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Mostrando postagens de Setembro, 2006

até a volta!

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Entre 02 e 07 de outubro, estarei participando do XIV Congresso Brasileiro de Poesia, na cidade de Bento Gonçalves/RS.

A programação, convidados, histórico, fotos, enfim, tudo relacionado ao evento, você confere aqui.
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E durante o Congresso, dia 04/10, às 22h30, no restaurante Pallazzo Grill será lançada a antologia “Poetas do Brasil – Volume 3”, da qual participo. Trarei algumas na bagagem, se alguém quiser reservar um exemplar, grite ~> o preço? xiii, ainda não me informaram ¯\(º_o)/¯
Beijabraços, na medida do possível acessarei o e-mail, blog e orkut. (・ε・)ノ

repost

apelo

pela festa
pelo festim o estopim
pela centelha labareda
lava suor
pela cara pálida
pele vermelha
pela fantasia
o cetim a renda pela seda
voal e voz
sombra luz escuridão
pela nudez das estrelas
pelo lapso dos astros
pelo eclipse dos corpos
pela visão (dois sóis)
pela ciência
pela não explicação
por esta senda
estreita vereda
pela ordem
pelo caos
pela desordem dos lençóis
o descompasso dos corações
pelo amasso pelo avesso
puro apelo por apolo
vênus eros pelos mitos
pelos homens seus mistérios
pelas mulheres seus (g)ritos
pela fome de beber saliva
pela sede de comer a seiva
pela selva pelo mar
o ar a terra
pela paz em plena guerra
línguas bélicas ambíguas
pela lambida na (fé) ferida
pelo óbvio pelo oculto
pelo obstante o livre arbítrio
pelo instinto
pelo instante
pelo istmo
pelo infinito
pelo limite (medo limítrofe)
pela estrofe pela ponte
por tudo que nos liga
desconecta dá tilti
pelo lábio pelo néctar
pelo beijo-batom-bombom- cer(v)eja
o tum tum tum interior
pelo tintim o tonto efeito
pelo lado frente dorso
pelos versos
submissos

instinto

a presa tem pressa
célere passa :
ensimesmada flecha

alvo de si mesma
quando - possessa -
transmuta-se
de presa fácil
a predadora do que caça

poesia
ora é onça
--------->ora poesia
------------------->é corça

morte & mártir
à mercê da máxima
ínfima sentença

sou poeta
por sobre
vivência

valéria tarelho

domingo

domingo
a missa
o vinho
a hóstia
a massa

domingo
a mesa
posta

domingo
sangue & corpo
frango & fritas
trago & intriga

domingomisso
domingobeso
domingostra
cismo

semana vai
semana vem:

domingoooool
domingo ao sugo
domingo amém


valéria tarelho
* da série: "vale a pena ler isso de novo?"

lembrete

logo mais, às 15hs, tem O Autor na Praça, com Toninho Vaz e Torquato Neto, sendo homenageado em prosa e verso (além de música e peça teatral).
estarei lá lendo um ou dois poemas, assim como Ademir Assunção, Cláudio Daniel, Tatiana Fraga e Neusa Pinheiro (esta, cantando Prá Dizer Adeus).
apareçam!
praça Benedito Calixto, Pinheiros, SP

Prá dizer adeus
(Torquato Neto / Edu Lobo)

Adeus
Vou prá não voltar
E onde quer que eu vá
sei que vou sozinho
Tão sozinho amor
nem é bom pensar
que eu não volto mais
desse meu caminho
Ah! pena eu não saber
como te contar
que esse amor foi tanto
e no entanto eu queria dizer
vem
eu só sei dizer
vem
nem que seja só
prá dizer adeus

metástase

este êxtase
que me tira
a sanidade
é razoável
mentira

p o e s i a
:
meias-verdades
fraudes quase
com ênfase
nas frases
(pseudo)feitas

febre
que quando não ferve
fibrila

fabrica
o que nem sempre fui
forja o que não foi
sequer idéia


valéria tarelho
do meu discurso
- discutível -
de poeta: duvide

constantemente

pégasus

pintura: the black pegasus © odilon redon

poesia é o peso
ao qual dou asas

chumbo
ao qual dôo plumas

palavras- (a) penas
ofereço às pedras

perdas passadas
arrulham paz
no aço - ofício -
do viveiro livro

presente é pássaro
em vôo livre
arbítrioao saber do vento
ao sabor do tempo
- sabiamente -

o futuro
- mítico -
reserva os versos
que a zeus pertence


valéria tarelho

senhor ninguém

diminuto como
minúsculo átomo
assombra-se ante
a macro madrugada

mínimo it - errático -
acua-se - atônito - perante
macabra mácula maiúscula
NOITE

soez em sua
pessoal insônia
sonha ser apto
:
capaz de vencer
quartos - quantum sufficit - de luas
delir o peso das dunas horas
em pose [líquida]
de lira

delira ser o sol
o cerne o sumo a sanha
do poema maior

calor que derrete
a rima do horror noturno
em ritmo [ab]soluto

sagez em sua
pessoal insânia
sente: é luz

e dilui a cúpula do breu
cuja cópula [cúmplice] com phobos
liquida a lírica
das virgens manhãsvaléria tarelho

