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31 dezembro, 2015

acorda maria bonita

por valéria tarelho em , ,


por tanto
ardor
por (sua) tanta
omissão

a vida
(me) jogou
um balde
de água

frita


valéria tarelho

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a minha praia

por valéria tarelho em , ,

E é daqui, do mar, que eu sempre me despeço. E é daqui, de onde avisto um horizonte diferente do habitual (e tão igual ao de minha essência de areia e sal), que eu abraço o novo, o que promete, o que vem - em branco - ao meu encontro. Está quente, sufocante, mas tem um refresco, além da brisa que sopra agora: o imensurável cenário, que posso conservar nos olhos, marejados de sonhos. valéria tarelho * em Caragutatuba

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tudo novo de novo

por valéria tarelho em ,

Então que sua mente lhe prega uma peça, para que renasça uma pontinha de esperança, para que reacenda a chama e você não esmoreça.

Hoje é quinta, amanhã é sexta e já seria motivo de festa! Mas sua cabeça, alma, cada pedacinho de você vibra em alta frequência só porque aqui, nesta quinta, encerra uma etapa (fictícia), o que possibilita ressurgir um novo você amanhã, primeira sexta-feira de 2016!

História da carochinha, conto de fada, alucinação coletiva? Não importa! Que aconteça uma virada.

Uma reviravolta. A vida é o que acontece agora, com expectativa de seguir em frente. Sempre nova. Renovada.


valéria tarelho
*escrito no carro, aos sacolejos e sem tempo para trato no texto :) — at Rodovia dos Tamoios

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30 dezembro, 2015

e no balanço das horas...

por valéria tarelho em , , , ,

Não vou fazer balanço de 2015 porque ainda estou tonta de tantas piruetas. Ainda estou no embalo da gangorra, ora no alto, ora no colo da grama. Ainda gira minha cabeça, em velocidade máxima. Ainda escorrego em alguns meses do ano. Me estrepo no trepa-trepa do excesso de língua.

Desci para o play, a convite da vida. Brinquei mais do que briguei. E foi a sério que entrei na queimada. Foi pra valer a dança das cadeiras que ainda me dezembra os quartos. Que "hematombo"!

E se sofri, ou apaixonei, aconteceu um pleonasmo, mas o importante é que de janeiro a dezembro eu brilhei!


valéria tarelho

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beijaflore-me

por valéria tarelho em , ,

beije-me
como sempre
como nunca

nuca
boca

dos pés
aos poemas
da língua
à palavra mantida

entre as coxas

saboreie-me
como comida
como bebida

sorvete e casquinha

e deguste
o couvert
o café
o cio

cortesias

na entrada
na saída


valéria tarelho

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a vida imita o video

por valéria tarelho em , , , ,

Do mesmo autor de "cabeça confusa" e "esta conversa não era para ser agora", vem aí "vamos aparar as arestas" . 
Logo em cartaz. Não perco por nada (com sensação de déjà vu). 

" A vida imita o vídeo " 

Enquanto isso, no fabuloso mundo real, um livro - LINDO - me lembra que "O amor nem sempre tem o mesmo CEP", mas de vez em quando o GPS aponta a mesma coordenada. Então, me aguarde, que eu logo chego. Via Penalux 😍

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saia de si

por valéria tarelho em , , ,

Hoje te convido para sair. Para ir comigo até ali [ou vir]. De mãos dadas. Para correr perigo e encontrar abrigo neste hoje desconhecido. E no porvir.

Hoje, não pense que estamos às portas do fim. Há um início logo adiante. Há tantas chances de tentar nova mente. De ser você. De conhecer você. De se reconhecer.

Reflita, ao invés de se espelhar. Lambuze a alma com vida. Caramelada. E saiba: não há água que lave a alegria [criança] de sua face. Assim como não há resíduo de tristeza que não possa ser removido com o amaciar do tempo. E uns truques de maquiagem.

Por isso te chamo, hoje [na véspera do que não há], para sair.
Despido. Despida. Despedindo-se.
Do centro.
De si.

valéria tarelho
*imagem via Pinterest

‪#‎bomdia‬
‪#‎quartafeira‬
‪#‎dezembro30‬

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29 dezembro, 2015

ancoragem

por valéria tarelho em , , ,

Eu poderia desistir agora, enquanto ouço os conselhos do mar, nesta concha em que me encontro.

Assim que o som do meu instinto estancar, será tarde. Será sem resgate. Será noite, em mim, no instante que parar de escutar este imenso mar de dentro.

