos e [des]medidas

por valéria tarelho

antes
a insônia

era o peso

sono:
desejo branco

brando relevo
no véu
da névoa
[noiva
- pudica -
do orcus
negro]

irrelevante
o grafite
cal[ma]
virgem
onde erige
a noite núpera

[núpcias
às portas
da morte]

nada mais
absurdo
que a luz
além do muro
nada mais
lúcido
que há pez
absoluto

agora
o sono
crê [criança]
em levez
na balança

só mede
o medo lúdico
de amanhecer
para o recreio

te sonho amor
no descuido
do pesadelo


valéria tarelho

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3 comentários:

Anônimo disse...

Muito me encanta!
Me emociona!
Obrigada!

vαℓéя!α tαяeℓhσ disse...

eu é que agradeço, igualmente encantada :)

Anônimo disse...

...cada vez mais afinada.
Talento escorrendo pelos poros.
Grato por mais esta jóia (e se disser que é bijou, vou trocar de mal contigo).