Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2015

a minha praia

E é daqui, do mar, que eu sempre me despeço. E é daqui, de onde avisto um horizonte diferente do habitual (e tão igual ao de minha essência de areia e sal), que eu abraço o novo, o que promete, o que vem - em branco - ao meu encontro. Está quente, sufocante, mas tem um refresco, além da brisa que sopra agora: o imensurável cenário, que posso conservar nos olhos, marejados de sonhos. valéria tarelho * em Caragutatuba

tudo novo de novo

Então que sua mente lhe prega uma peça, para que renasça uma pontinha de esperança, para que reacenda a chama e você não esmoreça.

Hoje é quinta, amanhã é sexta e já seria motivo de festa! Mas sua cabeça, alma, cada pedacinho de você vibra em alta frequência só porque aqui, nesta quinta, encerra uma etapa (fictícia), o que possibilita ressurgir um novo você amanhã, primeira sexta-feira de 2016!

História da carochinha, conto de fada, alucinação coletiva? Não importa! Que aconteça uma virada.

Uma reviravolta. A vida é o que acontece agora, com expectativa de seguir em frente. Sempre nova. Renovada.


valéria tarelho
*escrito no carro, aos sacolejos e sem tempo para trato no texto :) — at Rodovia dos Tamoios

e no balanço das horas...

Não vou fazer balanço de 2015 porque ainda estou tonta de tantas piruetas. Ainda estou no embalo da gangorra, ora no alto, ora no colo da grama. Ainda gira minha cabeça, em velocidade máxima. Ainda escorrego em alguns meses do ano. Me estrepo no trepa-trepa do excesso de língua.

Desci para o play, a convite da vida. Brinquei mais do que briguei. E foi a sério que entrei na queimada. Foi pra valer a dança das cadeiras que ainda me dezembra os quartos. Que "hematombo"!

E se sofri, ou apaixonei, aconteceu um pleonasmo, mas o importante é que de janeiro a dezembro eu brilhei!


valéria tarelho

a vida imita o video

Do mesmo autor de "cabeça confusa" e "esta conversa não era para ser agora", vem aí "vamos aparar as arestas" . 
Logo em cartaz. Não perco por nada (com sensação de déjà vu). 

" A vida imita o vídeo " 

Enquanto isso, no fabuloso mundo real, um livro - LINDO - me lembra que "O amor nem sempre tem o mesmo CEP", mas de vez em quando o GPS aponta a mesma coordenada. Então, me aguarde, que eu logo chego. Via Penalux 😍

saia de si

Hoje te convido para sair. Para ir comigo até ali [ou vir]. De mãos dadas. Para correr perigo e encontrar abrigo neste hoje desconhecido. E no porvir.

Hoje, não pense que estamos às portas do fim. Há um início logo adiante. Há tantas chances de tentar nova mente. De ser você. De conhecer você. De se reconhecer.

Reflita, ao invés de se espelhar. Lambuze a alma com vida. Caramelada. E saiba: não há água que lave a alegria [criança] de sua face. Assim como não há resíduo de tristeza que não possa ser removido com o amaciar do tempo. E uns truques de maquiagem.

Por isso te chamo, hoje [na véspera do que não há], para sair.
Despido. Despida. Despedindo-se.
Do centro.
De si.

valéria tarelho
*imagem via Pinterest

‪#‎bomdia‬
‪#‎quartafeira‬
‪#‎dezembro30‬

ancoragem

Eu poderia desistir agora, enquanto ouço os conselhos do mar, nesta concha em que me encontro.

Assim que o som do meu instinto estancar, será tarde. Será sem resgate. Será noite, em mim, no instante que parar de escutar este imenso mar de dentro.

Enquanto houver sussurro, repetindo, em ondas: vá, deixe, esqueça...haverá coragem.

Enquanto houver acústica, haverá tempo percorrendo o labirinto, dizendo: corra, siga em frente, não pense, não pare.