Enquanto houver sussurro, repetindo, em ondas: vá, deixe, esqueça...haverá coragem.

Enquanto houver acústica, haverá tempo percorrendo o labirinto, dizendo: corra, siga em frente, não pense, não pare.

Estou por um quase.


valéria tarelho

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o olho do furacão também é céu

por valéria tarelho em , , , ,


fique mais
que um pouco

fixe residência
em meu corpo
[seu colapso]

festeje-me
fareje meu rastro

seja de cama e mesa
a sua permanência
[meu bom pasto]

finque sua bandeira
em meus domínios
demarcando seu espaço

guie seus passos
por minhas veredas
avarande-se
mire

more em nosso
campo minado

vem habitar
o centro
deste meu [incerto]
ser

tão
seu



valéria tarelho

*da série: recados para Antônio

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18 dezembro, 2015

nós únicos

por valéria tarelho em , , , ,

Falar de nós, é fácil. Complicado é nos desatar. Mas o tempo é perito. Tem seus meios. Lícitos.

E sempre me sobra este aperto quando nos desfazemos e voltamos a ser fios de esperança.

Envoltos em outros novelos.



valéria tarelho

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17 dezembro, 2015

viagem ao fundo do amar

por valéria tarelho em , ,

O melhor lugar do mundo é no fundo de certos olhos.
É para lá que sempre voo. Pouso. Mergulho.
É para lá que sempre volto.



valéria tarelho

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8mm

por valéria tarelho em , , , , , , ,



nossos olhos
atuando
à distância
de cílios

meu rímel
cumprindo
o prometido

teus óculos
esquecidos
em algum
encanto

nos fitam

teu olho
fixo
em meu olho
filtro

[filme novo
refilmando
reafirmando
película antiga]

flechas faíscas fótons

a forma
a fórmula
a fome

de fotografar
o instante

mais feliz
da vinda



valéria tarelho

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16 dezembro, 2015

de cabo a rabo

por valéria tarelho em , , , , ,

ele possui
meu corpo
intelecto
espírito

[penetra
meus caminhos
de cimento
e capim
de cheiro]

percorre
meu mato
come asfalto
melhora o substrato

[de cascalho
de húmus

de anos
de composto]

passeia-me
colado
invade-me
escalado

assim como
os gatos
[escaldados]
escolhem
a segurança
dos telhados

e no alto
se acham
se perdem

exploram
cada palmo

ele e os gatos
são experts
em cio e ceias
:
arranham
a pele
e terracota
- ardilosa -
dos poemas

copulam
com as poucas
prosas
que me dão
na telha



valéria tarelho

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pois é

por valéria tarelho em ,

E o que dizer da poesia? Essa que me alucina e alicia. Essa que me devora. A mesma - fera - a quem sou devota.
O que dizer da poesia que me fere e assopra? Da poesia que me chega, e me cega, me clareia? Da poesia que me exclama e interroga: "e agora, o que vais dizer em nome desta, que te ama e te mata a cada novo poema?"


valéria tarelho

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proibido viver cinzento

por valéria tarelho em , , ,



Coloca aí, um sorriso no início do dia. Tinja esse cinza que insiste. Finja que és feliz.
Se nada vai bem, desenha aí uma carinha de giz. Colorido.
Viva intensamente todas as nuances, antes que a magia se apague.


valéria tarelho

‪#‎bomdia‬

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15 dezembro, 2015

gestos

por valéria tarelho em , , , ,


é o pequeno gesto
que goteja
em meu solo fértil

que me aflora
o desejo

é o imenso zelo
acrescido
à compostagem
dos dias

que me abre
as pétalas

[a espera
de teus beijos]



valéria tarelho

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13 dezembro, 2015

[gr]ávida

por valéria tarelho em , ,


vontade única
e cem por cento
louca

roer tuas unhas
comer tuas células
mortas

enterrar em mim
as partes que descartas
de você

ser a tumba
onde sepultas
os poemas de amor

antes do amor nascer



valéria tarelho

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11 dezembro, 2015

boas-vindas

por valéria tarelho em ,



chegue chegando
que o chamego
e o champanhe
eu garanto



valéria tarelho

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to get her

por valéria tarelho em , , ,



juntos é mais justo. é um com o outro. é único!

juntos é o melhor conjunto. é um no outro. intrínseco. é unir o prazer mútuo. unificar dois mundos.

juntos é o mais perfeito dos modos. é um pelo outro. é em prol dos frutos.

juntos, após tanto obstante.

