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05 maio, 2005

angústia

por valéria tarelho em ,

sou pouco frasco
para muito fluido

pouco espaço
para tanto ruído

tudo em mim é parco
aperto obstáculo

tudoemmimcompacto
tudocontrátil

incompatível


valéria tarelho
tudo em mim torquato

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11 comentários:

Anônimo disse...

Val,
seus escritos, às vezes, me deixa sem fôlego ou aperta meu coração. Parece reflexo de muito de meus sentimentos, no espelho...

Moacir Caetano disse...

pois é no infinito em nós que nos encontramos enfim...

Linaldo disse...

compacto e bem poético, valéria...

Anônimo disse...

Valéria:

tudo compacto, mas a poesia é imensa demais.

eu, poeta suburbano
esvaziado de destinos
ando com imensidões
pinceladas nos
meus espaços finitos


bj
Nel

Neusa disse...

Valéria, li sobre você no Fala Poética e vim conhecer. Gostei muito dos poemas densos, ritmados, perfeitos. Foi bom, também, ter visto aqui o Torquato, ídolo de há muito tempo. Beijos, moça, e parabéns pelo talento.

LUIZ ALBERTO MACHADO disse...

Olá, Valéria, sempre uma grande viagem cada visita que faço às suas páginas. Uma melhor que a ourtra. E o poema deste post está um primor. Alias, em você tudo prima pela beleza e maravilha talentosa.
Beijabrações
Luiz Alberto Machado

paulo de toledo disse...

nos menores frascos, os mais sonoros perfumes.
abração.

Victor Tales disse...

É isso!

Sergio Di Fiore disse...

Nossa.... é só ficar um pouco fora do ar, que quando volto essa enxurrada de poemas...
Difícil é eleger um...
Tem papel suficiente p/ levar amanhã as propostas??? rs ;o)

Geórgia disse...

Eu já te disse que você é fera, num disse? ;)

Sandra disse...

Compacto e consistente... denso e concentrado... descentralizado... Desconcertantes versos... Lindos!! Beijos