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sopro

ana c
tem sido (sombra)
constante
especialmente aos domingos
(cansativos, so boring)
em que ele dorme
(numa nice)
e cultivo
o eu insone
que consome livros
traça poesia
rói o osso
insosso do ócio
após a ceia
rica em mal passadas
vísceras
como só ana (sui
generis)
sabe cozer
:
loucura crua
doída lucidez

[e eu talvez
possua
:
pulso ou
pane pare_
cid(i)o]

valéria tarelho

"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"

ana cristina cesar


~*~

no ar: http://www.escritorassuicidas.com.br/
um site de mulheres e homens que fingem de















elas pulam
cortam pulsos
tomam pílulas
porque não têm
papas na língua
e a prosa (porra louca)
s
a
n
g
r
a
escorre solta
não estanca

(para as meninas, desejando sucesso
na tentativa de)

Comentários

Pedro Nobre disse…
Gostei muito do teu sopro... espero vir cá muitas mais vezes

Pedro Nobre
Anônimo disse…
Olá, Valéria, prazer em conhecer suas Texturas - enfim alguém que também escreve no domingo durante a sesta dele! Gostei daqui. Um beijo. Adelaide
www.meublog.net/adelaideamorim
Anônimo disse…
Oi. Vim seguindo um rastro perfumado de poesia e cheguei aqui, onde as palavras têm cheiro de flores de primavera. Um beijo, parabéns pelo espaço.
Sonia Pallone disse…
Oi. Vim seguindo um rastro perfumado de poesia e cheguei aqui, onde as palavras têm cheiro de flores de primavera. Um beijo, parabéns pelo espaço.
Mirella disse…
Eu ja nem comento mais ... posso dizer apenas que saio daqui zuretinha! Val. kRa...BA! POETISA PORRETA. :)
julinho disse…
Assim não vale Mirella! Me tira as palavras, mas é que estamos todos em sintonia neh...
To com dificuldade de comentar - além do mais, quem sou pra isso - só posso dizer que é gratificante passar sempre por aqui.
Val...bjs.
Idiossincrasia'S disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Idiossincrasia'S disse…
Váléria:

Sinto-me, como quem encontrasse um tesouro, a revirar o baú, admirada com a beleza e a singularidade de cada peça e, sabendo já que as peças ainda não vistas são de igual beleza. E dá uma vontade de não ir, de mergulhar de vez neste baú.

O que escreves é lindo, absolutamente IMPAR!

Vou, fascinada com teus escritos.
Volto!

Beijos!

Sil