Há uns três anos, um poeta veio dar um pitaco num poema meu (origami). Na hora pensei: quem é esse camarada e quem ele pensa que é? Mas no fundo sabia que ele tinha razão e que as mudanças que ele propunha ao poema eram pertinentes. O fato é que aquele intrometido se tornou um grande amigo, meu parceiro no antigo blog (mar & cia) e, como todo bom virginiano, continua com mania de botar ordem no meu barraco. O poema de ontem, por exemplo: eu olhava para ele e o achava meio estranho, até comentei com outro amigo (Nel Meirelles) que não estava do meu agrado (e recebi nota 6, na escala Nel ;o)). Eis que me vem o pitaqueiro de plantão, Sidnei Olívio, e apresenta uma versão que amei, achei perfeita e me apossei dela. Segue o poema atônita, depois da faxina do Sid: meio tonta tento (um tanto) atônita esquecer aquele caso (quase) bomba atômica [que (ainda ontens) detona: "sem cor nem perfume sem rosa sem nada* ] valéria tarelho sidnei olívio vinícius de morais *n...