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chamado

o branco
encobre cores
que a brasa abraça
e abrevia em cinzas

havia um poema
na folha em chama

há meus ais
nos sinais de fumaça


valéria tarelho
fotografia © joão coutinho

Comentários

marvin disse…
acho que posso ouví-los... (os ais, os sinais)
Mag disse…
(Ch ama do)...
às vezes demora prá cair a "ficha".
mais uma escultura, lapidada em minúcias... (sempre é)
Oscar disse…
Olá. Aodrei seu poema. Versos diretos, profundos, inquietantes. Parabéns.
Qdo puder, espia o blog de poemas de nossa revista:
http://calabouco.weblogger.terra.com.br/index.htm
bjão
paulo de toledo disse…
escrever na fumaça é arte de poeta. abração.
Marco disse…
parabéns pelo seu trabalho!
Mto belas suas poesias!
fao disse…
sinais de fumaça, logo cedo.e cigarro cerrado na boca, o copo de café no meio do dedo.
a boca.....raspando na chicara o raspo de pelo....depois o beijo.