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C'as mões

Não sei escrever sonetos.
Não consigo medir o tamanho
dos desastres que escrevo,
nem as consequências das burradas que faço.
No máximo, rabisco uns poemas caolhos,
inspirados nos meus percalços.
E a vida me dá o troco:
ora em aplausos,
ora em socos.


valéria tarelho
publicado no Livro da Tribo 2005

Comentários

Anônimo disse…
Valéria, cada poema seu é um espanto: uma surpresa: um soco. beleza mesmo. (e eu que acabei se escrever um soneto à "C'as mões"..rsrs). Abraço, AC.
Geórgia disse…
Ahhhh... porque eu não escrevi isso? é do jeitim que eu penso, tenho uma grande afinidade poética com você. Veja: tem coisa mais bonita do que afinidade poética? é bacana demais isso, de se ler tão intimamente, tão minuciosamente, no outro. Beijão.
Victor Tales disse…
Adorei o novo blog, seus pessoemas estão ótimos, você é magnífica.
sandra disse…
A cada verso vc causa uma revolução em meus sentimentos... Bebo neles a inspiração maior: a vida!! Desfruto descaradamente da sua poesia como quem se vicia...
Beijos
Moacir Caetano disse…
aplausos, sempre...
se não da vida, de mim com certeza!