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06 setembro, 2005

apelo

por valéria tarelho em

pela festa
pelo festim o estopim
pela centelha labareda
lava suor
pela cara pálida
pele vermelha
pela fantasia
o cetim a renda pela seda
voal e voz
sombra luz escuridão
pela nudez das estrelas
pelo lapso dos astros
pelo eclipse dos corpos
pela visão (dois sóis)
pela ciência
pela não explicação
por esta senda
estreita vereda
pela ordem
pelo caos
pela desordem dos lençóis
o descompasso dos corações
pelo amasso pelo avesso
puro apelo por apolo
vênus eros pelos mitos
pelos homens seus mistérios
pelas mulheres seus (g)ritos
pela fome de beber saliva
pela sede de comer a seiva
pela selva pelo mar
o ar a terra
pela paz em plena guerra
línguas bélicas ambíguas
pela lambida na (fé) ferida
pelo óbvio pelo oculto
pelo obstante o livre arbítrio
pelo instinto
pelo instante
pelo istmo
pelo infinito
pelo limite (medo limítrofe)
pela estrofe pela ponte
por tudo que nos liga
desconecta dá tilti
pelo lábio pelo néctar
pelo beijo-batom-bombom- cer(v)eja
o tum tum tum interior
pelo tintim o tonto efeito
pelo lado frente dorso
pelos versos
submissos
pelo amor
sob encomenda
pelo sexo
sobremaneira
sobretudo
pela vida inteira
por tudo (que não há) lá fora
por todo entre
tanto agora
:
entenda
e por fervor
[nos] atenda


valéria tarelho

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7 comentários:

rogerio santos disse...

Ufa.... Acho que estou passando mal....
rs...
Perdi a respiração e o bom senso !

Que lindo poema !
Que lindo !

Guto CL disse...

Já te falei que um dia desisto de escrever poesia por sua causa?
O que é que eu escrevo nessas horas?
Sem palavras.
Sem.
Beijos,
Guto

Suzana Prado disse...

Val, cada apelo melhor q o pêlo de antes,rsrs, cada verso mais reverso do avesso...bjs!

Christina M. Herrmann disse...

Tum tum tum bateu agora no meu peito após ler esse poemaço!

Wow!!!

Parabéns, Valéria, teu blog está um arraso em todos as direções. A sua bela foto também acompanha o ritmo fervilhante desse espaço caloreeeento! rss

Adorei poemas e blog, lindos demais!!

Chris

Lara disse...

Você consegue me emocionar, sabe?

Geórgia disse...

Esse poema seu não existe! É de mentira! Que coisa! Já te disse que imprimi e coloquei na bolsa, né?

julinho disse...

Pra nós pobres mortais, comentar aqui e agora é o supremo arroubo de grandeza.
O que vemos é a essência de nossa alma carente.
Já disse[mos]...amo