Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2015

desaguando

omitir das poças
de chuva
que te amo

mentir ao mar
sobre a saudade
- um oceano -

disfarçar dos rios
o riso que rola
solto e sem motivo

fingir ao espelho
que não chorei
no chuveiro

porque te afogo
[e salvo]
há tantas águas


valéria tarelho

edição limitada

nas duas versões de nossa história, certa vez houve você, solto, fora de hora. e, também, havia eu, absorta, em outra órbita.

prefiro a edição mais nova, a da errada vez [humana] em que há você, eu, o amor e uma copacabana.

(se você não sabe, sampa tem ondas e calçadão) .


valéria tarelho

meu caro whitman

então é isso:
o que agora
você suspira vira ouro
ou
vira ira pira
e vira
rima poema-flor
com fúria
uterina


valéria tarelho

em meio a tanto bla bla bla

há espaço de sobra
para te amar

valéria tarelho *imagem: grafite em um metrô de Paris

eufemismo para esquisita

Quem já ouviu duas pessoas falando que ela é esquisita, levante as mãos!
\o/

*imagem via tumblr

hahaha...agora melhorou,  sou diferente :)
Rô Aliberti, vi essa imagem e lembrei de ti! te amo, sua coisinha estranha!!
(a outra pessoa é sujeito oculto, tão estranho quanto)
Beijocas!!

p.s.: também tem um aí dizendo que as "googladas" sobre mim metem medo ...mas, gente, vamos parar com esse bullying?  
:D






moinhos de vento

os seres do outono
não fazem longos
planos
vivem - plenos -
seu incerto prazo

os seres do outono
não têm receio
ao dar seus saltos
de encontro ao
inesperado

são ciganos
saltimbancos
quixotescos
donos de seu louco
enredo

amam
soltos
ao sabor

dos sonhos


valéria tarelho

print

ao som de "Armas Químicas e Poemas" - Engenheiros do Hawaii




"eu quis pagar pra ver
aonde leva essa loucura?
qual é a lógica do sistema?
onde estavam as armas químicas?
o que diziam os poemas?"

pássaro

é uma pena
mas o amor
tem asas
:
ame_
aças


valéria tarelho

pequena nota para a próxima vida

traga papel de carta com margem e linhas, meu bem.
só escreverei poemas de amor se for contigo, correndo riscos, deixando rastros para que outros loucos sigam.
vem ler ao vivo meu malabarismo: vou te mostrar como me atiro do alto do primeiro verso e o modo - oscilante - com que mato a saudade, em estrofes.
na corda bamba, sem amparo, te espero.

[o coração saltou primeiro]


valéria tarelho
de tuas mãos rasgando a seda da palavra esquecida no tempo; desses teus olhos de chama, aquecendo a rima - congelada - da espera; do abraço arrematando a distância no mesmo laço; das horas risonhas aos pés de tua boca deitando beijos; da bagunça dentro e fora do juízo perfeito: lembro.
como se fosse amanhã.


valéria tarelho

isso: movediço

Quem frequenta o textura deve se lembrar do "isso" <~ ou clique para ler o texto.
Pois bem, meu super amigo Rogerio Santos adaptou o texto e alterou o título, criando um bolerinho gostoso, que acabou ficando cômico depois do ensaio abaixo, para uma apresentação em SP.

 Com vocês: movediço, nosso filho cheio de ginga :)
Movediço (Rogerio Santos/ Valéria Tarelho) Video feito no ensaio. Só figura....
Posted by Rogerio Santos on Quinta, 15 de janeiro de 2015

em nome do paulo

Salve, poeta!!!


