Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2011

primavera

a espera de
sentido novo
na [mu]dança
de época

daqui a pouco
ela estreia
no palco
e já pressinto

um espetáculo
repetitivo


valéria tarelho
























chuva de pétala

cheia em meus olhos
- poetas -
inundados de flor


valéria tarelho
*só para me redimir do poema anterior :)
* fotos das flores que inundaram meus olhos no domingo passado, em Caraguatatuba-SP

um dia de cada vez

viver dói, dear
dá náusea
dor de barriga
sangra
faz ferida

viver - essa úlcera -
não cicatriza

viver
é uma febre
por dia
virose após virose
epidemia

viver - essa doença -
contagia

viver alucina
viver é dose
viver consome
viver leva à morte

viver - essa narcose -
vicia

só por hoje, vida
[sobre]
viva


valéria tarelho
*publicado hoje no Poema Dia

meu céu, meu sésamo

Google imagens

gosto de pão assim: salpicado de sardas. como esses gergelins das tuas costas. me perco em contas quando pintas. me encontro em meio a tantas asperezas finas . provo - pão e pele - fibra a fibra. sinto - grão e melanina - com ponta de lingua. mil ideias se assanham ao sabor do sal que banha a superfície. ao lembrá-lo quente, pronto a qualquer hora, dispenso o sonho [sem semente]. entrego os pontos. integralmente.
valéria tarelho
* publicado no proseares em 20.03.10
** selecionado para o Livro da Tribo 2012

isso

Google imagens

não era amor. era pele. em cada encontro, um atropelo. colisão de urgências. choque de boings em pleno voo. corpos em queda [quase] livre. destroços.
não, não era amor. nem pele, aquele bombardeio dentro. 
dois destróiers com mísseis nos olhos. teleguiado momento. azul-afundamento.
não era nada além. nada a quem. nada na onda-nave que impulsionava o vício.
isso existiu por um ciclo. curto-circuito. abalo sísmico. um não sei quê, com ímã.
cio, cisma, ou nada disso, sei que mexia. 
movediço.




valéria tarelho

*publicado no "proseares", em 14.07.11

nada a |per|doar

Google imagens
para não chegar ao término agi contra os princípios  e meios-termos  que abomino
não era o momento de desligar os aparelhos

valéria tarelho
*publicado no "poema curta-metragem" em 23.07.11