O Autor na Praça, convida

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O Autor na Praça recebe o jornalista e escritor Toninho Vaz, autografando o livro "Pra mim chega - A biografia de Torquato Neto" (Editora Casa Amarela). Contaremos com a participação de Hernani Maurício Fernandes autografando "O meu segredo é que não vivo em depressão com os males do mundo", onde faz referência e cita poemas de Torquato. Durante o evento haverá um recital com leituras de poemas e textos de TN pelos poetas Ademir Assunção, Cláudio Daniel, Tatiana Fraga e Valéria Tarelho. No final, às 17h30, acontecerá uma performance com o grupo de teatro Cia. Antropofágica e apresentação musical com Neuza Pinheiro, A Pequena Japonesa e Denis Brandão, apresentando músicas de TN. O cartunista Júnior Lopes participa do evento realizando caricaturas.
SERVIÇO:
O Autor na Praça com Toninho Vaz autografando Pra mim chega – A biografia de Torquato Neto Dia 23 de setembro, sábado, 15h (A performance acontece às 17h30)
Espaço Plínio Marcos - Feira…

Marina Tsvetaeva

NEREIDA
Nereida! Onda! Ela. Eu. Nós dois. Nada além de Onda ou náiade.
Teu nome, tumba, Reconheço, onde for, Na fé - o altar, no altar - a cruz. O terceiro, no amor.
(trad. Augusto de Campos)
₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪₪ Abro as veias: irreprimível
Irrecuperável, a vida vaza.
Ponham embaixo vasos e vasilhas!
Todas as vasilhas serão rasas,
Parcos os vasos.

Pelas bordas - à margem -
Para os veios negros da terra vazia,
Nutriz da vida, irrecuperável,
Irreprimível, vaza a poesia.

(trad. Augusto de Campos)


Marina Tsvetaeva nasceu em Moscou em 1892 e, após uma vida condicionada por trágicas circunstâncias, suicidou-se em Kazan, em 1941. Filha de um filólogo ilustre, de origem plebéia, professor universitário e fundador do Museu Puchkin, e de uma musicista, de ascendência alemã, aristocrata, teve sua infância marcada, como ela mesma diz, pelo exemplo de dedicação ao trabalho e pelo culto à natureza (pai), ao mesmo tempo que pelo amor à música e à poesia (mãe). Aos dezesseis anos tem seu primeiro livro de poemas acolhi…

máxima, mínima, comum

o tempo ruge
a vida (r)uiva
a noite (rave)
vib(o)ra
em tons neons

na solitária do poema
uma loucura
(loura?)
nua de estilo
estrila cor alguma

em chamas
ri de si
- estrela insana -
reduzida
a cinzas

[ foro íntimo
queima
o que outrora
fora índigo ]

...e chove
aforismo
lá fora

valéria tarelho

Clevane Pessoa convida:

Cultura em Movimento/Terceiro UNIACDia 17/09, no Parque Municipal, em Belo Horizonte/MG, a partir das dez horas.10h00 - SARAU E PERFORMANCEAna Gusmão, Adriana Versiani, Camilo Lara e convidados, Cássio Poetta, Celso Pego, Clevane Pessoa, Dayanne Timóteo, Gilberto de Abreu, Grupo Políticas Poéticas, J. Estanislau Filho, Jimy Vieira, José Ênio, Jovino Machado, Kimura Schetino, Leo Koury, Leo Santana, Luando de Abreu, Marco Llobbus, Podrera, Ricardo Evangelista e Sueli Silva, Rogério Salgado e Virgilene Araújo, Rosana Conde, Said Oliveira, Silas Velloso, Rosa Helena,Wilmar SilvaLITERATURA DE CORDELOlegário Alfredo (Mestre Gaio), Vicente Faul (Repentistas e violeiro)TEATRO RELÂMPAGO“O Palhaço Mallígrino”, com Paulo CamargoARTES PLÁSTICASEliane Guedes, Rafael Abreu, Gilberto de Abreu, Robson Costa (Escultura em Aço), Grupo “Controverso” – Dum, Tarcísio de Paula12h00 - SHOWSRubens Pinheiro, Zé Ênio, Tand Campos, Dínamo, Nux Vômica, Banda Crematório16:30 - TRIBUTO A RAUL SEIXASSociedade Alte…

roupa velha

como não sei tirar poema da cartola diariamente, segue um do fundo do baú e sua tradução para o espanhol.
perene

