Te amo por sobrancelha, por cabelo, te debato em corredores branquíssimos onde se jogam as fontes de luz, Te discuto em cada nome, te arranco com delicadeza de cicatriz, vou pondo em teu cabelo cinzas de relâmpago e fitas que dormiam na chuva. Não quero que tenhas uma forma, que sejas precisamente o que vem atrás da tua mão, porque a água, considera a água, e os leões quando se dissolvem no açúcar da fábula, e os gestos, essa arquitetura do nada, acendendo suas lâmpadas no meio do encontro. Todo amanhã é o quadro onde te invento e te desenho, disposto a te apagar, assim não és, muito menos com esse cabelo liso, esse sorriso. Busco tua soma, a borda da taça onde o vinho é também a lua e o espelho, busco essa linha que faz o homem tremer numa galeria de museu. Além do mais te amo, e faz tempo e frio. - tradução de Ari Roitman e Paulina Watch - Te amo por cejas, por cabello, te dabato en corredores blanquísimos donde se juegan las fuentes de la luz, Te discuto a cada nombre, te arranco co...