Estou por um quase.


valéria tarelho

o olho do furacão também é céu

fique mais
que um pouco

fixe residência
em meu corpo
[seu colapso]

festeje-me
fareje meu rastro

seja de cama e mesa
a sua permanência
[meu bom pasto]

finque sua bandeira
em meus domínios
demarcando seu espaço

guie seus passos
por minhas veredas
avarande-se
mire

more em nosso
campo minado

vem habitar
o centro
deste meu [incerto]
ser

tão
seu



valéria tarelho

*da série: recados para Antônio

8mm

nossos olhos
atuando
à distância
de cílios

meu rímel
cumprindo
o prometido

teus óculos
esquecidos
em algum
encanto

nos fitam

teu olho
fixo
em meu olho
filtro

[filme novo
refilmando
reafirmando
película antiga]

flechas faíscas fótons

a forma
a fórmula
a fome

de fotografar
o instante

mais feliz
da vinda



valéria tarelho

de cabo a rabo

ele possui
meu corpo
intelecto
espírito

[penetra
meus caminhos
de cimento
e capim
de cheiro]

percorre
meu mato
come asfalto
melhora o substrato

[de cascalho
de húmus

de anos
de composto]

passeia-me
colado
invade-me
escalado

assim como
os gatos
[escaldados]
escolhem
a segurança
dos telhados

e no alto
se acham
se perdem

exploram
cada palmo

ele e os gatos
são experts
em cio e ceias
:
arranham
a pele
e terracota
- ardilosa -
dos poemas

copulam
com as poucas
prosas
que me dão
na telha



valéria tarelho

pois é

E o que dizer da poesia? Essa que me alucina e alicia. Essa que me devora. A mesma - fera - a quem sou devota.
O que dizer da poesia que me fere e assopra? Da poesia que me chega, e me cega, me clareia? Da poesia que me exclama e interroga: "e agora, o que vais dizer em nome desta, que te ama e te mata a cada novo poema?"


valéria tarelho

to get her

juntos é mais justo. é um com o outro. é único!

juntos é o melhor conjunto. é um no outro. intrínseco. é unir o prazer mútuo. unificar dois mundos.

juntos é o mais perfeito dos modos. é um pelo outro. é em prol dos frutos.

juntos, após tanto obstante.

juntos. pelo júbilo de um instante.

juntos. pelo incógnito futuro.

juntos.

para além do jeito que eu cogito.



valéria tarelho

nada além de adormecer no seu cansaço

eu quero amor com gosto de seus beijos. quero amor com o seu jeito de sorrir meio de lado. quero muito esse amor de olhar amendoado, a me despir sem rodeios. eu quero amor com o seu nome assinado em meu diário. quero escrevê-lo no espelho de todo texto. quero ver em mim o teu reflexo. quero amor com seus grisalhos e os meus descoloridos pintando no mesmo travesseiro.

eu quero o seu amor sereno. o seu amor sonhado. o seu amor sincero.

quero nada além de adormecer no seu cansaço. possuo esse desejo manso. precioso, quase uma prece: que eu possa ser o seu amor. por todo o sempre.

e só.



valéria tarelho

passarinhos

Liberdade, é a palavra desta sexta-feira. Ouse asas (sem pena) e faça sua escolha entre o voo e a gaiola (que pode ser de ouro, mas aprisiona, tolhe, bloqueia...aos poucos você morre no seu - inútil - conforto).

Permita-se, conheça o novo, reconheça-se no outro [e no espelho], comece, recomece, não passe a vida reiterando conceitos obsoletos só porque lhes dão segurança [ou ideia de], mas nada acrescentam à sua essência.

Dê uma chance àquele sonho que insiste em aparecer de surpresa, e você ignora. Receba-o bem. Ouça a sua proposta.

