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31 julho, 2006

aviso ao navegante

por valéria tarelho

não importa
quando parto
ou como [e se]
aporto

idas e vindas
são um ato
autômato

pausar um porto
ousar outro
zarpar de pronto
é prático

nada
causa vaga
nostalgia

nada
em voga
atinge o âmago

cheia ou rasa
choro ou riso
x ou y
não me impingem

tenho olho
habituado
a todo tipo
de ocaso

todo tempo
de acaso
tenho ilhado


cruzo águas
do agora

futuras marcas
não figuram
no meu mapa

mágoas passadas
que resgato
e trago a bordo
não passam de reféns
do ontem naufrágo

não possuo
bens
ou bússula

não há banzo
que comigo
possa

posse [benzinho]?
impossível


valéria tarelho
* ao som de maresia - adriana calcanhoto

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Um comentário:

Anônimo disse...

me deixo cair a seus pés e beijo seu chão
sinto o cheiro de seu espaço, cada rastro de seu passo
caminho seguindo em seu encalço nas trilhas de sua poesia
trago rios, salto mundos, atravesso o coração
avesso ao tempo, de objeto (e concreto) só sinto o norte de seu texto.