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31 agosto, 2015

desaguando

por valéria tarelho em ,


omitir das poças
de chuva
que te amo

mentir ao mar
sobre a saudade
- um oceano -

disfarçar dos rios
o riso que rola
solto e sem motivo

fingir ao espelho
que não chorei
no chuveiro

porque te afogo
[e salvo]
há tantas águas


valéria tarelho

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edição limitada

por valéria tarelho em


nas duas versões de nossa história, certa vez houve você, solto, fora de hora. e, também, havia eu, absorta, em outra órbita.

prefiro a edição mais nova, a da errada vez [humana] em que há você, eu, o amor e uma copacabana.

(se você não sabe, sampa tem ondas e calçadão) .


valéria tarelho

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30 agosto, 2015

meu caro whitman

por valéria tarelho em , , ,


então é isso:
o que agora
você suspira
vira ouro
ou
vira ira
pira
e vira
rima
poema-flor
com fúria
uterina


valéria tarelho

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decapitando ideias loucas

por valéria tarelho em ,


o primeiro amor
virou nome de praça
em uma cidade
fantasma

e aquele outro
que amou
por uma vida
[sem perceber]

segundo a ressonância

é doença
-crônica-
da cabeça



valéria tarelho

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por valéria tarelho em



em meio
a tanto
bla bla bla


há espaço
de sobra

para
te amar


valéria tarelho
*imagem: grafite em um metrô de Paris

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eufemismo para esquisita

por valéria tarelho em


Quem já ouviu duas pessoas falando que ela é esquisita, levante as mãos!

\o/


*imagem via tumblr


hahaha...agora melhorou,  sou diferente :)

Rô Aliberti, vi essa imagem e lembrei de ti! te amo, sua coisinha estranha!!

(a outra pessoa é sujeito oculto, tão estranho quanto)

Beijocas!!


p.s.: também tem um aí dizendo que as "googladas" sobre mim metem medo ...mas, gente, vamos parar com esse bullying?  

:D







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conselhos de uma lagarta experiente

por valéria tarelho em , ,


se quiser
viver
tranquilamente

não dê
asas
às borboletas

do ventre



valéria tarelho

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28 agosto, 2015

elo

por valéria tarelho em


entre
os outros
as gentes
os seres
ele
ela
todos esses
aqueles
e o coro
dos contra
a corrente

fecho
conosco

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moinhos de vento

por valéria tarelho em , ,


os seres do outono
não fazem longos
planos
vivem - plenos -
seu incerto prazo

os seres do outono
não têm receio
ao dar seus saltos
de encontro ao
inesperado

são ciganos
saltimbancos
quixotescos
donos de seu louco
enredo

amam
soltos
ao sabor

dos sonhos


valéria tarelho

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print

por valéria tarelho em ,

ao som de "Armas Químicas e Poemas" - Engenheiros do Hawaii




"eu quis pagar pra ver
aonde leva essa loucura?
qual é a lógica do sistema?
onde estavam as armas químicas?
o que diziam os poemas?"

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para pensar na cama

por valéria tarelho em ,



quem espera sempre ganha: um filho ou uma câimbra.

valéria tarelho

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pássaro

por valéria tarelho em ,

é uma pena
mas o amor
tem asas
:
ame_
aças


valéria tarelho

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leveza

por valéria tarelho em

o poema
pena
o poema
pluma
o poema
pólen
o poema
pilsen

espuma


valéria tarelho

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aviso

por valéria tarelho em


o que escrevo não tem endereço fixo,
muitos textos são moradores de lua.

v.tarelho

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do verbo já

por valéria tarelho em , ,

nada
na vida
é em vão

é em venha



valéria tarelho

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pequena nota para a próxima vida

por valéria tarelho em , ,

traga papel de carta com margem e linhas, meu bem.
só escreverei poemas de amor se for contigo, correndo riscos, deixando rastros para que outros loucos sigam.
vem ler ao vivo meu malabarismo: vou te mostrar como me atiro do alto do primeiro verso e o modo - oscilante - com que mato a saudade, em estrofes.
na corda bamba, sem amparo, te espero.

[o coração saltou primeiro]


valéria tarelho

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por valéria tarelho em ,


de tuas mãos rasgando a seda da palavra esquecida no tempo; desses teus olhos de chama, aquecendo a rima - congelada - da espera; do abraço arrematando a distância no mesmo laço; das horas risonhas aos pés de tua boca deitando beijos; da bagunça dentro e fora do juízo perfeito: lembro.
como se fosse amanhã.


valéria tarelho

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isso: movediço

por valéria tarelho em , , ,


Quem frequenta o textura deve se lembrar do "isso" <~ ou clique para ler o texto.
Pois bem, meu super amigo Rogerio Santos adaptou o texto e alterou o título, criando um bolerinho gostoso, que acabou ficando cômico depois do ensaio abaixo, para uma apresentação em SP.