Voe, você tem asas. Experimente exercitá-las!


valéria tarelho



“O voo pode ser visto, mas não pode ser dito. O voo dos pássaros está além das palavras. Quando os poetas falam sobre o voo eles não estão dizendo o voo. O poema é o dedo do poeta apontando para o voo do pássaro que está além das suas palavras”. — Rubem Alves, em “Dogmatismo & Tolerância”, pg.9





* um hip hop só para mudar a trilha do dia smile emoticon

os dispostos se atraem

o meu amor
tem asas
o seu amar
tem âncora

eu ensaio loopings 
há céus
você não sai 
do seu lugar 
ao cais

no entanto
jamais ousamos
entregar
os pontos

você: meu pseudo-espaço 
eu : seu improvável porto


valéria tarelho
* imagem via "we heart it"

em frente e sempre

entre voltar
e seguir
opto
pelo voo
alto

logo ali
adiante
logo mais
além
há infinitos
céus
incontáveis
sonhos
e certas
incógnitas
sedutoras

[que de ontens
até agora
não consegui
'resolviver']


valéria tarelho

* tirinha: Armandinho, de Alexandre Beck

ele vem chegando...

A difícil arte de escolher alguns filhos, entre 550 :/  Em breve, meu - atéqueenfimfinalmentedemorou - primeiro livro.  Ainda não foi batizado, estou na fase do "uni duni te", mas logo o entregarei aos cuidados dos queridos Tonho França e Wilson Gorj, da Editora Penalux.

the beginning song

aqui tem wi-fi, café quente, frio na barriga.
tem recarga gratuita. conexão rápida. campo seguro. caminhos conhecidos [em meu corpo, sua casa, suas campinas].
tem amor e arrepio garantidos. tem carinho a rodo. e tem meu olho no seu olho: diamantes.
tem uma rede [de verdades] estendida na varanda. para que você deite seus delitos e deleites.
por estas bandas habita a vida branda. com vida ativa. atrevida. sem pedras brutas pelas trilhas [estradas de pérolas].
tem o mais justo abraço. amplo espaço. teto aberto. peito favorável para o [re]pouso.
contém beijos. riso ingênuo. contentamento. canto de paz. conversa de pássaro.
tem o mais singelo céu. tem o meu sincero sim [sonhando o seu okay].
logo ao lado, tem um pasto verde-semáforo. um horto amar_elo. vasto. giram sóis a esmaecer de vista.
tem - também - um pomar que não divisa prosa de poesia [primas que florescem unidas].
tem rimas para comer com as mãos. textos para colher diretamente do pé. manias que o lápis permite que se apaguem. tem memóri…

open your eyes

"nos encontraremos novamente em outra vida, quando formos gatos" Vanilla Sky
Sim, desafiei desertos, cruzei oceanos, enfrentei a fúria dos ventos, a rebeldia caudalosa - escandalosa - dos rios. A te buscar.

Sim, cometi lindos enganos. Incontáveis erros (inconfessos), que jurei que eram acertos. Ledos equívocos. Até saber-te. Saborear-te. Reconhecer, em ti, o paladar que - há tatos [e tropeços] - eu farejava.

Abri meus olhos no exato encanto em que te reencontrei. Te reavi. Vindo de um lugar que não visito há vidas. Chegando de um paraíso longínquo. Do elo perdido pelos caminhos de um tempo repleto de ecos.

Sim, meu bem, não desisti enquanto não te realizei. Segui os sinais, suei, sangrei, chorei. Só calei quando me achei. Em ti. Em nós. No que possuímos (sem poder). No amor que estamos edificando: forte, de frágil estrutura.

Acontece que todo sonho tem um fim. E o despertar desespera. É 'desespertador'.

A realidade é um calabouço. Solitária. É masmorra que aprisiona o tão s…

gente

no Livro da Tribo 2016

confins

esqueça
meu bem
as cercas
as grades
as traves

ultrapasse
[pássaro]
os limites

amar tem 
um par
de asas
é ave
- livre -
em terra
de ninguém



valéria tarelho
* da série: recados para antônio

*imagem via Eu me chamo Antônio

ho ho ho

Livro da Tribo (agenda) 2016/2017

Essas bonitas estão acabando, quem quiser garantir a sua com um precinho camarada, envie mensagem para vtarelho@gmail.com ou passe ali na Loja Virtual da Tribo:  https://livrodatribo.com.br
Poesia sempre será o melhor futuro! Presenteie (- se)!

alternativa a [mar]

Se o amor não for a resposta correta, será sempre a melhor alternativa.
 Na dúvida, ame. Não tem erro.


valéria tarelho

* tirinha: Armandinho, de Alexandre Beck