imagem via Google

vertigem

não era amor
era o máximo

não era vício
era muito
além disso

era talvez
para ter sido
[sonhado]
sem compromisso

era nítido
o abismo
entre presente
e passado

os atraindo

- a última vez
que foram vistos
eram pássaros -



valéria tarelho

fica

um antigo
amigo vem
de visita

e eu não
sei o
que sirvo

para amparar
sua fome
para parar
sua sede
para aplacar
sua febre

para esperar
que ele
fique

"por descuido
ou por poesia"

para sempre
[e mais um dia]


valéria tarelho
*imagem via Pinterest
**entre aspas, trecho de "fica", do Chico

sábado sim, outro também

um sábado só seu, para descalçar o cansaço, despentear os compromissos, desalinhar os horários. troque o velho discurso por um disco antigo. dê folga para seus calos, liberte seu carro, mude o itinerário. e, por favor, não pense. limpe a mente das impurezas do trabalho, família, trânsito, contratos. não permita que um cisco se transforme em pedra bruta. irremovível. não alimente seus grilos, dispense as minhocas da cabeça, dê preferência à preguiça e outros bichos de natureza mansa. pausa, meu bem, porque hoje é sábado. e, quer saber? amanhã também!

valéria tarelho

agosto

época
de amoras
e amores
maduros

os frutos
e o futuro
prontos

para provar
agora
valéria tarelho

enlou_queira

Sexta-feira, saia de pirata, conquistando novos mares e tesouros.
Saia de bailarina, Madonna, Carmem Miranda. Seja sexy, enquanto canta lavando louça e equilibrando esse seu sonho (louco?) na cabeça.
Saia de sua cômoda estampa de todo dia, vista aquela fantasia que você julga que não lhe serve.
Saia às cegas, ative seus superpoderes (você tem e nem desconfia), desative as vaidades, use sua magia.
Seja simples, saia nu, saia nua.
Dispa essa falta de coragem.
Saia de si.


valéria tarelho

quartas

quanto cabe de sonho em uma quarta-feira? qual a cota de paixão que a quarta trouxe em suas mangas? como uma matrioska, quantas ideias [novas e velhas] ela comporta?

a quarta-feira transita entre a indiferença da segunda e a euforia da sexta. é o meio-termo da semana, o ponto em que a esperança se equilibra.
vamos vivê-la, ainda que mansa. mesmo que tépida.

amanhã, quinta, aquecemos as turbinas.


valéria tarelho

sem título

Não conheço a pressa ou a preguiça que te desperta a não sei que horas. Nem imagino o quanto você demora no banho, se deixa o chuveiro pingando, a toalha pelos cantos, se dá bom dia ao espelho. Não sei o seu cheiro,  sequer suspeito a sensação que ele [me] provoca, a lembrança que fica no travesseiro, a fragrância que fixa na pele que jamais t[r]ocamos.


Não sei do seu café da manhã (qu'est-ce vous voulez pour le petit déjeuner? je ne sais pas...), dos sonhos matinais que irá nutrir os pesadelos do dia, dos beijos que você adoça: com açúcar (e afeto) ou artificialmente (quantas gotas por dose?)? Será que preciso erguer a ponta dos pés para alcançar sua boca?  Pequenas coisas em que eu perderia a conta, não acertaria a medida,  porque não aprendi a sua matemática. a vida me privou da sua lógica. Não provou a existência de nossa química. Também a lua, em fase nova, só nos permite a face escura. No entanto, sempre esteve no mesmo lugar.

Não sigo sua correria, não transito por suas ave…

"E o meu, poesia de cego"

Nada como um sábado para encerrar a semana, que foi de muitas mudanças. Novos horários, bombardeios e acertos de ponteiros (fora de hora? de órbita?). Tempo de escolhas. De colher só as amoras maduras.

A sexta-feira fechou um ciclo, mas só o sábado - afastado do agito - vai dizer se o novo modo/mundo é transitório ou fixo. E passar a chave no portal do tempo.

Verdadeiro ou falso, que o sentir faça algum sentido quando, frente a frente, virar verso. Poema na veia, por capricho. Porque vício, mesmo, só a poesia que sustento com amores de brinquedo.


valéria tarelho

data venia

goste ou desgoste, agosto acontece agora. a ferro, fogo, algum afago.
se agosto esgota, se engata, se angustia, se agita, alienia ou alumia, depende do ponto de vida.
agosto pode conter um gesto louco, um jeito meigo, uma longa agonia, oito segundos de encantamento. de alegrias e agruras agosto é [per]feito.
porque agosto é esse amigo ambíguo e advogado do diabo. sinistro e destro. fratura e o gesso no osso do verso.



valéria tarelho
‪#‎bomdia‬ ‪#‎onzedeagosto‬ ‪#‎diadoadvogado‬