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25 dezembro, 2013

é dezembro...

por valéria tarelho


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19 dezembro, 2013

cantilena para pirilampos

por valéria tarelho em


quando o amor 
amanhe_céu
era boca da noite

sol  já l_ia ao longe
lua se escre_via logo ali 
:
anoitava em
cada alínea
uma estrelinha

[ nesse encanto alumiado
eustrelava na cantiga
que o amor 
youniversava ]

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17 dezembro, 2013

Proteção

por valéria tarelho em , ,

Em dose dupla: espiritual e um lindo acessório para a cuca fresca :)


Proteção que chega de Paranaguá-PR, a "Paris" da fófis Beatriz Cardoso, que é meu saquinho de riso diário, porto onde existe conforto e um coração GG [só o coração, porque ela é PP :) ].


Proteção para a cabecita desfilar os mais lindos "penteados", sem pagar mico :). Vem de Campos dos Goytacazes - RJ, da amiga Vania Cruz, um anjo, que tem as mais certeiras "pílulas" diárias para iluminar o dia, palavras para refletir e que refletem sua luz ofuscante! 

Em 2009 Vania me presenteou com um xale/pashmina/echarpe/mileumautilidades, em um degradê lindo de verde e tecido delicioso, que, certamente , será usada como "cabelo" :)
Na imagem abaixo, capturada de um vídeo, dá para ver um pouquinho da pashmina que aquece, embeleza e, definitivamente, faz minha cabeça!! 

julho/2009, em homenagem ao poeta Rodrigo de Souza Leão, na Casa das Rosas


Quem tem amigas/os sai bem na fita :)

Beijos, 
v

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poemas para mim :)

por valéria tarelho em , ,



FRONDOSA 

Para Valéria Tarelho



O dia me amanhece arbórea,
tronco arqueado, esgotada de seiva,
ainda em busca da renovação nas estações da palavra.

Não há invalidez nas plantas.
Os tantos galhos secos simplesmente se partem,
sem questionamento.
Apenas consideram seu papel no todo.

Meus olhos despertam secos.
É preciso chorar pétalas,
derramar floradas de versos,
me refazer frondosa.

Sou milenar em cada rima,
secular em cada olhar,
rotina de gestos e sentidos.

É tempo de maturar o fruto,
estufa de quereres,
aguardar, com a sabedoria das árvores, 
a colheita da poesia.


shampooema

de Valéria 
a "do Tarelho"

seus poemas
crescem nas pontas
da (c)alma

tento apará-los
com mãos leitoras

a palavra ondulada
a palavra lisa

tento apará-los
com os ventos sorrindo

como cabê-los
de tanta poesia

(Al-Shaer 
para Valéria Tarelho sarar logo, com c-AL-rinho)


miro 
(para Valéria Tarelho)


te admiro pelo o que tu és
pois que és bela 
poesia nua em pelo
cuca fresca

pareces uma pintura
um afresco
ornado em olhares
brilhos solares

a vida é isso
e o que mais seria?

ser estar poético
atlético em ebulição
seja o que tu és:
Xtra Large !


virtualmente 
o real-mente


só o real aqui
ensaia
um tropeço
nas palavras
que não digo
mas que digo

virtureal
eu prefixo

e revisto
que te amo
-na poesia-
lá onde o poeta sobrevive
em cada letra
de pesar e valentia


de dedos 

(de Ivo Ribeiro para Valeria Tarelho)

a tua poesia tem tex-
-tura, sim 
tem suavidade

como se as palavras
{grávidas de som}
somassem 

mão + mar + salto de muros + e +
até encontrar impossivelmente
o teu infinito
repentino

como se as palavras brotassem
por fim
o filho poema

e a essência incansável da textura 
da tua nudez
muda

expli(cita), cintilasse.





*imagens via Pinterest: Obrigada e Post dividers



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a número dois

por valéria tarelho em

Um pouco mais experiente em QT, especialmente no medicamento Taxotere [um dos quimioterápicos utilizados no meu tratamento], identifiquei logo os sintomas da temida reação e tudo decorreu como a primeira vez: desligar a máquina que fornece a medicação, aplicação de 500mg de Flebocortid, aguardar uns 20 minutinhos e religar a máquina - medinho e tanto de acontecer de novo. Daí em diante, a seção prosseguiu normalmente. Ufa!



Resumo da ata

1. Identificação da criança

2. "A número dois", com Nick, filhota 3, enquanto aguardava o resultado do hemograma. O visú básico: turbante marinho da Estação Outono, trançado com faixa azul de pois brancos very old [da época que advogava]; camiseta de "Paris", presente da Beatriz Cardoso, estampa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira do Paraná; anel, brincos e pingente de São Jorge [sob a camiseta] em madrepérola, da Maria Flor; rasteirinha da Milano; na carteira: santinhos com orações de Santa Edwiges, Santo Expedito, Nossa Senhora Aparecida [com medalhinha] e terço. Proteção e fé :)

3. "Véinha" boa, só uma picadinha e voilà! Sorinho, Dramin, remedinho para estômago e, só depois, os quimioterápicos! [claro, intercalados com o santo Flebocortid! ]

4. Café com leite [e pãozinho já devorado] enquanto aguardava o efeito do "Flebo" [a pessoa passa mal, mas não deixa de sentir FOME!]