 Com vocês: movediço, nosso filho cheio de ginga :)

Movediço (Rogerio Santos/ Valéria Tarelho) Video feito no ensaio. Só figura....
Posted by Rogerio Santos on Quinta, 15 de janeiro de 2015

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24 agosto, 2015

metáfora acidental

por valéria tarelho em

há a estrada
o carro
o combustível

um dia incrível

tudo perfeito
para o primeiro
passeio

esqueceram
de verificar
o freio


valéria tarelho

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as quatro extrações

por valéria tarelho em ,

você
que floriu
minha vida
inflamou
meu coração
desfolhou
[e podou]
nosso eterno
amor
:

para
o
inverno



valéria tarelho

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em nome do paulo

por valéria tarelho em ,

Salve, poeta!!!


imagem via Google

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truman show

por valéria tarelho em , , ,

se amam
como
nos filmes

par perfeito
sem crises
casal igual
a merchand
de doriana

quase
real



valéria tarelho

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23 agosto, 2015

vertigem

por valéria tarelho em , , ,


não era amor
era o máximo

não era vício
era muito
além disso

era talvez
para ter sido
[sonhado]
sem compromisso

era nítido
o abismo
entre presente
e passado

os atraindo

- a última vez
que foram vistos
eram pássaros -



valéria tarelho

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papiro

por valéria tarelho em , , ,

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22 agosto, 2015

fica

por valéria tarelho em ,




um antigo
amigo vem
de visita

e eu não
sei o
que sirvo

para amparar
sua fome
para parar
sua sede
para aplacar
sua febre

para esperar
que ele
fique

"por descuido
ou por poesia"

para sempre
[e mais um dia]


valéria tarelho
*imagem via Pinterest
**entre aspas, trecho de "fica", do Chico

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sábado sim, outro também

por valéria tarelho em


um sábado só seu, para descalçar o cansaço, despentear os compromissos, desalinhar os horários. troque o velho discurso por um disco antigo.
dê folga para seus calos, liberte seu carro, mude o itinerário. e, por favor, não pense. limpe a mente das impurezas do trabalho, família, trânsito, contratos. não permita que um cisco se transforme em pedra bruta. irremovível. não alimente seus grilos, dispense as minhocas da cabeça, dê preferência à preguiça e outros bichos de natureza mansa.
pausa, meu bem, porque hoje é sábado. e, quer saber? amanhã também!


valéria tarelho

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21 agosto, 2015

agosto

por valéria tarelho em , ,




época
de amoras
e amores
maduros


os frutos
e o futuro
prontos

para provar
agora

valéria tarelho

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gestos

por valéria tarelho em


gestos e atitudes, não espere daquele que não dá o braço a torcer, nem estende a mão.


valéria tarelho

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amores vesgos

por valéria tarelho em

fiz o certo
o errado
o meio termo

compus
uns versos
a torto
e direito

o estrago
(estrábico)
está
perfeito



valéria tarelho

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separação de copos

por valéria tarelho em ,

a poeta
traiu o verso
e o direito
:
nunca foi
fiel
aos pratos


valéria tarelho

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enlou_queira

por valéria tarelho em


Sexta-feira, saia de pirata, conquistando novos mares e tesouros.
Saia de bailarina, Madonna, Carmem Miranda. Seja sexy, enquanto canta lavando louça e equilibrando esse seu sonho (louco?) na cabeça.
Saia de sua cômoda estampa de todo dia, vista aquela fantasia que você julga que não lhe serve.
Saia às cegas, ative seus superpoderes (você tem e nem desconfia), desative as vaidades, use sua magia.
Seja simples, saia nu, saia nua.
Dispa essa falta de coragem.
Saia de si.


valéria tarelho

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19 agosto, 2015

arrepio

por valéria tarelho em ,



quem ama
um fantasma
teme ir
além


valéria tarelho

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probabil_idade

por valéria tarelho em ,



aposte
na miragem
e se jogue

para cada
cem caras
quebradas

há um
oásis


valéria tarelho

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quartas

por valéria tarelho em ,

quanto cabe de sonho em uma quarta-feira? qual a cota de paixão que a quarta trouxe em suas mangas? como uma matrioska, quantas ideias [novas e velhas] ela comporta?

a quarta-feira transita entre a indiferença da segunda e a euforia da sexta. é o meio-termo da semana, o ponto em que a esperança se equilibra.
vamos vivê-la, ainda que mansa. mesmo que tépida.

amanhã, quinta, aquecemos as turbinas.


valéria tarelho

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por ora

por valéria tarelho em , , ,


perceba que
amanhã
não existe

é uma lenda
(acredite)

só há
este
instante

sístole
em que você
me lê(mbra)

diástole
em que você
me lambe


valéria tarelho

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chiclete

por valéria tarelho em ,


"amor meu grude amor, não chegue na hora mascada"

valéria tarelho

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sem título

por valéria tarelho em

Não conheço a pressa ou a preguiça que te desperta a não sei que horas. Nem imagino o quanto você demora no banho, se deixa o chuveiro pingando, a toalha pelos cantos, se dá bom dia ao espelho. Não sei o seu cheiro,  sequer suspeito a sensação que ele [me] provoca, a lembrança que fica no travesseiro, a fragrância que fixa na pele que jamais t[r]ocamos.


