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18 julho, 2005

fechado para balanço

por valéria tarelho em ,

não conto tudo
às paredes do meu quarto
que me dão tanto crédito
nem dou desconto
ao criado-mudo
que compra meus segredos
(os mais absurdos)

acho um preço justo:
o que peço
e que pago
por um silêncio
trocado

há portas
que por importância alguma
abro


valéria tarelho
*posteriormente, este poema foi musicado por Rogerinho Borges.

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9 comentários:

Moacir Caetano disse...

há portas que se abrem sozinhas...

Sergio Di Fiore disse...

Uhm... Vamos dar uma de Froyd...
Portas que não abre de jeito nenhum.. uhm...uhm... rsss...
Tava com saudades das tuas palavras ;o)

vinmag disse...

estou mudo... e mal-criado...
vc sempre arrasa...

Jane disse...

Valéria, belo poema. Adorei seu blog.
Abraços
Jane Marques

Marcio disse...

Muito lindo mesmo, demais, achei genial...

Marcio disse...

adorei todos os poemas...

Linaldo disse...

belo arremate para um belo poema

tatiana fraga disse...

vc está certa, valeria. bjs. tatiana

Suzana Prado disse...

Como vc advinhou o meu atual estado? Foi telepatia,minha bela? rsrsrs...bjs pra ti !