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a alguém, que (sei) virá

com que roupa
me rasgas
com que culpa
me pensas
(que desculpa
- fictícia
certeza - arrumas)
com que uma
és dois
e depois
com que cara
me buscas
a que horas
me esqueces
em que prece
me chamas
com que gana
me xingas
(de que nomes
sou digna?)

- digas -

quem és tu
por onde andas
com que dúvida
acreditas
que me amas?


valéria tarelho

Comentários

Um trabalho que retrata um procura, o encontro e o desencontro. Foi agradavel ler este seu post. Cumprimentos.
Moacir Caetano disse…
cru...
cruel...
gildemar pontes disse…
Com que olhos vejo/ poeta como tal/ procura e encontro/ teu verso é capital.