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love and let die

dificilmente
você vai me ouvir
falar de amor
[aquele que dá certo
e no final das quantas
dá exato
sem restos]

nos meus versos
você vai ver sangue
d e r r a m a d o
que é resultado
de amor aos pedaços
amor que partiu
amor dilacerado

falo de morte premeditada
amor que apunhala
envenena o outro
que rapta tortura e mata

falo muito de aborto
de amor natimorto
ou, se viveu
matou-me aos poucos


valéria tarelho
versão ilustrada, aqui

Comentários

Sandra disse…
É por isso que eu sempre venho ler seus poemas... Beijos
Carlos Besen disse…
Puxa,

não é que dar certo é sempre ocorrer apertado?
Guto Leite disse…
Olá Varelho,
gostei bastante deste, principalmente da última estrofe!
"Falo muito de aborto" é um verso sensacional. Carrega uma mágoa intrínseca, independente do poema, não acha?
Gostei muito! Grande abraço.
Guto Leite disse…
Desculpe o erro de digitação no meu comentário... :( V. Tarelho virou Varelho, sorry... Dia cansativo!!
Lela disse…
Entendo, então, que vou lhe ouvir falar de amor amor! Amor vivido, amor sentido, amor esperado, amor acolhido, amor rejeitado... amor! Portanto, leio e volto a ler!
Bjus, linda!
Maria do Ceu disse…
Até hoje não conhecia o seu blog, foi bom tê-lo descoberto. Gostei do que aqui encontrei... regressarei mais vezes. Cumprimentos.
Moacir Caetano disse…
amores imperfeitos
disfarçam
nossa falta de jeito...