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25 setembro, 2008

inviolável

por valéria tarelho

se sua boca
silencia
a minha grita

louca pelo sopro
de seu sim
ou o soco
de seu não

[serve até o som
de seu nem aí]

um saco
esta seca - intrínseca -
e seu lábio ao lado

selado a vácuo


valéria tarelho

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21 setembro, 2008

traço-de-(des)união

por valéria tarelho

pintura de claudete prestes fagundes



amor-perfeito
fora flor
- mais-que-perfeita -
que brotara
a destempo
em meu peito

a flor, sedenta
desceu à terra

- de

com

pos

ta -

num dia crítico
de chove-não-molha

ainda hoje lembro-me dela
hifenizando fragrâncias
sem-par
na memória

pansy
pensamento
distância

ad perpetuam rei memoriam


valéria tarelho
~> do baú

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18 setembro, 2008

20 dedos de prosa

por valéria tarelho

ainda em fase de testes: p r o s e a r e s
sob o [des]comando de sidnei olívio e o [des] controle de valéria tarelho

[des]conheçam :)



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17 setembro, 2008

lançamento - antologia digital

por valéria tarelho

vol. 07 - intimidades

leia aqui:




Cesar Sobreira Débora Bueno Jania Souza Janice Mansur João Nilo Leninha Mônica Banderas Sandra Fonseca Sandra Souza Sidnei Olivio Soninha Porto Thaty Marcondes Vera Casa Nova Xenïa Antunes

Convidados especiais: Alice Ruiz Mauricio Gonçalves e Ulisses Tavares

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15 setembro, 2008

mais um adeus

por valéria tarelho


Arlindo Teixeira, 80 anos
dez 1927 - set 2008

Nasceu português, veio para o Brasil aos dois anos, tornou-se mais que brasileiro: guarujaense, terra que o viu crescer, casar com sua Mercedes, ter filhos, netos, bisnetos...
Viveu até que o céu não pudesse mais esperar por ele: o anjo que chamo de tio.

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presente

por valéria tarelho

A querida amiga Andréa Motta produziu um vídeo com meu poema "súplica" e sua tradução, "appeal".
Confiram o belo resultado:



vamos aos créditos:

poema de valéria tarelho
tradução de david cohen
voz e produção de andréa motta

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08 setembro, 2008

r e p o s t

por valéria tarelho

eu te contemplo [há tempos]


quando te penso
agradeço que
não passa disso

pensar
é o máximo
que posso

imaginar
é o parco verbo
que possuo

quando muito
fantasio que

[ah, se por acaso
tua boca
se por descaso
teu murmúrio
(em ondas
se por orgasmo]

mas logo apago
a idéia de

[ah, se por ocaso
tua lábia úmida
na seca
de meus lábios
se por relaxo
se por capricho
amor ou sexo]

num átimo
deleto
o que - em tese -
seria ótimo

sem o ato
evito
passo
em falso

veja baby
o lado
prático
:
você nunca
será passado

[mas ah
se por um lapso
uau
se por um ímpeto]


valéria tarelho

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05 setembro, 2008

anseios / ensaios de paulo leminski

por valéria tarelho em

para abrir em tela cheia, dê um clique no último botão à direita.


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04 setembro, 2008

setembro em sp

por valéria tarelho

clique nas imagens para ampliá-las, ou acesse AQUI a programação.







COMO CHEGAR À BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA

Rua Henrique Schaumann, 777
Esquina com a rua Cardeal Arcoverde
Pinheiros - 05413-021 São Paulo, SP
Tel.:11 3082-5023
bmalceualima@yahoo.com.br

Metrô

Estação Clínicas (Linha 2 – Verde)
A estação, localizada na avenida Doutor Arnaldo, 555, é o meio mais fácil de se chegar à Biblioteca utilizando o metrô. A uma distância de 9 quadras (aproximadamente 1,3 km), pode-se ir a pé, descendo a rua Teodoro Sampaio, ou tomar um ônibus que desça a rua Cardeal Arcoverde (647C - Term. João Dias, por exemplo) até a altura do Cemitério São Paulo.

Ônibus

Sugestões de ônibus que passam pela Biblioteca
701 A – Metrô Vila Madalena – Pq. Edu Chaves
701 U – Butantã USP – Jaçanã
715 F – Shopping Continental – Largo da Pólvora
719 P – Pinheiros – Metrô Armênia
719 R – Metrô Barra Funda – Rio Pequeno
724 A - Pinheiros - Aclimação

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02 setembro, 2008

ana c

por valéria tarelho em




Um beijo
que tivesse um blue.
Isto é
imitasse feliz a delicadeza, a sua,
assim como um tropeço
que mergulha surdamente
no reino expresso do prazer.
Espio sem um ai
as evoluções do teu confronto
à minha sombra
desde a escolha
debruçada no menu;
um peixe grelhado
um namorado
uma água sem gás
de decolagem:
leitor embevecido
talvez ensurdecido
"ao sucesso"
diria meu censor
"à escuta"
diria meu amor
sempre em blue
mas era um blue
feliz
indagando só
"what's new"
uma questão
matriz
desenhada a giz
entre um beijo
e a renúncia intuída
de outro beijo.

ana cristina césar

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