há um rosto - vago -
gravado na minha rotina
um gosto saudoso
na ponta de todo dia
gestos que - penso -
conheço
como a palma de meus percalços
e faço dessas lembranças
poesia sem tino
escrita nas linhas baças
do meu desatino diário

quisera um solene basta
ao pé do olvido

valéria tarelho


perenne

hay un rostro – vago –
grabado en mi rutina
un gusto nostálgico
en la punta de todos los días
gestos que – pienso –
conozco
como la palma de mis percances
y hago de esos recuerdos
poesía sin tino
escrita en líneas apagadas
de mi desatino diario

quisiera un solemne basta
al pie del olvido

[tradução de lorenzo pelegrin]

cachorro louco em floripa

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O escritor catarinense Jayro Schmidt lança dia 20, em Florianópolis/SC, o livro Paulo Leminski: Do carvão da vida o diamante do signo. São ensaios literários enfocando diferentes aspectos da obra de Leminski, que também será tema de palestra do jornalista Toninho Vaz, autor da biografia O Bandido que sabia Latim (Ed. Record). Toninho também escreve o prefácio do livro de Jayro, uma iniciativa da Bernúncia Editora. Vai ser dentro da programação do 1º. Festival de Final de Inverno, na Universidade de Santa Catarina, às 19 horas, com apresentação da banda Jeremias sem cão.
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minuto exibicionismo:
a mocinha e o bandido
o livro eu já tinha, o autógrafo veio depois, acompanhado de histórias para tv contar e vt ouvir. tarde de chuva, la villette, vilaboim, são paulo, abril, vinte e oito, dois mil e cinco. val eu!

pendant

há um par de
desejo migrante
cruzando uma ponte
- aparente -
que só existe
p(re)ênsil
entre nossos
extremos

[ pólos opostos
propensos a tanger
o centro ]
:
deletando
todas as vias
dilatando
todas as veias
acoplando
todos os poros
da distância

ponte-pendente
entre meus seios
pedintes
e os dentes [dantes]
da boca da noite
sedenta


valéria tarelho

parabeijos, zoopoeta!

fine art print by art.com

tela de seda
sidnei olivio

crisálida rompida
quente
úmida
enrugada
a borboleta - lagarta transformada
alisa-se
ao sol
ao vento
seca-se
apruma-se, plasticamente
para o vôo inicial

pintura terminada
morna
lisa
plenamente alada
lança-se no ar
feito um quadro voador -

pontilhismo de cores
vivas
engendrado
pelo pincel impressionista
de um Leonardo
celestial



ninfas de jardim
valéria tarelho
releitura do poema "tela de seda", de sidnei olivio

flores aladas
lepidópteras
bailarinas caleidoscópicas
- quem sabe fadas
em borboletas
disfarçadas -

metamorfoseadas
bailam delicadas
polinizando
"re-ciclando":

e de novo
o ovo
e do ovo
famélica larva
eclode eruciforme
com fome - muita fome
até crisalidar

da metálica pupa
rompida
ela estréia
entra em cena
totalmente adulta
magistralmente bela
sexualmente definida

borboleteia airosa
num adejar de asas
sedosas
pictóricas
imperceptivelmente escamosas

pintura esvoaçante
arquitetura divina
volitante
purpurina

obra surrealista
mistura de tintas
iridescentes
na paleta mágica
de u…

classificats

boys - no cats ~> wall poster by art.com


gata siamesa
olhos azuis
pêlo cinza
cheia de ginga
e preguiça
busca gato persa
que pense
em outra língua

aceita gato sem raça
desde que forneça
uma magia por dia
peça uma festa
por noite

por sete vezes
sete vidas
ame

sobre um tatame
voa
dor


valéria tarelho
=^.^=

portrait

nem tão triste
que me apague
nem alegre a ponto
do branco
causar espanto

poso na estante
no indelével estilo
amarelo-verniz
[impermeável]

vão-se os dentes
fica o velho retrato
: permanente
sorriso de giz


valéria tarelho

convite

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Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima
Av Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP
Tel (11) 3082-5023 / 3063-3064

Inauguração : sábado, 02 de setembro de 2006, 19h30

No próximo dia 2, será inaugurada a primeira biblioteca temática municipal. A Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, ganhará um acervo especializado em poesia e contará com uma programação de saraus, cursos, apresentações musicais e exibições de filmes relacionados ao tema. As próximas bibliotecas temáticas serão sobre cinema, música, arquitetura e urbanismo, cultura popular, ciências, meio ambiente e contos de fada. O objetivo da iniciativa é criar núcleos de referência em diferentes assuntos, oferecendo material de consulta e pesquisa que hoje não estão disponíveis para o público. As unidades que receberão material especializado continuarão mantendo os acervos gerais que possuem.

O responsável pela escolha do acervo temático e pela programação da Alceu Amoroso Lima é o …