juntos. pelo júbilo de um instante.

juntos. pelo incógnito futuro.

juntos.

para além do jeito que eu cogito.



valéria tarelho

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estuário

por valéria tarelho em , ,



quando meu maremoto
repousa [sal]
na calmaria de rio
dessas tuas águas
doces
somos o soro

[choro e saliva]

que salva
- sorrindo / suando -
toda a safra
de poesia



valéria tarelho


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10 dezembro, 2015

nada além de adormecer no seu cansaço

por valéria tarelho em ,


eu quero amor com gosto de seus beijos. quero amor com o seu jeito de sorrir meio de lado. quero muito esse amor de olhar amendoado, a me despir sem rodeios. eu quero amor com o seu nome assinado em meu diário. quero escrevê-lo no espelho de todo texto. quero ver em mim o teu reflexo. quero amor com seus grisalhos e os meus descoloridos pintando no mesmo travesseiro.

eu quero o seu amor sereno. o seu amor sonhado. o seu amor sincero.

quero nada além de adormecer no seu cansaço. possuo esse desejo manso. precioso, quase uma prece: que eu possa ser o seu amor. por todo o sempre.

e só.



valéria tarelho

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04 dezembro, 2015

passarinhos

por valéria tarelho em , , , , , , , , , ,

Liberdade, é a palavra desta sexta-feira. Ouse asas (sem pena) e faça sua escolha entre o voo e a gaiola (que pode ser de ouro, mas aprisiona, tolhe, bloqueia...aos poucos você morre no seu - inútil - conforto).

Permita-se, conheça o novo, reconheça-se no outro [e no espelho], comece, recomece, não passe a vida reiterando conceitos obsoletos só porque lhes dão segurança [ou ideia de], mas nada acrescentam à sua essência.

Dê uma chance àquele sonho que insiste em aparecer de surpresa, e você ignora. Receba-o bem. Ouça a sua proposta.

Voe, você tem asas. Experimente exercitá-las!


valéria tarelho



“O voo pode ser visto, mas não pode ser dito. O voo dos pássaros está além das palavras. Quando os poetas falam sobre o voo eles não estão dizendo o voo. O poema é o dedo do poeta apontando para o voo do pássaro que está além das suas palavras”.
— Rubem Alves, em “Dogmatismo & Tolerância”, pg.9





* um hip hop só para mudar a trilha do dia smile emoticon

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03 dezembro, 2015

os dispostos se atraem

por valéria tarelho em , , , ,




o meu amor
tem asas
o seu amar
tem âncora

eu ensaio loopings 
há céus
você não sai 
do seu lugar 
ao cais

no entanto
jamais ousamos
entregar
os pontos

você: meu pseudo-espaço 
eu : seu improvável porto


valéria tarelho
* imagem via "we heart it"

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em frente e sempre

por valéria tarelho em , , , ,


entre voltar
e seguir
opto
pelo voo
alto

logo ali
adiante
logo mais
além
há infinitos
céus
incontáveis
sonhos
e certas
incógnitas
sedutoras

[que de ontens
até agora
não consegui
'resolviver']


valéria tarelho

* tirinha: Armandinho, de Alexandre Beck

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#estereotipo

por valéria tarelho em , ,

meu amigo
secreto
é outro

escroto

[indigno 
de ser
exposto]


valéria tarelho

* me refiro a isto: #meuamigosecreto


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black friday

por valéria tarelho em , ,

dia em que
a sexta
dá um desconto
no look
que ostenta
:
veste
precinho
básico

e [as]salto
baixo

[entre na fila
e pague
para vê-la]


valéria tarelho

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ele vem chegando...

por valéria tarelho em , ,



A difícil arte de escolher alguns filhos, entre 550 :/ 
Em breve, meu - atéqueenfimfinalmentedemorou - primeiro livro. 
Ainda não foi batizado, estou na fase do "uni duni te", mas logo o entregarei aos cuidados dos queridos Tonho França e Wilson Gorj, da Editora Penalux.

