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equinósseo

negócio estranho
esse tal equinócio
:
quando primavero
alguém [austero]
outona em outro
mistério

eu desabrocho
ele desfolha
nós: hemisferas
opostas

um dia achamos
um eixo cógnito
paralelo ao nosso
osso duro de roer
[com os olhos]

valéria tarelho

por falar em equinócio, gosto dessa menina:
poetisa e musicista de meia-tijela (palavras dela ;))

Comentários

Anônimo disse…
te amo
o consolo é que existe coisa pior que o amor de um anônimo...
tati disse…
valeria,

obrigada pelo link e pelas palavras tanto aqui qto no meu blog. Num mundo desses, onde ninguem mais valoriza a poesia, é bom manter contato com pessoas como vc. É fundamental.

Vc será sempre bem vinda no Equinócio.

Um bjo gde,
Tati.
tati disse…
Murder

E os lábios dos poetas
tornaram-se imóveis
pela indiferença a queima-roupa
da sociedade.


Tatiana Castro.

Bom saber que vc está comigo nessa luto por sobrevivência.
tati disse…
luta*

dammit!
...e a menina, além de poeta, (en)canta ;)
Anônimo disse…
Vc tem razão Val, amor de anônimo, como diz Fócrates, é Soda!!
Dentre outros tantos, adorei esse poema! Aí está a poeta com todas as letras.
Beijos
Sidnei
Márcio Bezerra disse…
Adorei o post, ótimo poema, consegue traduzir naturalmente a sensibilidade do homem que senti a poesia o distinguindo assim dos outros seres. Sou da comunidade do projeto identidade, quando quiser estou de portas abertas...
classificados

troco um anônimo
por meio anárquico

[dou troco
se necessário]

;)

Sid, você é um 'anonimomicida' com álibi (já que assassina o comentário). o declaro inocente.

as investigações prosseguem...
márcio, a comunidade do projeto identidade é do orkut, não? vou xeretar por lá e qualquer hora bato na sua porta (ou melhor, entro sem bater, já que está aberta ;)).
Pedro Nobre disse…
Caros amigos,

Apareçam NA ESCURIDÃO DA NOITE, e deixem as vossas mensagens de SOLIDARIEDADE.

Todos juntos em prol do mesmo rumo...

Pedro Nobre ;)
Anônimo disse…
Val, querida, vc transforma palavra em poesia, chuchu em suflê (que adoro!) é coisa pequena (será? rsss). Assino o q escrevo e assumo o que assino, pois amar a poe(ta)sia é minha sina.
Beijos.
Sidnei (inocente!)