ela toca em orquestra
ele é poeta das ruas
quando busca
pôr notas concretas
em sua boca
a des cer
con ta
valéria tarelho
*vídeo: animação do poema "ugas(mo", do livro "Onomatopoemas" (1978), de Hayle Gadelha, com a música "Elegia", de Péricles Cavalcanti e Augusto de Campos, sobre poema de John Donne, cantada por Caetano Veloso.
30 Setembro, 2010
29 Setembro, 2010
temas:
ana peluso
neusa doretto
soledade santos
confira em:

imagem: "emptiness" © tom persinger
eu
adepta dos venenos
(lentos-letais)
dos 'poemácidos'
alucinógenos
eu das carnes cruas
das palavras acres
das ideias kamikazes
eu e meu
harakiri
de araque
eu talvezquemsabe
dust in the wind
cheirando a pó
eau de álcool & tabaco
eu (aquela)
de nós cegos
do (só meu)
desassossego
da sua evi[l]dente
sequela
eu
dos voos solos
na boleia
brindando a boemia
em co[r]pos de geleia
valéria tarelho
*publ. no 'impura poesia', blog em fase terminal.
28 Setembro, 2010
porque eras vida
eu te tomava
às claras
sorvia em bicas
antegozava ao
primeiro gole
eras minha enxurrada
chuvessência
pura substância
palavrágua
de potável transparência
tanto fervílhamos
que secou a fonte
o ci|cl|o das thermas
terminou
em pó
[pós lama]
do amor
que era úmido
não há indício
de gota
ou vestígio
na boca
do passado
a vapor
2
logo agora
que éramos
como água
- liquefeitos
um para
o outro -
entrou
um mar
de areia
por que saara
?
valéria tarelho
27 Setembro, 2010
26 Setembro, 2010
meu carma
meu carmim
choque
azul-carmesim
pigmenta-me
púr_
pura
viole[n]ta-me
maravilha-me
cor
filha da fúcsia
valéria tarelho
p.s.: te cuida, Barbie :)
~> revirando o baú

cheia de indiretas
indiscreta [na medida]
ousada [e daí?]
se preciso vou à luta
armada de meu veneno
:
inócuo para uns
estonteante para poucos
letal para quem for louco
de pisar em mim
[no fundo camuflo
um puta medo
de ser feliz]
v.t.
2005
25 Setembro, 2010
24 Setembro, 2010
23 Setembro, 2010
olhar atento ao
mínimo
detalhe [intro]
olhar perito ao
auscultar o íntimo
e dissecar a fonte
olhar com tato de
lente que sente
ledos relevos
na ponta dos dedos
olhar clínico a
percorrer caminhos entre
vertentes vãos viéses
olhar de vacilo
se os desvãos do olho
nu anunciam [tu -
com tudo - e teu
azul mais cínico]
e não desvio
o
contido
no vaivém
dos cílios
valéria tarelho
*publ. no 'impura poesia', blog em fase terminal :(
22 Setembro, 2010
a vida
vibra
por onde
eu
f[l]or
valéria tarelho
Temporada das flores
Leoni
Que saudade agora me aguardem,
Chegaram as tardes de sol a pino,
Pelas ruas, flores e amigos,
Me encontram vestindo meu melhor sorriso,
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas,
Eu era a causa e a saída de tudo,
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.
Eu te trago um milhão de presentes,
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta,
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pra as flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.

19 Setembro, 2010
trecho final, traduzido:
aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
eu levo o seu coração ( eu o levo no meu coração)


























indicado por Assis de Mello
indicado por Rosangela Ataíde


















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