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the beginning song

por valéria tarelho em , ,

aqui tem wi-fi, café quente, frio na barriga.

tem recarga gratuita. conexão rápida. campo seguro. caminhos conhecidos [em meu corpo, sua casa, suas campinas].

tem amor e arrepio garantidos. tem carinho a rodo. e tem meu olho no seu olho: diamantes.

tem uma rede [de verdades] estendida na varanda. para que você deite seus delitos e deleites.

por estas bandas habita a vida branda. com vida ativa. atrevida. sem pedras brutas pelas trilhas [estradas de pérolas].

tem o mais justo abraço. amplo espaço. teto aberto. peito favorável para o [re]pouso.

contém beijos. riso ingênuo. contentamento. canto de paz. conversa de pássaro.

tem o mais singelo céu. tem o meu sincero sim [sonhando o seu okay].

logo ao lado, tem um pasto verde-semáforo. um horto amar_elo. vasto. giram sóis a esmaecer de vista.

tem - também - um pomar que não divisa prosa de poesia [primas que florescem unidas].

tem rimas para comer com as mãos. textos para colher diretamente do pé. manias que o lápis permite que se apaguem. tem memórias frescas, feitas na hora.

tem a fé no futuro. tem uma mina de palavras de ouro. há minhas falas de pétala. algumas falhas pretéritas.

aqui existem livros extintos, folhas virgens, tecnologia de ponta. com sorte [ou falta de], tem até contato 'extraplaneta'.

[você] tem livre arbítrio para tecer seu faz de conta. sua odisseia. sua novela. sua tragédia shakespeariana. vê-la ou não vê-la?.

só aqui tem meu doce gesto-criança. tem meu gosto dedo-de-moça. o fruto maduro, de bônus, no combo.

aqui tens uma prenda. fiel. a espera. há [quim]eras.

aqui mantenho um fio de crença: o de que venhas, por uma noite [ou uma nota, apenas],

[me] curtir.
[te] compartilhar.


valéria tarelho



The Beginning Song, com Rita Redshoes

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open your eyes

por valéria tarelho em , , , , ,



"nos encontraremos novamente em outra vida, quando formos gatos"
Vanilla Sky

Sim, desafiei desertos, cruzei oceanos, enfrentei a fúria dos ventos, a rebeldia caudalosa - escandalosa - dos rios. A te buscar.

Sim, cometi lindos enganos. Incontáveis erros (inconfessos), que jurei que eram acertos. Ledos equívocos. Até saber-te. Saborear-te. Reconhecer, em ti, o paladar que - há tatos [e tropeços] - eu farejava.

Abri meus olhos no exato encanto em que te reencontrei. Te reavi. Vindo de um lugar que não visito há vidas. Chegando de um paraíso longínquo. Do elo perdido pelos caminhos de um tempo repleto de ecos.

Sim, meu bem, não desisti enquanto não te realizei. Segui os sinais, suei, sangrei, chorei. Só calei quando me achei. Em ti. Em nós. No que possuímos (sem poder). No amor que estamos edificando: forte, de frágil estrutura.

Acontece que todo sonho tem um fim. E o despertar desespera. É 'desespertador'.

A realidade é um calabouço. Solitária. É masmorra que aprisiona o tão sonhado amor. E deixa à solta os monstros que sugam qualquer chance de felicidade.

De nada adiantou cruzar - ofegante - a linha de chegada. Atrasada. Décadas depois que alguém - merecidamente - levou o troféu (que era meu).

Na próxima vida, quando formos gatos, cruzarei telhados miando alto. Todos os tetos serão testados. Todos os intentos, voltados para esse fim: encontrar você a tempo. Atento.

Abra todos os seus sentidos.

valéria tarelho

* imagem: street art em Dublin, com frase do filme Vanilla Sky





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mosaico

por valéria tarelho em , ,


caiu
do cume
do ciúme
o amor
que era
cego
e via coisas

pobre amor
cheio de posse
está um caco




valéria tarelho

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gente

por valéria tarelho em , , ,


no Livro da Tribo 2016

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confins

por valéria tarelho em , , , , ,




esqueça
meu bem
as cercas
as grades
as traves

ultrapasse
[pássaro]
os limites

amar tem 
um par
de asas
é ave
- livre -
em terra
de ninguém



valéria tarelho
* da série: recados para antônio

*imagem via Eu me chamo Antônio

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ho ho ho

por valéria tarelho em , , , ,



Livro da Tribo (agenda) 2016/2017

Essas bonitas estão acabando, quem quiser garantir a sua com um precinho camarada, envie mensagem para vtarelho@gmail.com ou passe ali na Loja Virtual da Tribo:  https://livrodatribo.com.br

Poesia sempre será o melhor futuro! Presenteie (- se)!

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alternativa a [mar]

por valéria tarelho em , , ,



Se o amor não for a resposta correta, será sempre a melhor alternativa.
 Na dúvida, ame. Não tem erro.


valéria tarelho

* tirinha: Armandinho, de Alexandre Beck

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