Não sei do seu café da manhã (qu'est-ce vous voulez pour le petit déjeuner? je ne sais pas...), dos sonhos matinais que irá nutrir os pesadelos do dia, dos beijos que você adoça: com açúcar (e afeto) ou artificialmente (quantas gotas por dose?)? Será que preciso erguer a ponta dos pés para alcançar sua boca?  Pequenas coisas em que eu perderia a conta, não acertaria a medida,  porque não aprendi a sua matemática. a vida me privou da sua lógica. Não provou a existência de nossa química. Também a lua, em fase nova, só nos permite a face escura. No entanto, sempre esteve no mesmo lugar.

Não sigo sua correria, não transito por suas avenidas, não paro no mesmo congestionamento diário. Também não participo da sequência de "bom dia" entre o estacionamento e sua sala (vazia, nua e escura na memória destes meus olhos cegos de tudo que te cerca).

 E, assim, seu dia segue, sem que eu saiba uma sílaba do que você fala. E em que língua. Com que lábia encanta serpentes. Se você mesmo lambe suas feridas, ou procura outra saliva.

Quando anoitece, você volta para algum ninho, onde alguém te recebe. E não sou eu, lá, naquele quarto, compartilhando o cenário, a cama, o sexo, o amor. Não possuo propriedade ou posse sobre sua alma e corpo.

Não sou eu, acordando do meio da noite ao o som do seu ronco.

Ainda bem.


valéria tarelho

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16 agosto, 2015

um hoje para viagem

por valéria tarelho em ,

hortelã
no hálito
da manhã

arte
no
prato

um horizonte para dois

meu domingo
amanheceu

pedindo
o seu


valéria tarelho


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AMARrotado

por valéria tarelho em ,


vontade dá
mas passa

[mal pacas]


valéria tarelho

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sem título

por valéria tarelho em

aceitar
desta vida
o que veio
no combo

da orgia
do que foi
imposto

à poesia
do escambo

de nossos
corpos



valéria tarelho

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to do list

por valéria tarelho em , , , ,


abolir hiatos
pular obstáculos
preencher
os intervalos

riscar sábado
e domingo
do ca_
lendário


valéria tarelho

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"E o meu, poesia de cego"

por valéria tarelho em ,


Nada como um sábado para encerrar a semana, que foi de muitas mudanças. Novos horários, bombardeios e acertos de ponteiros (fora de hora? de órbita?). Tempo de escolhas. De colher só as amoras maduras.

A sexta-feira fechou um ciclo, mas só o sábado - afastado do agito - vai dizer se o novo modo/mundo é transitório ou fixo. E passar a chave no portal do tempo.

Verdadeiro ou falso, que o sentir faça algum sentido quando, frente a frente, virar verso. Poema na veia, por capricho. Porque vício, mesmo, só a poesia que sustento com amores de brinquedo.


valéria tarelho

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maresia

por valéria tarelho em ,


de espuma
e sal
a saudade
[sádica]
que se
espraia
na pele
da noite
curtida
de sol


valéria tarelho

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mais que uma simples f[r]ase

por valéria tarelho em


Você não é o problema. É a chave. A senha. O poema que por mim passeia. Resenha da minha liberdade.


valéria tarelho

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são as águas da construção

por valéria tarelho em , , , ,

é paulo
é pedro
é o fim
do carlinhos

[que a amou
daquela vez
como se fosse
a ótima]


valéria tarelho

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as regras do jogo

por valéria tarelho em , , ,


no campo
do amor
não existe
impedimento

e até
beijo
na trave

é gol


valéria tarelho

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ame ou não ame

por valéria tarelho em , ,


nisso
o amor
é unânime
:
todo mundo
um dia

já armou


valéria tarelho

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homo smartphoniens

por valéria tarelho em ,

ao invés
de ficar


fica
selfie


valéria tarelho

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crédito

por valéria tarelho em ,


você não precisa
dar-me sempre
razão

me contento
com um cartão

sem limites


valéria tarelho

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poeminha de família

por valéria tarelho em ,


prima
é
irmã

com
ímã

primo
é
irmão

que
rima

primos
são
bússola
e
remos

do poema
em alto
amar


valéria tarelho

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estilo

por valéria tarelho em ,

durmo
com a poesia
nua

e de
pillow


valéria tarelho

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inesperada_mente

por valéria tarelho em


uma nuvem
desenha
teu nome

e ele se
dis sol ve

uma estrela
explode
na memória

e o devolve

de repente
o céu
me forneceu
uma saudade

ENORME


valéria tarelho


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11 agosto, 2015

data venia

por valéria tarelho em , ,


goste ou desgoste, agosto acontece agora. a ferro, fogo, algum afago.
se agosto esgota, se engata, se angustia, se agita, alienia ou alumia, depende do ponto de vida.
agosto pode conter um gesto louco, um jeito meigo, uma longa agonia, oito segundos de encantamento. de alegrias e agruras agosto é [per]feito.
porque agosto é esse amigo ambíguo e advogado do diabo. sinistro e destro. fratura e o gesso no osso do verso.



valéria tarelho
‪#‎bomdia‬ ‪#‎onzedeagosto‬ ‪#‎diadoadvogado‬


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