5. Máquina que não sei o nome, serve de suporte para o soro e remedinhos e "bombeia" os quimioterápicos. O som mais lindo que emite é a campainha que avisa que o remédio acabou! É música aos ouvidos! Só penso em : casinha, aí vou eu! [cinco longas horas depois].

Próxima seção em 06.01.2014 - a penúltima! \o/


agradeço todas as manifestações de carinho, vocês são essenciais!

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12 dezembro, 2013

don't worry about a thing...

por valéria tarelho em ,


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11 dezembro, 2013

Rapunzel

por valéria tarelho em ,


agora tenho tranças: longas, sedosas, estampadas, de várias cores  \o/

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10 dezembro, 2013

len_s.o.s

por valéria tarelho em ,

Já que o cabelito vai cair, dia 29.11 cortei-o para não sofrer um impacto muito intenso. Dei adeus ao loiro, ao semi-longo, ao naturalmente volumoso e artificialmente lisos. Dei um olá ao curto, prático e escuro. Um "olá" com gosto de "bye, até um dia".



No mesmo dia que cortei o cabelo, ganhei lenços [meus futuros penteados coloridos :)] de um leitor do blog, o Viral [Vinícius]. Gesto amigo, protetor, solidário ao momento onde, apesar das perdas mais perceptíveis, há uma imensidão de conquistas visíveis aos olhos da alma. Amigos tão queridos têm sido meu porto seguro, sempre dispostos a doar um pouco de seu tempo para uma palavra de conforto, de otimismo.
Pessoas que sempre estiveram ao meu lado e outras que brotaram e floriram e dão seus frutos. 
A todos, meu agradecimento, que palavra alguma vai conseguir traduzir. Amor, é o que sinto por cada um/uma. Húmus.

~*~

Assim que soube da quimioterapia, brinquei que iria querer lenços desse mundão de lugares onde moram meus amigos. E levaram a sério, lá vem eles - lenS.O.S - ao meu socorro: 

de Santos-SP, os lenços do Viral


de São Paulo - SP, o lenço do Instituto Oncoguia, cujo Espaço Cor de Rosa tem um projeto interessante de doação de lenços e próteses externas da mama. 
***amei o origami***


Soube que há mais lenços vindo por aí, para fazer minha cabeça. Um passarinho me cantou  :)

L.O.V.E.



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08 dezembro, 2013

um brinde

por valéria tarelho em ,


Domingo, dezembro, 8. Se estiver deitado, é infinito. Ou um número decaído. Você decide. 

É dezembro: brinde-se!


valéria tarelho

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07 dezembro, 2013

dezembro

por valéria tarelho em



dezembro, sete, e dúzias de dúvidas ainda primaveram. preciso 'resolvivê-las' antes que dezembro 'des pe tá cu le' . 

é dezembro: presepeie-se! 

valéria tarelho

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uníssonos

por valéria tarelho em


meu sono e minha fome 
no mesmo acorde


valéria tarelho

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em outros natais

por valéria tarelho em , , , ,

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in_fusão

por valéria tarelho em , ,

Se a paz aparecer 
Para o Xá 
Mand’ela entrar 


valéria tarelho

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dove

por valéria tarelho em



dezembro é doce? 
dezembro é dose? 
com certeza, dezembro é doze!


valéria tarelho

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fragmento

por valéria tarelho em


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ela

por valéria tarelho em , ,




quem é essa que me olha com olhos que bem conheço
e me espelha como se outra tomasse meu corpo contra
a minha imprópria verdade?

 me quero de louro
 me quero de longo
 me quero de novo
 me quero de volta


valéria tarelho

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04 dezembro, 2013

saudade su[rf]a

por valéria tarelho em ,



sobre
as ondas
de saudade 
sua
- antônio -
sou o sal
da idade

e você
com todo esse
 porte
de pôr
de sol 
suado 
com toda essa 
pinta
de ocaso
sarado
-
sequer
supõe


valéria tarelho
*recados para antônio

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03 dezembro, 2013

dezembre

por valéria tarelho em



Desta vez, dezembro não é o de sempre. E, de zen, somente o incenso que não acendo porque, ultimamente, todo perfume me enjoa. Ao menos estou aprendendo com dezembro a conhecer meu corpo [por dentro], fiquei mais sensível aos sinais, entendi que o que faz bem para combater um sintoma, pode alterar outra função. Dezembro me ensina a não aceitar ou entregar, sem antes "negociar". Tenho que perceber o que é essencial no todo e suportar o desconforto momentâneo, se houver [e quase sempre há]. "Os fins justificam os medos". E o medo é um santo remédio. Ou remendo. 

Pois é, dezembro, já que você veio assim, continue sendo. 
Dê cem. Dê exemplo. 


valéria tarelho

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dois ilhares

por valéria tarelho em , ,

fragmento 

Quando te olho mar 
De tão sereno vento 
Não sei se córrego ou rio 

assis freitas 

 * 

e por ocaso 
te vejo mar 
manso-imenso 
areio e praio 

valéria tarelho

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